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O Que a Cruz nos Revela

 

“Mas longe esteja de mim gloriar-me a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim e eu para o mundo.” Gál. 6:14. 

Na cruz do Calvário, o amor e o egoísmo encontraram-se face a face. Ali teve lugar sua suprema manifestação. Cristo vivera unicamente para confortar e beneficiar, e, ao levá-Lo à morte, Satanás manifestou a malignidade de seu ódio contra Deus. Tornou evidente que o real desígnio de sua rebelião, era destronar o Senhor, e destruir Aquele por meio de quem o Seu amor se manifestava. 

Pela vida e morte de Cristo, também os pensamentos dos homens são trazidos à luz. Da manjedoura à cruz, a vida do Salvador foi um convite à entrega, e à participação no sofrimento. Revelou o desígnio dos homens. Jesus veio com a verdade do Céu, e todos quantos ouviam a voz do Espírito Santo foram atraídos a Ele. Os adoradores do próprio eu pertenciam ao reino de Satanás. Em sua atitude em relação a Cristo, todos manifestariam de que lado se achavam. E assim todos passam sobre si mesmos o julgamento.

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O imaculado Filho de Deus pendia da cruz, a carne lacerada pelos açoites; aquelas mãos tantas vezes estendidas para abençoar, pregadas ao lenho; aqueles pés tão incansáveis em serviço de amor, cravados no madeiro; a régia cabeça ferida pela coroa de espinhos; aqueles trêmulos lábios entreabertos para deixar escapar um grito de dor. E tudo quanto sofreu – as gotas de sangue a Lhe correr da fronte, das mãos e dos pés, a agonia que Lhe atormentou o corpo, e a indizível angústia que Lhe encheu a alma ao ocultar-se dEle a face do Pai – tudo fala a cada filho da família humana, declarando: É por ti que o Filho de Deus consente em carregar esse fardo de culpa; por ti Ele destrói o domínio da morte, e abre as portas do Paraíso. Aquele que impôs calma às ondas revoltas, e caminhou por sobre as espumejantes vagas, que fez tremerem os demônios e fugir a doença, que abriu os olhos cegos e chamou os mortos à vida – ofereceu-Se a Si mesmo na cruz em sacrifício, e tudo isso por amor de ti. Ele, o que leva sobre Si os pecados, sofre a ira da justiça divina, e torna-Se mesmo pecado por amor de ti. 

Texto: O Desejado de Todas as Nações (Ellen White)
Publicado em Comemorações, Música, Perguntas e Respostas

Aleluia! Aleluia! הַלְלוּיָהּ Halləluya!

Aleluia! Neste vídeo muito interessante (ver link ao final), é a palavra que começa e que termina a música. Os coristas a repetem quase cinquenta vezes. Mas será que os ouvintes entendem aquilo que estão ouvindo?

A Wikipedia nos diz que “Aleluia é uma transliteração do hebraico הַלְלוּיָהּ (Halləluyahebraico padrão ou Halləlûyāh tiberiano – lendo-se da direita para a esquerda, como se faz em hebraico). A primeira parte da palavra Hallelu (הַלְּלוּ) significa “Louvem! Adorem!” ou “Elogio”; a segunda parte da palavra é Yah (Jah) (יָהּ), uma forma abreviada do nome de Deus, Javé. Yah ou Jah constitui a primeira metade do Tetragrama הוהי,(YHWH, IHVH, JHVH), o nome do Deus da Bíblia, pronunciado em português como Iawé ou Javé. Yah escreve-se com as letras yod (י)he (ה), respectivamente a décima e a quinta letra do alfabeto hebraico. Portanto, aleluia significa “Louvem Deus Javé“, ou “Adorem Deus Javé“, ou “Elogio Deus Javé“.”

A palavra aparece 24 vezes no Velho Testamento e quatro vezes no Novo Testamento (apenas no livro do Apocalipse, transliterado em grego como Αλληλούια). Foi com base em trechos do livro do Apocalipse que Handel compôs a peça de encerramento da parte II do oratório mais interpretado de nosso tempo: O Messias. O trecho mais conhecido do Coro Aleluia é uma musicalização da parte final do versículo 6 de Apocalipse 19:

“E ouvi como que a voz de uma grande multidão, e como que a voz de muitas águas, e como que a voz de grandes trovões, que dizia: Aleluia! pois já o Senhor Deus Todo-Poderoso reina.” Apoc. 19:6

O texto introdutório de uma das publicações da partitura de O Messias informa que Handel escreveu o oratório em 1741, “depois de 23 dias de atividade fervorosa. Às vezes ele se fechava em seu quarto e ficava tão absorto, preocupado em terminar a obra, que se esquecia das refeições. Um dia o seu mordomo o encontrou sentado, com o olhar fixo e distante, aparentemente alheio a tudo, exceto à obra que estava criando. Mais tarde Handel mesmo disse: ‘Pensei que tivesse visto todo o céu diante de mim e o Grande Deus’.” (O Messias, I Parte, Editora JUERP)

São muitas as razões que fazem com que o Aleluia receba atenção especial: a sonoridade imponente, a feliz conjugação da emoção que brota do texto com a vivacidade e a empolgação que irrompem da música, a evocação de uma cena grandiosa…(impossível cantar essa música, num louvor sincero, sem se sentir integrante da mesma “grande multidão”, mostrada a João em visão)

Já ouvi (e também cantei) o Aleluia de Handel em várias ocasiões. Em concertos, encontros de coros, escolas, igrejas…É uma experiência que só alcança seu potencial e sentido completo com o reconhecimento, por parte de cantores e ouvintes, de que “Salvação, e glória, e honra, e poder pertencem ao Senhor nosso Deus.” Apoc. 19:1

Recentemente um coro muito criativo decidiu surpreender, com a música, alguns ouvintes num ambiente urbano muito frequentado.

O resultado você vê aqui.

Aleluia! Deus seja louvado! Sempre e sempre!

 

 

 

Publicado em Conferências, Eventos, Música, Sermões

“Futuro com Esperança” – Faltam 2 dias!

 

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Enquanto eu almoçava com os amigos do trabalho e os presenteava com meus últimos cinco exemplares do livro “Tempo de Esperança” (mais por adquirir), minha esposa tratava dos últimos detalhes com uma amiga – a quem convidou para ir conosco ao Centro de Convenções durante a semana – sobre como será o programa “Futuro com Esperança”.  Parece que teremos de conseguir mais alguns ingressos, já que a amiga manifestou o interesse de assistir pelo menos a três palestras presencialmente com a família.

O Pr. Mark Finley e sua esposa chegaram ontem à tarde. À noite, foram entrevistados no programa “Anjos da Esperança”, que foi transmitido direto da Esplanada dos Ministérios, tendo como cenário, ao fundo, o Congresso Nacional (leia mais aqui).

O quarteto “Arautos do Rei” vem de passagem pelo Instituto Adventista Brasil Central, em Goiás, onde se apresenta desde ontem. No Twitter do grupo, a informação mais recente é a de que ensaiaram hoje mais algumas músicas que serão apresentadas durante o evangelismo aqui em Brasília e também em Cochabamba, na Bolívia.

Outra notícia interessante, que revela o clima de preparo e expectativa para esse evento, é a de que todos os funcionários da Divisão Sul Americana da Igreja estiveram em jejum e oração no dia de ontem pelo sucesso do projeto. Sucesso que, na visão cristã, significa ver muitas almas ganhas para o reino de Deus e aguardando a breve volta de Jesus.

A igreja de Cristo na Terra foi organizada para fins missionários, e o Senhor deseja ver a igreja inteira idealizando meios pelos quais elevados e humildes, ricos e pobres, possam ouvir a mensagem da verdade.

Testimonies, vol. 7, pág. 21.

 Imagem do celular: Brasília, Ministério da Justiça.

Publicado em Despedidas, Música

Até Breve, Clemente Pereira dos Santos

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“Mesmo na tempestade, podeis andar sem ter medo da escuridão. Quando a chuva cessar, haverá um céu e as aves cantando sem par. Andai pelo vento, andai pela chuva, pois logo vem o sol. Andai com Deus em vosso coração e a sós não andareis, a sós não andareis.”

Se você não apenas leu essas palavras, mas também foi capaz de acompanhar mentalmente ou até mesmo cantarolar a melodia dessa música, pode imaginar a emoção que envolveu o sepultamento, em 30 de abril de 2009, do nosso querido irmão e maestro Clemente Pereira dos Santos.

Além desta, músicas como “Grandioso és Tu” e “Mais perto quero estar, Deus meu, de Ti”, entre outras, foram entoadas pelo Coral da Igreja Adventista do 7º Dia – Central de Brasília; e o “Madrigal”, grupo dirigido pelo Clemente por tantos anos, apresentou a solene melodia “Em mim vem criar novo coração, ó Deus”.

O Pr. Osni, pastor da Igreja Adventista do 7º Dia de Taguatinga, da qual o maestro era membro, proferiu palavras de consolação aos presentes, acentuando a dedicação do irmão Clemente à música e à adoração na igreja. Outro amigo do músico, o Pr. Joaquim, que pastoreou a mesma congregação por vários anos, lembrou, emocionado, antes de encerrar a cerimônia com uma oração, que nosso querido irmão descansou em Cristo e que convinha ressaltar nessa hora a promessa de Jesus: “Eu sou a ressureição e a vida; Quem crê em mim, ainda que morra, viverá.” (S. João 11:25)

Um pouco antes desse momento de despedida, sendo o final da tarde, um arco-íris tênue porém visível despontou entre as nuvens, como a trazer dos céus conforto e esperança (as imagens são do celular).

Entre os que se dedicam ao ministério da música adventista aqui na região central do País, é comum ouvir a pergunta: mas quem não cantou com o Clemente? ou quantos não foram beneficiados com seu trabalho dedicado? Mesmo que a figura do irmão Clemente fosse desvinculada do trabalho com a música, com ensaios e apresentações,  sua alegria e amabilidade eram suficientes para fazer com que parecesse que fosse dele a ideia de inserir na Lei dos Desbravadores o mandamento: “Ter sempre um cântico no coração.”

Aos 76 anos, o coração e a voz do maestro fizeram uma pausa. Mas não uma pausa eterna. O que é uma pausa de fusa na partitura da eternidade? Será uma pausa muito breve na sinfonia do tempo.  Até àquela reunião de quartetos, coros e madrigais, diante do Doador da vida e Criador da música, quando o compasso marcar o momento de  todos cantarem o cântico do Cordeiro:

“Grandes e admiráveis são as tuas obras, ó Senhor Deus Todo-Poderoso; justos e verdadeiros são os teus caminhos, ó Rei dos séculos. Quem não te temerá, Senhor, e não glorificará o teu nome? Pois só tu és santo; por isso todas as nações virão e se prostrarão diante de ti, porque os teus juízos são manifestos.” Apocalipse 15: 3-4

Até breve, irmão e maestro Clemente Pereira dos Santos.