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Biografia de herói que inspirou filme indicado ao Oscar é lançada no Brasil

 

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A editora Casa Publicadora Brasileira lançou, ainda no ano passado (2016), a versão em língua portuguesa da biografia de Desmond Doss escrita por Frances M. Doss, segunda esposa do veterano de guerra que inspirou o filme “Até o último homem”, indicado a 6 Oscars em 2017. Leia o artigo “Herói improvável”, publicano na Revista Adventista (e a Entrevista com o próprio Desmond Doss, de 1987).

CPB lança biografia do herói adventista da II Guerra Mundial.

Pequena resenha/apresentação da editora:

“Senhor, ajuda-me a salvar mais um.”

A artilharia pesada em Okinawa multiplicava as vítimas, mas não intimidou Desmond Doss, soldado e homem de fé. Com a coragem e a força da oração acima, ele se recusou a procurar abrigo e carregou, um por um, seus companheiros caídos até um local seguro. Em aproximadamente cinco horas ele resgatou todos os 75 feridos naquele ataque. Este e outros atos heroicos fizeram com que ele recebesse a mais alta distinção que se pode conferir a um soldado norte-americano: a Medalha de Honra.
Porém, sua história não termina em 1945. Houve muitas outras batalhas e vitórias para o homem conhecido como “o mais improvável dos heróis”. Este livro conta cada uma delas.
Da infância marcada por acidentes à bravura na Segunda Guerra Mundial, da trágica perda de sua esposa Dorothy às batalhas contra a surdez e o câncer, Desmond Doss viveu com devoção insuperável. Devoção a seu país, a suas convicções e, acima de tudo, a seu Deus.

Detalhes do produto

Formato: 14.0 x 21.0 cm
Número de páginas: 176
ISBN: 978-85-345-2353-0
Acabamento: Brochura

Fonte (e “site” para adquirir o livro): CPB

Observação: Assim como Desmond Doss, funcionários da Casa Publicadora Brasileira (editora adventista) guardam o sábado. A compra de produtos no “site” só é possível fora das horas do sétimo dia bíblico, que começa ao pôr do sol de sexta-feira e termina ao pôr do sol de sábado.

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“Deus Se Importa com seu Ônibus Atrasado”

Imagem: Lago di Carreza – Sudtirol.com

Escutei a sua oração e vi as suas lágrimas. Isaías 38:5

Você acredita em respostas imediatas para a oração? Garanto que Deus responde. Até se for para tirar uma foto.

Fuçando no Google, achei um cantinho neste planeta de deixar o queixo caído. Um lugar espetacular com as digitais do próprio Éden. A película de água era colorida feito uma imensa bacia de tintas verde-esmeralda, azul­turquesa e porções de amarelo-ouro. A borda de pedras brancas realçava sua transparência. Um cinturão verde de pinheiros altíssimos perfilados balançava lentamente ao vento. E tinha mais: uma muralha intimidadora de montanhas cinzentas formando uma cordilheira de formas incríveis, com a moldura final do céu azul feito uma bandeira imensa flutuando sobre tudo. Imaginou este paraíso? Eu me apaixonei por ele, antes mesmo de estar lá. Estou falando do Lago di Carezza, na Itália.

Anos depois, alterei uma ida à Europa em 2.000 quilômetros para conhecê­-lo pessoalmente. Ao me aproximar de lá, meu coração acelerado era o único barulho ouvido no silêncio daquele bosque. Parei o carro e suspirei, vendo a placa: “Trilha para o Lago di Carezza.” A ansiedade me fez esquecer tudo, até a chuva. Contornei uma curva, afastei um arbusto e ali estava: nada! Desmoronei ao notar a chuvarada bloqueando a visão. Confesso que as lágrimas brotaram, e abri o coração, orando: “Senhor, vim de tão longe para ver isso? Mostre-me a Sua criação!”

Inexplicável! Mas a chuva virou garoa e foi desaparecendo. Meus olhos se arregalaram e, em minutos, descortinou-se a paisagem mais linda da minha vida. Ali estava ela exatamente como eu sonhara anos antes.

A Bíblia nos diz para “pedir, bater e buscar”. Quanto tempo nós perdemos com problemas que seriam facilmente solucionados se estivéssemos de joelhos dobrados? Sabia que Deus Se importa com seu ônibus atrasado, com uma inconveniente chuva na hora errada e até com um problema na web para baixar um arquivo superimportante?

Orar pelos grandes problemas não exclui pedir pelas pequenas coisas. O Pai do Céu leva a sério o que você está precisando. Jesus ama o fato de incluirmos Sua companhia divina em nosso dia a dia humano. Com Ele, a chuva passará.

Fonte: Inspiração Juvenil 2013: Volta ao Mundo em 365 Dias, de Odailson Fonseca

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Por que Universitários Cristãos Estão Perdendo a Fé

Original: (Renato Vargens)
As estatísticas são sombrias. Alguns chegam a afirmar que, em média, 60% dos jovens evangélicos que adentram a universidade se afastam da comunhão dos santos e da igreja. Ora, seria simplista da minha parte afirmar de modo absoluto os reais motivos para a apostasia de nossos jovens, todavia, acredito que algumas razões são preponderantes para o esfriamento da fé da juventude cristã:

1. Nossos jovens não estão sendo preparados pela igreja para enfrentar as demandas sociais, comportamentais e filosóficas na universidade. Na verdade, afirmo sem a menor sombra de dúvidas de que a igreja não está oferecendo à sua juventude ferramentas necessárias para a desconstrução de valores absolutamente anticristãos. Por exemplo, as universidades públicas estão repletas de conceitos marxistas. Volta e meia eu recebo a informação de professores que em sala de aula zombam de Cristo, ridicularizando publicamente todos aqueles que se dizem cristãos.
2. Nossos jovens não estão sendo preparados pelos pais com vistas ao enfrentamento cultural. Vivemos numa sociedade multifacetada, cujos valores relacionados a sexo, família, trabalho, sucesso e moral foram relativizados. Nessa perspectiva, não são poucos aqueles que ao longo dos anos têm sucumbido diante da avalanche de conceitos extremamente antagônicos aos pressupostos bíblico-cristãos.
3. Nossos jovens não têm sido preparados pela igreja para responder às perguntas de uma sociedade sem Deus, como também oferecer respostas àqueles que lhes questionam a razão da sua fé. Nessa perspectiva, os conceitos “simplistas” de alguns dos nossos rapazes e moças têm sido facilmente descontruídos num ambiente em que o ceticismo e a incredulidade se fazem presentes.
4. Nossos jovens têm sido influenciados negativamente pelo secularismo, hedonismo e satisfação pessoal. Sem sombra de dúvidas, acredito que o secularismo é um grave problema em nossos dias. A Europa, por exemplo, transformou-se num continente secularista onde o que mais importa é o bem-estar comum e a ausência de Deus. Nessa perspectiva, vive-se para o prazer, nega-se uma fé transcendente quebrando todo e qualquer paradigma que nos faça lembrar-nos de Cristo ou da igreja.
Diante desse funesto quadro, surge a pergunta: O que fazer então?
1. A igreja precisa fortalecer a família, oferecendo aos casais ferramentas para a edificação de lares sólidos cujo fundamento é a infalível Palavra de Deus.
2. A igreja precisa preparar seus jovens para responder às perguntas da sociedade. Nessa perspectiva, deve-se investir numa formação apologética, cujo foco deve ser oferecer à juventude “armas” espirituais capazes de anular sofismas.
3. A igreja precisa investir em universitários, promovendo grupos de comunhão, debates, além de discussões teológicas, sociológicas e filosóficas, oferecendo a eles condições de responder aos seus inquiridores o porquê da sua fé.
4. A igreja precisa estudar teologia com os universitários. Questões relacionadas ao pecado, juízo eterno, salvação, morte e sofrimento, além de tantos outros conceitos relacionados aos nossos dias precisam ser explicados e entendidos pelos nossos jovens.
5. A igreja precisa preparar seus jovens para se relacionarem com a cultura. O problema é que em virtude do maniqueísmo que nos é peculiar, satanizamos o mundo bem como todas as suas vertentes culturais. Por outro lado, existem aqueles que em nome da contextualização “mundanizaram” a igreja, levando o povo de Deus a um estilo de vida ineficaz cujos frutos não têm sido muito bons.
6. A igreja precisa fomentar em seus jovens o desejo de conhecer a Deus e se relacionar com Ele. Jovens que se relacionam com Deus através da oração e das Escrituras Sagradas tornam-se mais fortes diante dos embates desta vida.
Que Deus nos ajude diante da hercúlea missão, e que pela graça do Senhor nossa juventude possa ser bênção da parte do Senhor na universidade.
Nota: A igreja precisa trabalhar mais por essa classe especial, a dos universitários. É um grupo que cresce cada vez mais em nosso meio e que enfrenta grandes desafios espirituais/intelectuais nos campi. Estudei numa universidade federal e compreendo as pressões a que essas moças e esses rapazes são submetidos (confira aqui). O preparo do curso bíblico para universitários O Resgate da Verdade (procure no Departamento Jovem de seu Campo) faz parte desse esforço da Igreja Adventista na América do Sul em favor dos estudantes cristãos. O programa Em Busca das Origens, que vai ao ar hoje, a partir das 20h, pelo site aovivo.adventistas.org é outro desses esforços.[MB]
Fonte: Criacionismo
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Livro do Mês: Transformados por Seu Amor, de Loron T. Wade

O Livro do Mês é “Transformados por Seu Amor”, de Loron T. Wade. O primeiro que deixar um comentário aqui expondo a razão por que gostaria de ganhar este livro, receberá um exemplar em sua casa (endereço no Brasil). Boa leitura!

Segue o texto da quarta capa:

Mais do que meras histórias, os relatos apresentados neste livro são testemunhos do grande amor de Deus. Pat Grant o expressa assim: “Maravilhado, fico sem palavras ao imaginar o semblante de um Homem tão poderoso e ao mesmo tempo tão humilde que Se dignou a me buscar somente para me fazer compreender que a vida que eu levava não era para mim.” Se você se sentir tocado ao ler estas comoventes histórias, não estranhe. Muitos já choraram e sentiram o impacto do amor de Deus.

 

 

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Livro do Mês: Mil Cairão ao Teu Lado

O Livro do Mês é Mil Cairão ao Teu Lado, de Susi Hasel Mundy & Maylan Schurch. Para participar do sorteio de um exemplar, siga @Ler_pra_crer no Twitter e dê RT nos tuítes de divulgação da promoção com o link: http://kingo.to/1bV9. O sorteio será no dia 5 de outubro. 

Diante das cenas dramáticas que retratam os anos sangrentos da segunda guerra mundial, um cristão é levado não apenas a se perguntar como agiria se tivesse tido a desventura de viver durante aqueles tempos difíceis como também a refletir sobre as profecias que apontam para o ressurgimento da perseguição e da violência com motivação religiosa num futuro próximo – com contornos muito semelhantes à que foi perpetrada contra o povo judeu pelo sistema nazista. Mesmo não o tendo lido ainda por inteiro – apenas algumas poucas páginas esparsas , posso assegurar que este livro cumpre o propósito para o qual foi escrito: trazer encorajamento para o povo de Deus durante “o tempo do fim”. Veja a “sinopse” abaixo:

Franz Hasel, um pacifista de quarenta anos, foi convocado e enviado para a Companhia Pioneira 699, a tropa de elite de Hitler que construía pontes na linha de frente. Seus princípios religiosos não o tornavam bem-visto pelos superiores. Apelidado de “comedor de cenoura” e “leitor da Bíblia”, ele finalmente ganhou o respeito da sua unidade. Pouco antes de ser enviado para a Rússia – onde quase todos os 1.200 homens da sua unidade morreram – ele secretamente jogou fora a sua arma, com medo de que, sendo o melhor atirador da companhia, fosse tentado a matar na guerra. Na Rússia, enfrentou um novo problema: como advertir os judeus locais antes que as tropas nazistas os pegassem.

Enquanto isso, em casa, a esposa de Franz, Helene, e seus quatro filhos travavam suas próprias batalhas. Pressionada para filiar-se ao partido nazista, ela anunciou: “Pertenço ao partido de Jesus Cristo.” Correndo o risco de ter seus filhos levados, ela permaneceu firme em sua decisão.

As chances de sobrevivência? Muito pequenas. O único aliado? Deus.

Em poucos anos, eles passaram por inúmeros perigos de vida. Enquanto milhares ao redor morreram como vítimas dos horrores da guerra, eles foram carregados nas asas de anjos – algumas vezes literalmente. Esta é a história verdadeira e tocante de uma família que escolheu ser fiel a qualquer custo e encontrou refúgio na sombra do Todo-Poderoso.

 

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Explicações Naturais Dispensam o Sobrenatural?

 

Imagine a cena (século XIX): quatro pessoas estão numa charrete puxada por um cavalo jovem ainda não totalmente domesticado. O cavalo tem a fama de ser rebelde e pouco antes dessa viagem havia causado um grave acidente. Isso exige atenção redobrada do condutor, que mantém a rédea curta. Os viajantes, entre eles uma senhora, esposa do condutor, são cristãos e conversam sobre algum tema bíblico. De repente, a senhora exclama: “Glória!”. O cavalo para imediatamente e fica imóvel. A senhora se levanta e, olhando para cima, desce os degraus da carruagem. Ela tem uma visão das realidades do céu. Enquanto desce, apoia a mão firmemente no lombo do cavalo, que, surpreendentemente, permanece imóvel. Em condições normais, ele teria dado coices furiosos no momento em que alguém lhe tocasse. A senhora, ainda com olhos voltados para o alto, sobe um barranco à margem da estrada e de lá passa a descrever as belezas da Nova Terra.

O condutor da charrete crê que tanto a visão quanto o controle do potro são uma intervenção de Deus. Para mostrar isso aos outros dois companheiros de viagem, ele decide testar o cavalo. Primeiro, toca nele de leve com o chicote, mas  o  animal não se move – em outras situações, um coice seria a resposta. Depois açoita-o com força. Nenhuma reação. Outro açoite é aplicado, com força ainda maior. O cavalo permanece insensível e imóvel.
 

Com os olhos ainda voltados para cima e sem prestar atenção onde pisa, a senhora desce tranquilamente o barranco, apoia novamente a mão sobre o lombo do cavalo e sobe os degraus da carruagem. No momento em que se senta, a visão termina e o cavalo continua calmamente seu caminho, sem que o condutor dê nenhum comando para o reinício da viagem.*

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Tanto cristãos quanto não cristãos propõem explicações para o sobrenatural. Recentemente li este texto de J. Warner Wallace, diretor do PleaseConvinceMe (PorFavorMeConvença):

Recebo muitos e-mails de céticos. Grande parte destes e-mails está relacionada com milagres. As pessoas querem saber por que os cristãos são tão prontos em atribuir um evento (ou uma cura) à intervenção milagrosa de um Deus sobrenatural, principalmente quando parece que uma força natural pode ser oferecida como uma explicação. Afinal, Moisés relatou que “um forte vento oriental” soprou toda a noite antes da divisão do Mar Vermelho (Êxodo 14:21). Talvez esta ocorrência natural tenha sido simplesmente  interpretada como um milagre depois do fato. De forma semelhante, Thallus (historiador romano do primeiro século) atribuiu a escuridão na crucificação a “um eclipse do sol”, outra ocorrência razoável natural que pode ter sido mal interpretada como um milagre por aqueles que estavam inclinados em direção ao sobrenatural.
 
Os cristãos modernos também fazem afirmações sobre a intervenção sobrenatural de Deus e para muitos céticos estas reivindicações parecem injustificadas. Quando alguém afirma que Deus o curou de câncer, por exemplo, mas admite que foi submetido a um ano de quimioterapia e radiação, é difícil para os não-crentes atribuir a cura a Deus. Parece bem provável que a interação “natural” do tratamento foi o responsável. Quando os céticos encontram evidências de que as forças ou leis “naturais” estão em ação, eles rapidamente descartam qualquer alegação de atividade sobrenatural. Mas o envolvimento de forças “naturais” não impede a atividade de um Deus “sobrenatural”.
 

Deus pode usar as “Leis da Natureza”?

Minha cadela, Baily (não a da foto – imagem importada do MeuPetWeb), ocasionalmente implora por um de seus brinquedos. Quando um desses itens cobiçados se encontra na mesa da sala de jantar, ela fica muito frustrada. A estatura típica da raça Corgi proíbe Baily de fazer o salto necessário para a mesa. O choramingar incessante dela geralmente faz com que um de nós venha até a mesa e bata no brinquedo para que ele caia no chão e seja apanhado por ela. Sem a nossa intervenção como um agente livre, a força natural da gravidade jamais seria capaz de entregar o brinquedo à Bailey. Estritamente falando, pode-se dizer que a força da gravidade providenciou o brinquedo. Mas nós sabemos que a nossa intervenção pessoal foi necessária, mesmo que esta intervenção tenha utilizado a força da gravidade como meio para um determinado fim.
 
Deus certamente trabalha da mesma maneira. Deus sempre envolve o ambiente que ele criou de uma forma que emprega as leis físicas que refletem sua natureza. Com o passar do tempo, nós observamos e identificamos essas características divinas e lhes demos um título: “As Leis da Natureza”. Mas as leis que descrevem a interação entre os objetos materiais não excluem a existência ou intervenção de um agente livre que intercede para “lançar algo da mesa.” O livre-arbítrio de Deus envolve ativamente as leis que refletem sua natureza ordenada, unificada e consistente.
Um Deus “Supernatural” no mundo “Natural”
Mas como podemos, como observadores cristãos racionais​​, dizer a diferença entre uma série de ocorrências “desgovernadas”, “naturais” e uma série de eventos que foram guiados pela mão de Deus? Como podemos diferenciar entre um evento puramente “natural” e um milagre “divino” único? Bem, acho que devemos começar por reconhecer que todos os processos “naturais”, físicos no universo são sustentados por Deus (Hebreus 1:3, João 5:17). A física do universo é simplesmente um reflexo da participação ativa de Deus em sua criação.
 
É fácil separar o “divino” do “natural” e pensar o mundo em categorias e caixas. Contudo, esta não é a forma como as Escrituras cristãs descrevem a criação de Deus. Quando deixamos de ver as forças da natureza como a mão de Deus, acabamos justificando toda interação divina como uma forma de coincidência “natural”. Se fizermos isso por muito tempo, acabaremos por deixar de reconhecer aquelas situações em que o arbítrio de Deus é evidente; aqueles momentos em que Deus claramente teve de agir dramaticamente para “lançar algo da mesa.”

O relato que introduz este post pode até não servir de ilustração para o caso de milagres com a suposta “aparência” natural – o fato é por demais extraordinário -, mas Ellen White, a senhora que vivenciou aquela e várias outras experiências similares, escreveu bastante sobre saúde em geral, curas e o modo como Deus ordena e interage com suas próprias leis. Há muitas citações interessantes relacionadas com o assunto. E deixo aqui algumas, tiradas do seu excelente livro “A Ciência do Bom Viver”. A última citação serve de resposta antecipada a questão que muitos gostam de levantar contra os que creem: “Afinal, em caso de doença, devemos orar ou usar a devida medicação/solução?” (apenas mais um  óbvio “falso dilema”: o cristão não tem de escolher entre um e outro).

Deus está continuamente ocupado em manter e empregar como servos as coisas que criou. Opera por meio das leis da Natureza, delas Se servindo como instrumentos Seus. Elas não agem por si mesmas. A Natureza, em sua obra, testifica da presença inteligente e da atividade de um Ser que opera em tudo segundo a Sua vontade.        

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Não é por um poder a ela inerente que ano após ano a terra produz suas fartas colheitas, e continua sua marcha ao redor do Sol. A mão do Infinito está em perpétua operação, guiando este planeta. É o poder de Deus em contínuo exercício que mantém a Terra em equilíbrio em sua rotação. É Deus que faz o Sol se erguer nos céus. Abre as janelas do céu e dá a chuva.

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O mecanismo do corpo humano não pode ser plenamente compreendido; apresenta mistérios que desconcertam o mais inteligente. Não é em resultado de um mecanismo que, uma vez posto a funcionar, continua sua obra, que o pulso bate, e respiração se segue a respiração. Em Deus vivemos e nos movemos, e existimos. O coração palpitante, o pulso em seu ritmo, cada nervo e músculo do organismo vivo é mantido em ordem e atividade pelo poder de um Deus sempre presente. 

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A Bíblia nos mostra Deus em Seu alto e santo lugar, não em um estado de inatividade, não em silêncio e solidão, mas circundado por miríades de miríades e milhares de milhares de seres santos, todos esperando por fazer a Sua vontade. Por meio desses mensageiros, Ele está em ativa comunicação com todas as partes de Seus domínios. Por Seu Espírito está presente em toda parte. Por meio de Seu Espírito e dos anjos, ministra aos filhos dos homens. Acima das perturbações da Terra, está Ele sentado em Seu trono; tudo está patente ao Seu exame; e de Sua grande e serena eternidade, ordena aquilo que melhor parece a Sua providência. 

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A mão-de-obra de Deus em a Natureza não é o próprio Deus em a Natureza. As coisas da Natureza são uma expressão do caráter e do poder de Deus; não devemos, porém, considerá-la como Deus. […]Assim, ao passo que a Natureza é uma expressão do pensamento de Deus, não é a Natureza, mas o Deus da Natureza que deve ser exaltado.

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Temos a sanção da Palavra de Deus quanto ao uso de remédios…
Os que buscam a cura pela oração não devem negligenciar o emprego de remédios ao seu alcance. Não é uma negação da fé usar os remédios que Deus proveu para aliviar a dor e ajudar a natureza em sua obra de restauração. Não é nenhuma negação da fé cooperar com Deus, e colocar-se nas condições mais favoráveis para o restabelecimento. Deus pôs em nosso poder o obter conhecimento das leis da vida. Este conhecimento foi colocado ao nosso alcance para ser empregado. Devemos usar todo recurso para restauração da saúde, aproveitando-nos de todas as vantagens possíveis, agindo em harmonia com as leis naturais. Tendo orado pelo restabelecimento do doente, podemos trabalhar com muito maior energia ainda, agradecendo a Deus o termos o privilégio de cooperar com Ele, e pedindo-Lhe a bênção sobre os meios por Ele próprio fornecidos. 
* Adaptação do relato do capitão José Bates, relato preservado em The Great Second Advent Movement, de John Loughborough e citado em Histórias de Minha Avó (Stories of my Grandmother, de Ella M. Robinson). Os adventistas do sétimo dia creem no ensino bíblico dos dons espirituais (I Coríntios 12) e reconhecem no ministério de Ellen White a manifestação do dom de profecia.
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Livro do Mês: O Livro Amargo, de Denis Cruz

O Livro do Mês é O Livro Amargo, de Denis Cruz. Para participar do sorteio de um exemplar, basta seguir @Ler_pra_crer no Twitter e retuitar um ou mais tuítes com o link da promoção: http://kingo.to/186N. O sorteio será realizado dia 3 de julho (perfis fakes ou com características  excessivamente promocionais serão desconsiderados no sorteio).

Se o livro é uma novidade para você, reproduzo, a título de “apresentação”, o que a Fabiana Bertotti escreveu sobre ele no seu Cantinho:

Pense num livro bom! É este. Confesso que comecei a ler por pura simpatia ao escritor, mas ele logo me saiu da cabeça ao me comover com as histórias e dramas de Jerryl e Allice. Fala do passado sim, mas fala do presente sentimento de esperança que todos temos: esperança de amor, felicidade, fé plena de um momento grandioso que está prestes a acontecer. Se passa no século 19, e deste tempo traz o romantismo, os duelos e uma grande expectativa. Tem romance, tem conflito, tem mistério. Eu fui do riso às lágrimas e recomendo a todos. Não é só informação, não é só diversão, não é só leitura. Antes de tudo, é um grande espelho da esperança humana. O único defeito, na minha opinião, é não ter o dobro do tamanho. Acabei querendo mais. E uma dica: leia de uma vez só.

Uma entrevista com o Denis Cruz pode ser lida no site Criacionismo.

Mais detalhes sobre a obra e seu autor? Visite o blogue: denis-cruz.blogspot.com.br

Boa leitura!

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Livro do Mês: Mente Positiva, Dr.Julián Melgosa

Livro Mente Positiva

O Livro do Mês é um grande livro, em termos de tamanho (formato 28x 20) e de conteúdo e abrangência. Elaborado como um manual para desenvolver e manter um estilo de vida saudável, especialmente em relação com os cuidados da mente, aborda assuntos como o poder do pensamento, fobias, ansiedade, depressão, complexos, timidez, ira e agressividade, transtornos mentais e sexuais, traumas psíquicos, violência conjugal, famílias monoparentais, sexo saudável, consumismo, sentimento de culpa, potencialização da memória, anorexia nervosa, inteligência emocional saudável, entre outros. O autor, Dr Julián Melgosa, é doutor em Psicologia e ex-professor da Open University (Inglaterra). Atualmente dirige a Faculdade de Educação e Psicologia da Universidade Walla Walla (Washington, Estados Unidos).

Para participar do sorteio de um exemplar do livro, siga @Ler_pra_crer no Twitter e dê RT nos tuítes de divulgação com o link: [Sorteio “Livro do Mês”: Mente Positiva, Dr. Julián Melgosa. Sorteio Dia 2/5 http://kingo.to/14Nk  Siga @Ler_pra_crer e dê RT] O sorteio será no dia 2 de maio.

Sem pretensão de substituir orientações dos profissionais da área (para superar transtornos psicológicos, o paciente deve primeiramente buscar a ajuda de um médico ou psicólogo), o capítulo 12 trata da prevenção de doenças mentais e sugere uma lista de atividades simples e úteis à conservação da saúde emocional. Seguem alguns trechos:

A psicologia positiva diria que, pelas circunstâncias em que vivemos, não sentimos frequentemente as emoções positivas em nossa vida. As pessoas têm obsessão por empreendimentos que oferecem um extenso inventário de emoções negativas. Como resultado, a maioria das pessoas vive infeliz e pode acabar sofrendo transtornos mentais.

Em termos concretos, propomos uma série de atividades simples, mas de efeito marcante, que podem ser de grande benefício para todas as pessoas, especialmente para aquelas que desejam prevenir doenças mentais.

1. Seja otimista. Quando alguma coisa sair errada com você, pense nas possíveis soluções, não apenas em dados desesperadores que impeçam a superação do assunto…

2. Fortaleça sua autoestima. Ao se sentir inferior, você está diminuindo suas “defesas” contra as doenças mentais. Desenvolva o hábito de cada dia nutrir mais segurança naquilo que faz. Observe seus pontos fortes (que todos temos), pense em suas conquistas. Se não encontrar nada, fale com alguém de confiança para ajudá-lo a identificar essas coisas…

3. Procure apoio nas pessoas. Cultive o melhor relacionamento possível com seu cônjuge, seu chefe, seus companheiros e vizinhos. É importante o tratamento amável e cortês, como também demonstrar cooperação e respeito para com todos. Organize seu tempo para se dedicar mais à sua família de maneira amistosa. Evite ficar sozinho, ver televisão em excesso…Procure sair e usar seu tempo para conversar com outras pessoas.

4. Mantenha-se ativo. Praticamente todo tipo de desequilíbrio mental mantém forte resistência à qualquer atividade. Dedique tempo necessário ao seu trabalho. Depois, no horário de descanso, procure fazer outra atividade de natureza distinta (se seu trabalho é sedentário, pratique esportes ou realize exercícios físicos).

5. Enfrente a culpa. Se você tem sentimento de culpa, fundado ou infundado, procure agir rapidamente, pois esse sentimento é perigoso para a saúde mental. Se falou ou fez algo que magoou outra pessoa e a lembrança do fato relembra sua culpa, fale com a pessoa ofendida. Peça perdão com sinceridade e humildade… Às vezes, a pessoa ofendida não tem disposição para aceitar suas desculpas. Nesse caso, peça auxílio a Deus e confesse sua culpa. A Bíbliz diz que “se confessarmos os nossos pecados [culpas], Ele (Deus) é fiel e justo para perdoar os nossos pecados e nos purificar de toda injustiça” (1 João 1:9).

6. Cuide de sua saúde física. A saúde física e mental mantêm uma relação muito íntima… Esteja atento à sua dieta. Coma alimentos o mais natural possível. Faça exercício físico. Cuide de seu descanso noturno. Durma pelo menos sete a oito horas diariamente. Evite substâncias químicas. As drogas, álcool e o café, inclusive, alteram o sistema nervoso central e o estado de ânimo. Calcula-se que 15% de todos os casos de doenças mentais estejam associados ao uso de álcool ou drogas, ou tiveram alguma influência deles.

7. Seja humanitário. Participe de algum plano de apoio aos desamparados ou pessoas necessitadas. Isso lhe causará bem e trará satisfação aos favorecidos… Ao sentir que sua ajuda traz benefícios aos outros, verá que seus problemas diminuirão e até desaparecerão.

8. Mantenha uma atitude confiante. É uma das medidas mais proveitosas para conservar a saúde mental. Não seja pessimista quanto ao futuro. Relembre o passado, concentrando-se no que aconteceu de bom e não de ruim. Afaste o pensamento de desastres, desgraças e calamidades.

9. Procure os ambientes naturais. Os transtornos mentais encontram sua base de desenvolvimento em ambientes urbanos, enquanto a saúde integral se desenvolve em meio à natureza. Se as pressões do trabalho impedem que você viva fora da cidade, leve, então, a natureza à sua casa através de plantas, flores, um animal de estimação, etc. Quando tiver oportunidade, faça um passeio no campo, num parque ou montanha e desfrute com todos os sentidos o que a natureza lhe oferece.

10. Inclua em sua vida o aspecto espiritual. A dimensão espiritual pode ser fortalecida por meio da música, meditação, reflexão na vida de personagens exemplares; mas a espiritualidade mais completa é alcançada através da experiência religiosa na qual, pela fé, se admite a existência de Deus. Não de um deus cruel que se alegra com o castigo e sofrimento de suas criaturas, mas um Deus amoroso que ouve e responde às orações de Seus filhos. Por meio da oração e da aproximação com Deus, você obterá tranquilidade e paz mental.

 

 

 

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O Segredo da Vitória


Ao vencedor darei o direito de sentar-se comigo em Meu trono, assim como Eu também venci e sentei-Me com Meu Pai em Seu trono. Apocalipse 3:21

O tema da vitória é apresentado intensamente no livro de Apocalipse. Cada uma das mensagens às sete igrejas se encerra com uma promessa ao que vencer (Ap 2:7, 11, 17, 26; 3:5, 12, 21). Mas como podemos vencer? As forças espirituais arregimentadas contra nós parecem tão poderosas e nós somos tão fracos. Como podemos sair vitoriosos nessa batalha? Em nossa fraqueza encontra-se o segredo da vitória. Se nos submetermos ao Salvador e nos apoiarmos totalmente nEle, todas as forças do inferno serão afastadas de nós.

Prezado amigo, quero partilhar com você uma promessa que reconheço ser verdadeira, pois já a coloquei à prova vez após outra, e nunca falhou: “Coisa alguma é aparentemente mais desamparada, e na realidade mais invencível, do que a pessoa que sente seu nada, e confia inteiramente nos méritos do Salvador. Pela oração, pelo estudo de Sua Palavra, pela fé em Sua constante presença, a mais fraca das criaturas humanas pode viver em contato com o Cristo vivo, e Ele a segurará com mão que nunca a soltará” (Ellen G. White, A Ciência do Bom Viver, p. 182).

Note a tríplice fórmula da citação:

1. Oração. A vida do vencedor é de oração. A oração que vive e respira a presença de Deus, a oração proferida ou silenciosa, a oração em meio às tarefas e aos cuidados diários.

2. Estudo da Palavra. O estudo da Palavra de Deus e a vida vitoriosa andam de mãos dadas. O estudo da Bíblia com oração é capaz de nos fortalecer no Senhor e em Sua vontade. A leitura esporádica nos deixa fracos e vacilantes; contribui para o fracasso. E não ler significa que rapidamente cairemos presas do inimigo.

3. Fé na constante presença de Deus. Vivemos pela fé. A fé é a essência da vida cristã. Ao nosso redor, as forças do secularismo e do materialismo nos envolvem com seu poder, seduzindo-nos a lançar nossa sorte com elas e a “comer, beber e alegrar-nos”. Mas a fé diz “não”! Há mais abundância de vida do que nossos olhos podem enxergar. Existe outro mundo, o reino de realidade suprema, a presença de Deus. Essa vida passageira não é tudo o que existe. Deus nos criou para Ele!

Tente. Lance-se nos braços de Deus. Quanto mais fraco se sentir, maior será a força dEle em você. Jesus, o vitorioso, lhe concederá o poder da vitória.

Fonte: William G. Johnson. Jesus, a Preciosa Graça (Meditações Diárias)

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10 Razões Porque Alguns Casamentos Fracassam

1.Você escolhe a pessoa errada porque espera que ele/ela mude depois do casamento.
O erro clássico. A regra de ouro é: Se você não pode ser feliz com a pessoa como ela é agora, não se case. “Na verdade, pode-se esperar que alguém mude depois de casado… mudará para pior!”
Jeremias 13.23 “Porventura pode o etíope mudar a sua pele, ou o leopardo as suas manchas? Então podereis vós fazer o bem, sendo ensinados a fazer o mal.”
Portanto, quando se trata da espiritualidade, caráter, higiene pessoal, habilidade de se comunicar e hábitos pessoais de outra pessoa, capacidade de relacionamento, assegure-se de que pode viver com estes como são agora, ou então trate de ajudar seu futuro cônjuge, se você tem certeza que esse é o reservado por Deus para você e veja se há disponibilidade para mudanças, e alegria em fazê-las.

2. Você escolhe a pessoa errada porque se preocupa mais com a paixão que com o caráter.
A paixão acende o fogo, mas o bom caráter prepara e o mantém aceso. Esteja consciente da síndrome “Estar apaixonado”. “Estou apaixonado” significa “Sinto atração física.” A atração está lá, mas o que realmente atrai você? Você averiguou cuidadosamente o caráter dessa pessoa? Averiguou o seu próprio caráter que o motiva a aceita-los?
Aqui estão quatro traços de personalidade para serem definitivamente testados:
Humildade: Esta pessoa acredita que “fazer a coisa certa” é mais importante que o conforto pessoal? Está disposto a manter um relacionamento santo até o casamento? Combinaram em ficar reservado em todos os aspectos? E principalmente esta pessoa é temente e submissa a Deus?
Bondade: Esta pessoa gosta de ver e proporcionar o bem estar aos outros? Como ela trata as pessoas com as quais não tem de ser agradável? Ela faz algum trabalho voluntário? Faz justiça?
Responsabilidade: Posso confiar que esta pessoa fará aquilo que diz que fará? Afinal é uma pessoa de palavra? Como é esta pessoa

com seus pais? É responsável com seu trabalho, seus compromissos?
Felicidade: Esta pessoa gosta de si mesma? Ela aprecia a vida? É emocionalmente estável? É uma pessoa equilibrada?
Você Perguntou-se: Eu desejo ser como esta pessoa? Quero ter um filho com esta pessoa? Gostaria que meu filho se parecesse com ela?

3. Você escolhe a pessoa errada porque vocês não partilham metas de vida em comum e prioridades.
Existem três maneiras básicas de nos conectarmos com outra pessoa:
1. Compatibilidade. Nos entendemos?
2. Partilhamos interesses em comum? Nos importamos com as mesmas coisas?
3. Compartilhamos o mesmo objetivo de vida? Aquilo que se pretende alcançar quando se realiza uma ação; alvo, fim, propósito.
Assegure-se de que você compartilha o profundo nível de objetivos de vida em comum. Após o casamento, os dois crescerão juntos ou crescerão separados. Para evitar crescer separado, você deve encontrar sua alma gêmea. Ter os mesmos interesses e objetivos.
Esta é a verdadeira definição de “alma gêmea.” Uma alma gêmea tem o mesmo objetivo – duas pessoas que em última instância compartilham o mesmo entendimento ou propósito de vida, e, portanto possuem as mesmas prioridades, valores e objetivos.

4. Você escolhe a pessoa errada porque logo se envolve em namoro no padrão do mundo e sexualmente antes do casamento.
O envolvimento íntimo antes do compromisso de casamento torna-se um grande problema, porque muitas vezes impede uma completa exploração de aspectos importantes. O envolvimento íntimo tende a nublar a mente da pessoa. E uma mente nublada não está inclinada a tomar decisões corretas. É movida apenas pela paixão.
José soube que apesar de Maria estar grávida, ele jamais a tocou, ela estava desposada com ele, isto é, ligada intimamente no espírito, ou reservada, prometida em casamento ou noiva.
Não é necessário fazer um “test drive” para descobrir se um casal é intimamente compatível. Se você faz a sua parte e tem certeza que é intelectual e emocionalmente compatível, não precisa se preocupar sobre compatibilidade sexual. De todos os estudos feitos sobre o divórcio, a incompatibilidade sexual jamais foi citada como o principal motivo para as pessoas se divorciarem.

No verdadeiro meio cristão não se utiliza a pratica e nem a palavra namoro, mas procurando agradar e obedecer a Deus usa-se o termo e a pratica reservado.

5. Você casa com a pessoa errada porque não tem uma profunda compreensão emocional com esta pessoa.
Para avaliar se você tem ou não uma profunda compreensão emocional, pergunte: “Respeito e admiro esta pessoa?”
Isso não significa: “Estou impressionado por esta pessoa?” Nós ficamos impressionados por um carro de luxo. Não respeitamos alguém porque tem um carro, mas porque tem caráter e autoridade moral. Você deveria ficar impressionado pelas qualidades de criatividade, lealdade, determinação, sinceridade, alto padrão de moralidade, etc.
Pergunte também: “Confio nesta pessoa?” Isso também significa: “Ele ou ela é emocionalmente estável? Sinto que posso confiar nele/nela?”

6. Você se envolve com a pessoa errada porque escolhe alguém com quem não se sente emocionalmente seguro.
Faça a si mesmo as seguintes perguntas: Sinto-me calmo, relaxado e em paz com esta pessoa? Posso ser inteiramente eu mesmo com ela? Esta pessoa faz-me sentir bem comigo mesmo? Você tem um amigo realmente íntimo que o faz sentir assim? Assegure-se que a pessoa com quem vai se casar faz você sentir-se da mesma forma!
De alguma maneira, você tem medo desta pessoa? Você não deveria sentir que é preciso monitorar aquilo que diz por que tem medo da reação da outra pessoa. Se você tem receio de expressar abertamente seus sentimentos e opiniões, então há um problema com o relacionamento.
Um outro aspecto de sentir-se seguro é que você não sente que a outra pessoa está tentando controlá-lo. Controlar comportamentos é sinal de uma pessoa doente, é uma pessoa sádica(satisfação, prazer com a dor alheia). Esteja atento para alguém que está sempre tentando modificá-lo. Há uma grande diferença entre “controlar” e “fazer sugestões.” Uma sugestão é feita para seu benefício; uma declaração de controle é feita para o benefício ou satisfação de outra pessoa.

7. Você fica com a pessoa errada porque você não põe todas as cartas na mesa.


Tudo aquilo que o aborrece no relacionamento deve ser trazido à tona para entendimento. Falar sobre aquilo que incomoda é a única forma de avaliar o quão positivamente vocês se comunicam, negociam e trabalham juntos. No decorrer de toda a vida, as dificuldades inevitavelmente surgirão.

Você precisa saber antes de assumir um compromisso: Vocês conseguem resolver suas diferenças e fazer concessões que sejam boas para ambas as partes?
Nunca tenha receio de deixar a pessoa saber aquilo que o incomoda. Esta é também uma maneira para você testar o quanto esta pessoa se importa com você. Se não se importar, então não pode ser íntimo. Os dois devem caminham juntos.

8. Você escolhe a pessoa errada porque usa o relacionamento para escapar de problemas pessoais e da infelicidade.
Se alguém é infeliz quando solteiro, provavelmente será infeliz quando casado, também. O casamento não conserta problemas pessoais, psicológicos e emocionais. Na melhor das hipóteses, o casamento apenas os agravará.
Se alguém não está feliz consigo mesmo e com sua vida, aceite a responsabilidade de consertá-la agora. Você se sentirá melhor, e seu cônjuge lhe agradecerá.

9. Você escolhe a pessoa errada sem saber que ele/ela está envolvido em um triângulo.

Estar “triangulado” significa que a pessoa é emocionalmente dependente de alguém ou de algo, ao mesmo tempo em que tenta desenvolver um outro relacionamento. Uma pessoa que não se separou de seus pais é o exemplo clássico de triangulação. As pessoas também podem estar trianguladas com objetos, tais como o trabalho, drogas, a Internet, passatempos, esportes ou dinheiro.
Assegure-se de que você e seu parceiro estejam livres de triângulos, dependências ou vícios. A pessoa apanhada em um triângulo não pode estar emocionalmente disponível por completo para você. Você não será a prioridade número um. E isso não é base para um casamento.

10. Você não vive bem no casamento porque não tem sido um verdadeiro(a) servo de Deus.
Você erra por não estar com a vida consagrada, seu alguém de profunda intimidade com Deus na oração. Gostar de ler e obedecer sua palavra?
Como seu casamento vai bem se você não para ouvir o Senhor?
O Espírito de Deus vive realmente dentro de você, ou o visita de vez em quando, quando o Senhor pela sua misericórdia resolve lhe dar momentos de refrigério?

Fonte: Esposa Virtuosa.

Publicado no blog da  Rádio Novo Tempo: Casamentos fracassam porque…

 

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As “Más” Consequências de Ensinar o Cristianismo às Crianças

Em um livro dedicado ao público jovem, Harold Coffin escreveu que a medida máxima do valor de um sistema de crenças é o efeito e a influência que tem sobre a vida de seus adeptos. Quais seriam, então, os prováveis efeitos e a influência do modo como um sistema de crenças encara a educação das crianças, por exemplo?
 
Em um post em “homenagem” a Richard Dawkins — geneticista ateu que em um de seus livros defendeu a ofensiva proposição de que ensinar religião às crianças é “abuso infantil” —, Thomas A. Gilson reapresenta alguns dos resultados de importante pesquisa sobre os efeitos da educação religiosa na vida dos adolescentes americanos. O que segue é parte do que ele escreveu [a motivação do post vem da contínua e anti-intelectual recusa de Richard Dawkins de debater o conteúdo de seu livro com o apologista cristão William Lane Craig].
Segundo Thomas, o que Dawkins faz é astutamente comparar a educação religiosa com o abuso sexual, e sentenciar a primeira como sendo pior. Mas o famoso cientista tenta sustentar essa afirmação sem dados sistemáticos, apenas com algumas páginas de historietas, relatos de pessoas que sofreram nas mãos de educacores religiosos mal-orientados. Histórias como essas, infelizmente, podem ser encontradas, mas o que elas representam?
Se a formação religiosa deve ser tomada como abuso de crianças, então isso implica uma hipótese científica óbvia: crianças com educação religiosa devem mostrar alguns dos sintomas típicos das crianças abusadas. Estes sintomas são bem conhecidos. Eles incluem medo, ataques de pânico, distúrbios alimentares, depressão, baixa auto-estima, irritabilidade, dificuldade em se relacionar com os outros, abuso de substâncias, e assim por diante.
Há dados que permitem testar essa hipótese?
Christian Smith, sociólogo da Universidade da Carolina do Norte em Chapel Hill [agora em Notre Dame], conduziu um estudo amplo e autoritativo chamado Estudo Nacional da Juventude e Religião. Os resultados foram publicados no livro de 2005  Soul Searching: The Religious and Spiritual Lives of American Teenagers (Em Busca da Alma: A Vida Espiritual e Religiosa dos Adolescentes Americanos, em co-autoria com Melinda Lundquist Denton), pela editora da Universidade Oxford, a mesma universidade a que Dawkins está vinculado. 

Este estudo ordenou seus 3.290 participantes em níveis de envolvimento religioso: os Devotados, os Regulares, os Esporádicos e os Não-envolvidos. Como os agrupamentos religiosos  predominantes nos Estados Unidos são cristãos, os  “Devotados” e “Regulares” eram predominantemente cristãos — protestantes e católicos. Portanto, estes resultados podem muito bem ser tomados como relativos especificamente ao cristianismo (resultados para outras religiões são difíceis de determinar a partir dos dados).

Os adolescentes mais próximos do grupo “Devotados” e não do grupo “Não-envolvidos” eram os menos envolvidos em comportamentos negativos como:

  • Hábitos: fumar, beber, usar maconha, usar pornografia, jogos de “ação”/violência; assistir a filmes restritos;
  • Na Escola: notas baixas, turmas de recuperação, suspensões ou expulsões;
  • Atitudes: mau humor, rebeldia para com os pais;
  • Sexo: envolvimento físico precoce, incluindo número de parceiros e idade de primeiro contato sexual.

Os mais “Devotados” na escala apresentaram mais destes resultados positivos:

  • Bem-estar emocional: Satisfação com a aparência física, planejamento para o futuro, reflexão sobre o sentido da vida, sentimento de estar sendo cuidado, libertação da depressão, não se sentir sozinho e incompreendido, não se sentir “invisível”, não se sentir culpado com frequência, ter um senso de significado para a vida, relacionar-se bem com os irmãos;
  • Interação com os adultos: proximidade com os pais,  conexão com um bom número de adultos, sentir-se compreendido pelos pais, sentir que os pais dão atenção, sentimento de que têm a “quantidade certa de liberdade” dos pais;
  • Raciocínio moral e honestidade: Crença na moralidade estável e absoluta, menor tendência a adotar uma mentalidade de competição e de levar vantagem (“get-ahed”) ou a mentalidade de apenas buscar prazeres, menos propensos a mentir para os pais e trapacear na escola;
  • Compaixão: Consideração pelas necessidades dos pobres, cuidado com os idosos, preocupação com a questão da justiça racial;
  • Comunidade: Participação em grupos, doações financeiras, trabalho voluntário (inclusive com pessoas de diferentes raças e culturas), ajuda a pessoas desabrigadas, disposição para assumir liderança nas organizações.

As descobertas são esmagadoras. Página após página, gráfico após gráfico, em cada uma das 91 variáveis estudadas, quanto mais próximos os adolescentes ficaram da escala dos “Devotados”, mais saudável suas vidas se mostraram.

Esses são os resultados do “abuso infantil” de Dawkins, aquilo que ele reclama como sendo tão ruim para as crianças. Até o momento, este é o melhor estudo já publicado sobre o assunto. E o curioso é que esses dados já estavam disponíveis bem antes que Dawkins publicasse seu ataque. Ele teve ampla oportunidade de saber o que a ciência tinha a dizer.

H. Allen Orr escreveu: “[Dawkins] tem um conjunto predeterminado de conclusões a que ele está determinado a chegar. Consequentemente, [ele] usa qualquer argumento, ainda que débil, que parece levá-lo lá.” Em outras palavras, ele vê apenas o que quer ver. O irônico é que isso é o que ele acusa os crentes de fazer.
Fonte: Thinkingchristian.net
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Escolhendo Seu Plano de Leitura da Bíblia

No best seller de bolso Pequeno Manual de Instruções para a Vida – 500 sugestões, observações e lembretes para se levar uma vida boa e gratificante, o autor, H. Jackson Brown Jr., aconselha: “Dê a si mesmo o prazo de um ano e leia a Bíblia do início ao fim.”

Para muitas pessoas, a resolução de ler toda a Bíblia a cada ano é natural e independente da sugestão de Brown. “Estou começando este ano o quadragésimo ano bíblico”, ouvi recentemente de um pastor e evangelista durante seu sermão.

As “estratégias” para  a consecução do plano anual variam: desde as tradicionais tabelas com a programação de leitura de três ou quatro capítulos por dia, em sequência ou não, a aplicativos específicos que permitem a seleção e o acompanhamento de planos, como o YouVersion.

Em seu blog, Tim Challies, pastor em Toronto, relata sua experiência com a leitura da Bíblia a partir de mais um novo plano.

Tim já testou vários métodos e admite que, em algum momento, sempre os achava difíceis, uma hora a leitura sendo prazerosa e outras vezes, uma obrigação. Ao conhecer o Sistema de Leitura do Professor Grant Horner, a palavra sistema não lhe causou uma boa impressão (como seria aderir, por exemplo, a um “sistema” para brincar com seus filhos?, ele pensou). Ainda assim, decidiu tentar e, ao que parece, aprovou. “É um sistema que requer mais leitura e mesmo assim, de alguma forma, faz esta leitura parecer tão mais fácil, agradável e ‘alcançável’.”

Ele explica que o sistema é bastante simples: cada dia você lê dez capítulos da Bíblia. Isso parece muito? Bem, há alguns detalhes: cada um dos dez capítulos dos livros são diferentes, o que quer dizer que, em determinado momento você estará lendo dez livros da Bíblia ao mesmo tempo, um capítulo por dia. Assim, no primeiro dia do sistema você vai ler o primeiro capítulo de Mateus, Gênesis, Romanos, 1 Tessalonicenses, Jó, Salmos, Provérbios, Josué, Isaías e Atos. Você vai ler cada um desses livros, um capítulo por dia, e depois seguir para outros livros antes de repetir tudo de novo. Isto significa que a cada ano você terá lido todos os Evangelhos  quatro vezes, o Pentateuco duas vezes, as cartas de Paulo de 4 a 5 vezes cada uma, a literatura sapiencial do Antigo Testamento seis vezes (Ex. Jó, Eclesiastes), todos os Salmos pelo menos duas vezes, e todos os Provérbios, bem como o livro de Atos, uma dúzia de vezes.

“Para quem está de fora, parece que será uma enorme quantidade de trabalho, com grande comprometimento de tempo. Mas eu descobri que não é. O objetivo não é gastar uma grande quantidade de tempo em ponderar cada palavra, mas em ler a Bíblia tantas e tantas vezes que as Escrituras começam a explicar-se a si mesmas. Descobri que isso me leva entre 30 e 40 minutos por dia, seja de uma única vez pela manhã ou em duas partes, uma de manhã e outra à noite.”

Uma apresentação, em português, do método pelo próprio Professor Horner pode ser encontrada aqui. E a versão eletrônica do plano no Youversion aqui.

No Brasil, a Sociedade Bíblica estima que apenas 4,5 milhões de pessoas têm o hábito de ler regularmente a Bíblia.

E então? Motivado(a) a ampliar este número, ou você já faz parte dele?

É certo que apenas pertencer a uma igreja cristã e estar circundado de referências culturais à Bíblia não significa ter a sua influência. O pastor adventista Donald J. Gettys ressalta que os adventistas devem continuar a ser conhecidos como o povo da Bíblia, mas faz um alerta: “Herodes vivia nas terras bíblicas, porém a Bíblia não vivia em Herodes. Ele não tinha conhecimento de seus vastos tesouros. Assim, apenas nascer num lar cristão não dá a ninguém a garantia de que será um cristão.” O  perigo da não aplicação pessoal daquilo que se lê na Palavra de Deus foi lembrado até mesmo pelo conhecido pastor e evangelista Billy Graham em sua autobiografia: “É muito fácil alguém na minha posição ler a Bíblia apenas com um olho no futuro sermão, negligenciando a mensagem de Deus para si mesmo.”

Desde o ano passado, o Centro White também divulga um plano de leitura da Bíblia acompanhado dos livros de Ellen G. White Patriarcas e Profetas, Profetas e Reis, O Desejado de Todas as Nações, Atos dos Apóstolos e O Grande Conflito, além do livro Parábolas de Jesus. O plano pode ser encontrado aqui.  [Na mesma linha dessa proposta, é possível baixar na Google Play este ótimo aplicativo, que traz a Bíblia com comentários de Ellen White (em inglês): “Bible with EGW comments”].

Ellen White, que escreveu “uma única frase da Escritura é de muito mais valor que dez mil ideias e argumentos humanos”, destacava, em seus escritos, o valor do estudo da Bíblia:

  • Estudai com oração Sua Palavra. Não a deixeis de lado por nenhum outro livro. Esse Livro convence do pecado. Revela plenamente o caminho da salvação. Apresenta alta e gloriosa recompensa. Revela-vos um Salvador completo e ensina-vos que unicamente mediante Sua ilimitada misericórdia podeis esperar a salvação.
  • A todo jovem de ambos os sexos, e aos de idade avançada, testifico que o estudo da Palavra é a única salvaguarda para a alma que quiser permanecer firme até ao fim.
  • O temor do Senhor está-se extinguindo no espírito de nossos jovens, devido à sua negligência de estudar a Bíblia.
  • Devem os jovens estudar a Palavra de Deus e entregar-se à meditação e à oração, e acharão que seus momentos vagos não poderão ser melhor empregados.
  • O estudo da Bíblia é superior a todos os outros no fortalecer o intelecto.
  • Os que estudam a Bíblia com oração, saem de cada busca mais sábios do que eram antes.
  • A única segurança para o povo de Deus é estar completamente familiarizado com a Bíblia e conhecer os ensinamentos de nossa fé.

Por fim, destaco também este pensamento da mesma autora,  já reproduzido no post Escritores Bíblicos para o Prêmio Nobel:

A simples audição de sermões sábado após sábado, a leitura da Bíblia de ponta a ponta, ou sua explicação verso por verso, não nos aproveitará nem aos que nos ouvem, se não vivermos as verdades da Bíblia em nossa experiência habitual. O entendimento, a vontade e os afetos devem ser submetidos ao domínio da Palavra de Deus. Então, pela obra do Espírito Santo, os preceitos da Palavra se tornarão princípios de vida.

Deus nos abençoe nos momentos de comunhão com Ele em mais um ano!

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A Oração Radical — Deus Precisa de Você

 A Oração Radical - Deus Precisa de Você

São apenas 80 páginas que se devoram rapidamente – o livro “A Oração Radical” do Pr. Derek Morris, editor da revista Ministry, surpreende pela simplicidade e profundidade com que aborda, explica e incentiva uma revolução positiva nos nossos hábitos de oração. Depois de terminar este livro reparei que o Pr. Morris não elabora muito à volta dos erros que (quase sempre) cometemos na nossa vida de oração. Antes, ele mostra, baseado num simples mas poderoso exemplo bíblico, como devemos reorientar o foco para fazer a oração que Deus mais anseia responder: tornar-nos obreiros na Sua seara.

Quando catalogamos algo de radical, temos a tendência a conotar isso como algo ousado, que não obedece à estabelecida ordem de valores, que colide com hábitos instituídos, que rompe com práticas mais comuns. Contudo, embora a oração radical proposta possa ser assim entendida, não pensemos que isso envolve algum risco de perigosidade ou mesmo o temor de algo que quebra regras – não, de todo!

Pelo contrário, a oração radical é apenas assumir um verdadeiro compromisso com Deus no âmbito que Ele mais aprecia e aguarda: uma consagração total para que Ele possa agir no mundo através de nós, não como nós pretendemos ou planeamos, mas segundo o Seu grande e elevado propósito – sim, partindo do princípio que não temos feito isso!

Os testemunhos são outro aspeto importante do livro, pois relatam as experiências daqueles que uma vez na vida ousaram dirigir-se a Deus com uma oração radical.

Neles vemos como Deus mudou radicalmente a vida daqueles que arriscaram positivamente este passo, e até o caso de um Adventista famoso que Deus tem colocado junto dos poderosos do mundo, tendo mesmo influenciado a vida de um presidente dos Estados Unidos da América com a sua atuação. Também inclui a impressionante história da sua esposa, Bodil (no livro, ela não é identificada como a sua esposa, mas eu sei que é).

No final do livro, fiquei a pensar como uma curta oração pode ser mais valiosa aos olhos de Deus do que horas infinitas de pedidos que muitas vezes mais se parecem com reclamações egoístas.

Recomendo totalmente! Sei que pode contribuir para nos fortalecer e equipar para os duros combates que se aproximam.

De Portugal: Filipe Reis (O Tempo Final)
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7 Dicas para Aumentar a Fé

1.    Exercite a fé. Como? Agindo. Vá em frente mesmo quando a estrada não for asfaltada ou não existir caminho. Não tente ver para crer. Baseie-se no que está escrito, e não em seus sentimentos.

2.    Admita suas dúvidas. Fale com Deus sobre elas. Desenvolva uma amizade informal, íntima e envolvente com Deus, e depois interrogue-O.

3.    Não fale em fracasso. O medo e os sentimentos negativos são venenosos para a fé. Tudo o que a gente pensa e fala pode se transformar em comportamento real.

4.    Suporte as dificuldades numa boa. Quando a gente passa nos testes da vida, a fé cresce. E, considere a direção divina. Relembre os momentos difíceis de sua vida e como Deus o guiou. Estabeleça contatos com pessoas de fé e oração.

5.    Estude a Bíblia e olhe para Jesus. O apóstolo Paulo diz que “a fé vem pela Palavra de Deus”.  A Bíblia também diz que Jesus é o projetista e o construtor da nossa fé. Contemple-O. Sinta como Jesus confiava em Seu Pai.

6.    Entre no ritmo de Deus. Saiba que Ele faz as coisas no Seu tempo, mas faz. Aprenda a esperar. Você não fica na fila para tantas coisas?

7.    Pague o preço da fé. A fé que nada custa, nada vale. O preço é: tempo com Deus e obediência a Ele. Não tente um atalho; esqueça os malabarismos.

(Adaptado de “De Bem Com Você”, pág. 224)

Fonte: Amilton Menezes (Novo Tempo)
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31 de Outubro: Dia da Reforma Protestante

    

31 de Outubro de 1517 marca um dos eventos emblemáticos na história da igreja. Nesse dia, Martinho Lutero afixou nas portas da capela de Wittemberg as 95 teses contrárias à teologia romana e ao sistema de venda de indulgências, que se apoiava naquela teologia. Em comemoração hoje ao Dia da Reforma Protestante, sugiro, como reflexão, a leitura deste trecho do livro O Grande Conflito, de Ellen White (p.132-133):

Posto que Lutero tivesse sido movido pelo Espírito de Deus para iniciar sua obra, não a deveria ele levar avante sem severos conflitos. As acusações dos inimigos, a difamação de seus propósitos e os injustos e maldosos reparos acerca de seu caráter e intuitos, sobrevieram-lhe como um dilúvio avassalador; e não ficaram sem efeito. Ele confiara em que os dirigentes do povo, tanto na igreja como nas escolas, se lhe uniriam alegremente nos esforços em favor da Reforma. Palavras de animação por parte dos que se achavam em elevadas posições, haviam-lhe inspirado alegria e esperança. Já, em antecipação, vira ele um dia mais radiante despontar para a igreja. Mas a animação tinha-se transformado em censuras e condenações. Muitos dignitários, tanto da Igreja como do Estado, estavam convictos da verdade de suas teses; mas logo viram que a aceitação dessas verdades implicaria grandes mudanças. Esclarecer e reformar o povo corresponderia virtualmente a minar a autoridade de Roma, sustar milhares de torrentes que ora fluíam para o seu tesouro e, assim, grandemente cercear a extravagância e luxo dos chefes papais. Demais, ensinar o povo a pensar e agir como seres responsáveis, buscando apenas de Cristo a salvação, subverteria o trono do pontífice, destruindo finalmente sua própria autoridade. Por esta razão recusaram o conhecimento a eles oferecido por Deus, e se dispuseram  contra Cristo e a verdade pela sua oposição ao homem que Ele enviara para os esclarecer.

 Lutero tremia quando olhava para si mesmo – um só homem opor-se às mais poderosas forças da Terra. Algumas vezes duvidava se havia sido, na verdade, levado por Deus a colocar-se contra a autoridade da igreja. “Quem era eu”, escreveu ele, “para opor-me à majestade do papa, perante quem… os reis da Terra e o mundo inteiro tremiam? … Ninguém poderá saber o que meu coração sofreu durante estes primeiros dois anos, e em que desânimo, poderia dizer em que desespero, me submergi.” – D”Aubigné. Mas ele não foi abandonado ao desânimo. Quando faltou o apoio humano, olhou para Deus somente, e aprendeu que poderia arrimar-se em perfeita segurança Àquele todo-poderoso braço.     A um amigo da Reforma, Lutero escreveu: “Não podemos atingir a compreensão das Escrituras, quer pelo estudo quer pelo intelecto. Teu primeiro dever é começar pela oração. Roga ao Senhor que te conceda, por Sua grande misericórdia, o verdadeiro entendimento de Sua Palavra. Não há nenhum intérprete da Palavra de Deus senão o Autor dessa Palavra, como Ele mesmo diz: “E serão todos ensinados por Deus.” Nada esperes de teus próprios trabalhos, de tua própria compreensão: confia somente em Deus, e na influência de Seu Espírito. Crê isto pela palavra de um homem que tem tido experiência.” – D”Aubigné. Eis aqui uma lição de importância vital para os que sentem que Deus os chamou a fim de apresentar a outrem as verdades solenes para este tempo. Estas verdades suscitarão a inimizade de Satanás e dos homens que amam as fábulas que ele imaginou. No conflito com os poderes do mal, há necessidade de algo mais do que força de intelecto e sabedoria humana.

Quando inimigos apelavam para os costumes e tradições, ou para as afirmações e autoridade do papa, Lutero os enfrentava com a Bíblia, e com a Bíblia unicamente. Ali estavam argumentos que não podiam refutar; portanto os escravos do formalismo e superstição clamavam por seu sangue, como o fizeram os judeus pelo sangue de Cristo. “Ele é um herege”, bradavam os zelosos romanos. “É alta traição à igreja permitir que tão horrível herege viva uma hora mais. Arme-se imediatamente para ele a forca!” – D”Aubigné.

Lutero, porém, não caiu vítima da fúria deles. Deus tinha uma obra para ele fazer, e a fim de o proteger foram enviados anjos do Céu. Entretanto, muitos que de Lutero tinham recebido a preciosa luz, tornaram-se objeto da ira de Satanás, e por amor à verdade sofreram corajosamente tortura e morte.

  Os ensinos de Lutero atraíram a atenção dos espíritos pensantes de toda a Alemanha. De seus sermões e escritos procediam raios de luz que despertavam e iluminavam a milhares. Uma fé viva estava tomando o lugar do morto formalismo em que a igreja se mantivera durante tanto tempo. O povo estava diariamente perdendo a confiança nas superstições do romanismo. As barreiras do preconceito iam cedendo. A Palavra de Deus, pela qual Lutero provava toda a doutrina e qualquer reclamo, era semelhante a uma espada de dois gumes, abrindo caminho ao coração do povo. Por toda parte se despertava o desejo de progresso espiritual. Fazia séculos que não se via, tão generalizada, a fome e sede de justiça. Os olhos do povo, havia tanto voltados para ritos humanos e mediadores terrestres, volviam-se agora em arrependimento e fé para Cristo, e Este crucificado.

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Livro do Mês: Uma Pergunta de Cada Vez, Pr. Ivan Saraiva

O Livro do Mês é Uma Pergunta de Cada Vez, devocional juvenil 2011 escrito pelo Pr. Ivan Saraiva, orador do programa Está Escrito, da TV Novo Tempo. Não conhece o livro? A proposta do autor é conduzir o leitor às respostas essenciais da vida, a partir do universo de interrogações aparentemente comuns dos juvenis. Como amostra, seguem duas meditações, extraídas dos dias 11 de maio e 20 de julho.

[ Para participar do sorteio de um exemplar no dia 31/10, basta seguir @Ler_pra_crer e retuitar a mensagem com o link da promoção Livro do Mês: Sigo @Ler_pra_crer e quero ganhar o livro Uma Pergunta de Cada Vez, de Ivan Saraiva. Sorteio 31/10 http://bitw.in/ZSj ]  Boa sorte e boa leitura!

Quantas Orações Deus Recebe por Minuto?

Ó Senhor Deus, a Ti dirijo a minha oração. Salmo 25:1

Cerca de 5,8 milhões de orações chegam aos Seus ouvidos por minuto. É claro que não dá para responder a essa questão com precisão científica, mas foram consultados representantes das principais religiões monoteístas e obteve-se um número aproximado de cerca de 8,4 bilhões de orações por dia, ou 5,833 milhões por minuto, o mesmo que 97 mil preces por segundo!

Se esse número está perto ou longe de ser exato, eu não sei. Mas acredito que o número deve ser exorbitante mesmo. Apenas um Deus com a capacidade infinita, como cremos, seria capaz de ouvir e responder a milhões de pessoas orando todos os dias.

Já ouvi pessoas dizerem que não oram porque creem que Deus deve ter coisas mais importantes para resolver do que ouvir seus problemas. Nada pode ser mais equivocado. Tudo que acontece na minha e na sua vida é importante para Deus! Não importa se outros seis milhões de pessoas estão orando naquele mesmo momento. Ele ouve e atende à súplica de uma mãe pelo filho que está morrendo no hospital, mas também está atento ao sussurro de uma criancinha que perdeu a boneca e não sabe onde está.

Quando dizemos que Deus tem coisas mais importantes do que a gente, estamos dizendo que não temos valor e que Ele só Se importa com coisas e pessoas “grandes”. É claro que Ele é o Deus do Universo com galáxias inumeráveis. Ele é o arquiteto de tudo o que é imenso e majestoso. Mas é também o Deus que escolheu criar a formiguinha mais miudinha que você já viu. Ele é o Deus do macrocosmo e do microcosmo. Ele Se importa com as decisões do presidente dos EUA, mas também Se importa com as decisões tomadas por você. Nada é insignificante para Deus.

Como pastor, já vi centenas e centenas de orações respondidas imediatamente, e outras milhares que ainda aguardam a resposta de Deus. Mas nunca vi uma única oração que deixou de ser respondida por Deus.

Então, não deixe para depois. Ore agora mesmo e converse com seu Deus. Ele está ouvindo sua oração e mais milhões delas como se fossem únicas. Deus é maravilhoso. Bom dia de oração para você!

Você Sabe Ouvir um Não?

Eu tenho cumprido todas as Suas leis e não tenho desobedecido aos Seus mandamentos. Salmo 18:22

Você sabe ouvir um não? Não? Então, precisa saber algumas coisas sobre essa palavrinha tão pequena, mas de significado tão importante para qualquer sociedade. Já imaginou um mundo sem “nãos”? Seria o caos. Pode matar? Teríamos que dizer sim. Pode roubar? Teríamos que concordar. Nada funcionaria direito. O trânsito seria o caos. A justiça não precisaria existir, uma vez que tudo seria permitido. Agredir pessoas nas ruas, explorar crianças, desmatar, humilhar. Ninguém teria direito a nada e, ao mesmo tempo, teríamos direito a tudo, mesmo que não fosse legítimo. Realmente, não seria nada fácil; ao contrário, seria o fim de tudo que conhecemos como sociedade.

Mas, se para todos nós é tão óbvio que um mundo sem “nãos” seria muito ruim, então por que temos dificuldades em receber os “nãos” dos nossos pais? Um dia desses, li uma frase interessante. Ela dizia que falar “não” é a maior prova de amor! Acho que tem muito de verdade nisso. Quando Deus disse que “não” deveríamos comer do fruto da árvore da ciência do bem e do mal, Ele estava nos protegendo. Tenho aprendido durante minha vida que, por trás de cada não de Deus, há uma benção reservada, guardada. Quando Deus diz “não” para mim, é sinônimo de proteção. Como não conhecemos o futuro, nossa melhor escolha é sempre confiar! Confiar em Deus como nosso grande guia e general.

Tenho que confessar que nem sempre agi assim. Muitas vezes, eu esperava ouvir os “sins” de Deus e não queria uma resposta negativa. Mas hoje minha vida está nas mãos dEle. Recebo com alegria e resignação o que Deus achar melhor para mim. Isso por uma razão simples: Deus só quer o melhor para mim, porque Ele me ama!

Quero que hoje você tenha duas certezas. A primeira é que o “não” nem sempre é ruim. Muitas vezes ele salvará sua vida e fará você mais feliz. A segunda certeza é que todas as vezes que seus pais dizem “não” é porque querem o melhor para você, mesmo que você não veja isso agora. Confie em quem o ama, em quem daria a vida por você. E, então, está aprendendo a ouvir uns bons “nãos”? Espero que sim e lembre-se: às vezes a maior prova de amor é dizer “não”, e outra prova de amor é obedecer.

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“Antes de Clamarem, Eu Responderei”

Antes de clamarem, Eu responderei; ainda não estarão falando, e Eu os ouvirei. Isaías 65:24 

Providenciarei para suas necessidades antes que eles peçam. Isaías 65:24, New Century Version

Helen Rosenweare, que foi médica missionária no antigo Congo Belga, conta uma experiência que comprova a promessa do texto de hoje. Ela a intitula “A Bolsa e a Boneca”. Veja que interessante relato:

Certa noite eu estava fazendo de tudo para ajudar uma mãe em trabalho de parto. Apesar do esforço, ela não resistiu e nos deixou com um bebê prematuro e uma filha de dois anos em prantos. Era muito complicado manter o bebê vivo sem uma incubadora (não tínhamos eletricidade para ativar uma incubadora). Também não tínhamos recursos adequados de alimentação. Mesmo morando na linha do Equador, as noites eram frias como aragens traiçoeiras.

Uma das aprendizes de parteira foi buscar a caixa que reservávamos para bebês nessa situação e os panos de algodão para envolvê-los. Uma outra foi alimentar o fogo para aquecer uma chaleira de água para a bolsa de água quente. Sem demora, voltou desconsolada, pois a bolsa havia se rompido. Borracha estraga fácil em clima tropical. “Era nossa última bolsa de água quente”, ela me disse.

Assim como no Ocidente se diz que “não adianta chorar sobre o leite derramado”, na África Central se diria que “não adianta chorar sobre bolsas de água quente estragadas”. Elas não crescem em árvores, e não existem farmácias no meio das florestas.

“Muito bem”, disse eu, “coloquem o bebê em segurança tão próximo quanto possível do fogo e durmam entre a porta e o bebê para protegê-lo das lufadas de vento frio. Mantenham o bebê aquecido.”

Na tarde seguinte, fui orar com as órfãs que vez ou outra queriam reunir-se comigo. Fiz uma série de sugestões que pudessem incentivá-las a orar e, também, contei-lhes sobre o bebê. Expliquei a dificuldade em manter o bebê aquecido já que a única bolsa de água havia estourado, e que o bebê poderia morrer se passasse frio. Mencionei a irmãzinha de dois anos que não parava de chorar e sentia a perda e a ausência da mãe.

Durante as orações, uma das meninas africanas de 10 anos orou: “Por favor, Deus, manda-nos a bolsa de água quente. Amanhã talvez será tarde, porque o bebê pode não aguentar. Por isso, manda a bolsa de água quente ainda hoje.”

Enquanto eu ainda procurava recuperar o ar diante de tamanha ousadia, a menina acrescentou: “E, Senhor, já que estás cuidando disso, por favor, manda junto uma boneca para a irmãzinha do bebê, para que ela saiba que também a amas de verdade.”

Como é comum quando lidamos com crianças, achei que eu estava em apuros. Poderia eu, honestamente, dizer “Amém” em resposta à oração da menina? Eu simplesmente não conseguia acreditar que Deus poderia atendê-la. O único jeito de obtermos a bolsa de água quente seria por encomenda à minha terra natal, via correio.

Eu estava na África havia quatro anos. Jamais tinha recebido uma encomenda postal de minha família. E se alguém enviasse um presente, poria ali uma bolsa de água quente? Afinal, eu morava na linha do Equador.

No meio da tarde, durante uma aula da escola de enfermagem, veio um recado dizendo que um carro estacionara no portão de minha casa. Quando cheguei, o carro já havia partido e deixado um pacote de 11 quilos na varanda.

Não consegui abrir a caixa sozinha. Pedi que algumas crianças do orfanato me ajudassem. Trinta a quarenta olhos arregalados acompanhavam atentos cada movimento. Na camada de cima havia roupas de cores vivas e brilhantes. Os olhinhos das crianças brilhavam à medida que as distribuía. Na camada seguinte havia ataduras para os pacientes leprosos, caixinhas de uvas passas, pacotes de farinha que se transformariam em deliciosos bolos no fim de semana.

Quando coloquei as mãos de novo na caixa, pasmem… “Uma bolsa de água quente, novinha em folha!” gritei.

Eu não havia feito nenhum pedido. Rute, aquela menina que havia orado na reunião de oração, saltou do banco da frente e gritou: “Se Deus mandou a bolsa de água quente, mandou também a boneca!” Enfiando as mãos na caixa, começou a procurar a boneca. E lá estava ela, maravilhosamente vestida!

Rute não duvidara nem por um instante. Olhando para mim, perguntou: “Posso ir junto levar a boneca para a irmãzinha do bebê, para que ela saiba o quanto Jesus a ama?”

Esse pacote estivera a caminho por cinco meses. Foi iniciativa de minha ex-professora de escola bíblica, cuja líder atendeu a voz do Senhor de enviar uma bolsa de água quente. E uma das alunas dela decidiu, cinco meses antes, enviar junto uma boneca, em resposta a uma oração de outra menina de 10 anos de idade que acreditou fielmente que Deus atenderia à sua oração, ainda naquela tarde.

Não podemos duvidar de que Deus atende nossas orações, muitas vezes antes mesmo de pedirmos!

Fonte: Momentos de Graça (Meditações Matinais, Pr. José Maria Barbosa Silva)

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Ecumenismo: Recusando a Unidade do Erro

“Permanecer dividido é pecado! Não disse nosso Senhor em oração: que eles sejam um, como nós somos um? (João 17:22).”

Um coro de vozes ecumênicas continua tocando essa melodia da unidade. O que eles estão dizendo é: “os cristãos de todas as crenças e correntes doutrinárias devem se unir em uma organização visível, independentemente de… Uni-vos, uni-vos!”

Tal ensino é falso, irresponsável e perigoso. A verdade apenas deve determinar nossos alinhamentos. A verdade vem antes da unidade. A unidade sem a verdade é danosa.

A oração de nosso Senhor em João 17 deve ser lida em seu contexto completo. Veja o versículo 17: “Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade.” Somente aqueles santificados por meio da Palavra podem ser um em Cristo. Ensinar de outra forma é trair o Evangelho.” Charles H. Spurgeon, The Essence of Separation, citado em The Berean Call, julho, 1992, p. 4.

Num sermão intitulado Promovendo a Verdadeira Unidade, pregado em 1865Spurgeon também afirmou: “Certamente a unidade do Espírito nunca requer algum apoio pecaminoso; ela não é mantida suprimindo a verdade, e sim apregoando-a por toda parte.” Leia mais aqui.

Uma visão adventista sucinta do movimento ecumênico pode ser encontrada no artigo A Igreja Adventista do Sétimo Dia e o Ecumenismo, do  Pr. Glauber Souza Araujo, professor de Ensino Religioso do UNASP.

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Livro do Mês: Viagem ao Sobrenatural, de Roger Morneau

O Livro do Mês (agosto/2011) é Viagem ao Sobrenatural, de Roger Morneau. Para participar do sorteio de um exemplar basta seguir @Ler_pra_crer no Twitter e retuitar a mensagem Siga @Ler_pra_crer e participe do sorteio Livro do Mês: Viagem ao Sobrenatural, de Roger Morneau http://kingo.to/No9 . O sorteio será realizado em 31 de agosto.

Roger Morneau nasceu em numa pequena cidade do leste do Canadá, próxima a Quebec. Ainda na adolescência, experiências e recordações da infância o levaram para longe de Deus. Roger se tornara então um satanista e adorador de demônios. Nesse livro, e no vídeo acima, ele narra parte de sua experiência com a adoração aos espíritos e como foi finalmente libertado e levado a conhecer as boas-novas da verdade e do amor de Deus. Roger também escreveu Respostas Incríveis à Oração. Ele faleceu em 1998. Recentemente, Hilda Morneau, viúva dele, publicou My Incredible Jorney with Roger (Minha Incrível Jornada com Roger – ainda não traduzido para o português).

Segue pequeno trecho do livro Viagem ao Sobrenatural:

Depois de uma demorada sessão de testemunhos aos deuses, o sacerdote novamente se juntou a nós, numa conversa agradável. Ele disse que os espíritos lhe haviam dado muitas informações a nosso respeito e tinham manifestado o desejo de beneficiar a nossa vida e de conceder-nos grandes dádivas.

Quando a maioria das pessoas já havia saído, ele nos convidou para visitarmos a sala de adoração aos deuses.

Para se compreender melhor quão pertubadoras e quase chocantes seriam para mim as revelações que logo iria receber, devo descrever as imagens mentais que a minha criação católica havia incutido em minha mente a respeito do diabo e de seus anjos caídos. Em minha infância, os adultos me haviam ensinado que o diabo e seus anjos estão no fogo do inferno, no centro da Terra, cuidando da infindável tarefa de impor vários tipos de tortura às almas daqueles que morreram em estado de pecado mortal. Os adultos descreviam os demônios para nós, crianças, como um tipo de criatura meio homem, meio animal, tendo chifres, cascos e cuspindo fogo. Ao entrar em minha adolescência, concluí que essa coisa toda era ridícula, e que provavelmente era a invenção de alguma mente muito fértil, que durante os séculos passados quis se aproveitar dos supersticiosos e ignorantes. Posteriormente questionei a própria existência do diabo e seus anjos.

Descemos as escadas com o sacerdote, que parecia estar deleitando-se em nos mostrar o seu santuário. Enquanto íamos andando, ele ia nos contando como um espírito havia desenhado o projeto e a arquitetura do local. […]

As salas eram luxuosas e magníficas. Havia ouro por toda parte. As lâmpadas e muitos outros objetos eram laminados ou enfeitados com esse metal. O sacerdote disse que alguns dos objetos eram de ouro maciço. Embora o lugar não estivesse intensamente iluminado, os objetos de ouro pareciam brilhar com grande resplendor.

Creio que foi a abundância de lindas pinturas a óleo que mais prenderam minha atenção. Cerca de 75 pinturas de 120 cm por 80 cm estavam penduradas nas paredes.

O sacerdote satanista disse que, se tivéssemos perguntas, ele ficaria feliz em poder respondê-las.

– Quem são as pessoas de nobre aparência retratadas nessas pinturas? – perguntei eu.

 – São os deuses dos quais vocês ouviram falar durante as sessões de testemunho. Como conselheiros-chefes, eles têm domínio sobre legiões de espíritos. Depois que eles se materializaram para que nós pudéssemos fotografá-los, nós mandamos fazer estas pinturas.Por serem merecedores de maiores honras, nós colocamos embaixo de cada pintura um pequeno altar, para que as pessoas possam, em suas devoções acender velas e queimar incenso e cumprir os rituais solicitados pelos espíritos.[…]

No extremo da sala havia um grande altar, acima do qual havia uma pintura, em tamanho real, de  um indivíduo de aparência majestosa. À pergunta de meu amigo, o sacerdote respondeu:

– Este altar é dedicado ao mestre de todos nós.

– Como se chama ele? – perguntei.

O seu rosto se revestiu de uma expressão de orgulho.

– Deus conosco.

Hoje ao me lembrar dessa pintura e de como a admirei muitas vezes, devo dizer que o indivíduo ali pintado tinha feições que denotavam um intelecto superior. Tinha a testa alta, o olhar penetrante, e  uma postura que dava a impressão de que fosse uma pessoa de ação e de grande dignidade.

Eu não esperava por essa resposta do sacerdote e ela não foi realmente clara. Certamente ele não podia estar se referindo a Jesus Cristo. Não, não podia estar. Mas será que estava…?

 – Quer dizer que este é o verdadeiro retrato de Satanás? – consegui perguntar, afinal.

– Sim, é, e você provavelmente está se perguntando onde foram parar suas medonhas e animalescas características. – Ele riu e acrescentou: – Perdoe-me por rir, mas creia-me, não estou rindo de você neste estado mental desconcertado. Na realidade, acho divertido perceber que os espíritos de demônios conseguiram ser tão habilidosos em esconderem a sua verdadeira identidade que, mesmo nesta época de avanço científico e grande cultura, a grande maioria dos cristãos ainda acredita na teoria dos chifres e cascos.

Então sua expressão facial mudou e passou a refletir um ar de profunda preocupação ao dizer:

– Hoje é solenissimamente importante que as gerações vindouras sejam levadas a crer que o mestre e seus espíritos associados não existem. Somente dessa maneira poderão governar com êxito os habitantes deste planeta nas décadas que estão pela frente. (p. 44-47)

Para assistir à Parte II do vídeo clique aqui.
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O Brilho Natural da Vida Cristã

Procurando hoje alguma leitura para o Dia do Professsor num livro antigo (Conselhos aos Pais, Professores e Estudantes, de Ellen White), encontrei marcadas estas linhas:

Precisamos converter-nos de nossa vida faltosa à fé do evangelho. Os seguidores de Cristo não necessitam procurar brilhar. Se contemplarem continuamente a vida de Cristo, serão transformados na mente e no coração, à mesma imagem. Então hão de brilhar sem qualquer tentativa superficial. O Senhor não requer nenhuma exibição de bondade. Na dádiva de Seu Filho tomou providências para que nossa vida interior seja imbuída dos princípios do Céu. É o apoderar-nos dessa providência que levará à manifestação de Cristo perante o mundo. Quando o povo de Deus experimenta o novo nascimento, sua honestidade, retidão, fidelidade, firmeza de princípios, serão infalivelmente reveladas. (pág. 225)

A associação do texto com a música do  leonardo gonçalves  foi quase imediata: Senhor, eu quero brilhar por Ti.

 

 

 

 

 

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Como Evangelizar o Ateu, o Neoateu e o Não Ateu?

“Como faço para evangelizar um ateu?” — pergunta alguém que visita o blog — e um ateu que se tem como o melhor amigo.

Entre uma e outra reflexão que a pergunta provoca, ela me faz também recordar um minissermão que pesquei do site Sermons4Kids e adaptei para crianças de minha igreja faz alguns meses, no momento conhecido como a Adoração Infantil, que ocorre durante o culto. Com base no convite de Jesus “vinde a mim e eu vos farei pescadores de homens” (Marcos 1:17), conversamos sobre os três segredos básicos para uma boa pesca, segundo os especialistas: 1. Ter um bom equipamento; 2. Ir aonde os peixes estão; 3. Ter bastante paciência.

A seguir, a mesma aplicação daquele minissermão à atividade de evangelização em geral e ao caso da pergunta, em alguns pontos, usando para isso algumas passagens da Bíblia e trechos do livro Ministério do Amor, quando não mencionado outro livro:

1. O primeiro item “1. Ter um bom equipamento” obviamente remete ao nosso preparo pessoal. Se o trabalho é evangelizar, temos de estar bem equipados com a Palavra de Deus. O conhecimento e principalmente a vivência do evangelho se tornam essenciais. Antes de ensinar a outros o caminho ou responder a quem nos pede razão da nossa esperança, é preciso estar ‘estabelecido’ na verdade e revestido com a armadura de Deus. Foi o contato diário e próximo com Jesus, com suas palavras e ações, que deu aos discípulos a segurança necessária para o trabalho da pregação, mesmo diante da oposição. “…Antes santificai em vossos corações a Cristo como Senhor; e estai sempre preparados para responder com mansidão e temor a todo aquele que vos pedir a razão da esperança que há em vós.” (I Pedro 3:13) “Portanto, estejam preparados. Usem a verdade como cinturão. Vistam-se com a couraça da justiça e calcem, como sapatos, a prontidão para anunciar as boas-novas do evangelho da paz.” Efésios 6:14-15 (NTLH).

Em relação especificamente aos que se dizem ateus, e considerada a observação que faço mais à frente, acredito que possa ser útil também conhecer algumas obras ou sites de apologética cristã. Excetuados alguns detalhes que podem não corresponder à nossa doutrina, em geral há nessa área excelente material de escritores cristãos clássicos, como C. S. Lewis (ele próprio um ex-ateu e autor de Milagres, Cristianismo Puro e Simples e O Problema do Sofrimento, livros que podem ser encontrados aqui) e contemporâneos como William Lane Craig, Greg Koukl e outros (Geisler e Turek, por exemplo, escreveram o ótimo Não Tenho Fé Suficiente para Ser Ateu, recomendado no Apologia, outro site muito proveitoso).

Quanto ao evolucionismo, mencionado na pergunta e um tema naturalmente controverso no diálogo com nossos amigos, recomendo ler publicações ou visitar sites que exponham a inconsistência da propaganda materialista/evolucionista. Muitos céticos, dominados pelo pensamento cientificista e pela confusão de evolução e ciência, nunca examinaram as afirmações darwinistas criticamente, e cada vez mais são as descobertas da ciência, e não a contraposição religiosa, que vêm expondo a face metafísica e não científica da posição (e da reação) evolucionista (na sequência vou traduzir um artigo bem resumido com alguns fatos sobre o assunto) . Alguns links que já indico na lista aqui do blog (Criacionismo – A Lógica do Sabino – Darwinismo) são ótimas fontes de pesquisa. Mas há muitos outros bons sites, especialmente em inglês, sendo Darwin’s God, para mim, um dos mais esclarecedores, entre os “estrangeiros” que tenho visitado recentemente. A observação é que tanto o alto conhecimento teológico, a erudição, a apologética, a filosofia, ou o assunto do evolucionismo, embora úteis para dirimir questões incidentais, não são em si “o evangelho” e não podem se tornar o foco principal da nossa vivência missionária a ponto de tomar o lugar do essencial: a mensagem de salvação em Cristo Jesus. “Ora, é necessário que o servo do Senhor não viva a contender…” (2 Timóteo 2:24). Como afirma outro ex-ateu, se um de seus antigos amigos céticos se mostrassem interessados de fato, ele sugeriria que eles abrissem a Bíblia e começassem a ler o evangelho de João. Ou a carta aos Romanos. E orassem a Deus para que os ajudasse a ver a verdade.

Pode parecer redundante, mas ainda assim é bom lembrar que a oração é parte essencial de nossa experiência cristã pessoal, sendo a oração por sabedoria, pelo nosso trabalho missionário específico e pelas pessoas a quem nos dispomos a evangelizar uma extensão natural dessa experiência e do nosso preparo. E, ainda, entre todos os “equipamentos” necessários que poderiam ser citados, não pode faltar evidentemente um em especial, que congregue todos os nossos esforços: o amor. Recentemente, ouvi um experiente pregador repetir que o amor, acima de tudo, possui o apelo mais convincente.

“O amor que Deus revelou pelo homem está além de qualquer computação humana. É infinito. E o instrumento humano, que participa da natureza divina, amará como Cristo amou, trabalhará como ele trabalhou. Haverá uma natural compaixão e simpatia…[…] Este amor só pode existir e ser conservado santo, refinado, puro e elevado mediante o amor na alma por Jesus Cristo, nutrido pela diária comunhão com Deus.”

“Eloquência, conhecimento da verdade, talentos raros, misturados com amor, constituem todos eles preciosas dotações. Mas a habilidade somente, talentos somente, ainda que os mais escolhidos, não podem tomar o lugar do amor.”

“O amor de Cristo, manifestado em palavras e atos, encontrará caminho à alma, quando a reiteração do preceito ou do argumento nada conseguiria.”

2. “Ir aonde os peixes estão”; Assim como para uma pesca bem-sucedida não basta apenas ter um excelente equipamento —  às vezes guardado numa bela embalagem, porém sem uso —, o evangelho só faz sentido completo quando nos sentimos “guardadores” dos nossos irmãos e obedecemos ao “ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura”(Marcos 16:15), rejeitando o “monasticismo” e o isolamento. É indispensável a interação e o convívio com nossos semelhantes, a solidariedade com as perdas de cada um, o aproximar dos necessitados onde eles estão, o “chorar com os que choram”, o “alegrar com os que se alegram”. O ateu Christopher Hitchens, um dos mais acirrados oponentes do cristianismo, depois de revelar recentemente que tinha câncer no esôfago, disse se sentir “tocado” pelo pensamento de que pessoas extremamente boas estavam orando por ele.

A observação que considero importante aqui, ainda que sem entrar em maiores detalhes, é a de que aproximação não significa, obviamente, compactuar com doutrinas  e práticas contrárias à fé cristã.

Como a pergunta deixa  clara a existência já de uma relação de amizade, tem-se, no caso, a vantagem do testemunho pessoal, que é um dos meios mais eficazes de comunicação. Considerando o método de Jesus de enviar discípulos de dois em dois, podemos acrescentar a sugestão de que mais amigos cristãos sejam incorporados ao nosso esforço evangelístico, ajudando-nos a compartilhar a mensagem e apoiar naquilo que seja necessário para sua compreensão. Aliado ao apelo pessoal, ainda podemos cumprir o “Ide” silenciosamente, ao divulgar ou distribuir livros, revistas, oferecer cursos bíblicos, cds ou dvds, convites para eventos que divulguem a cosmovisão da igreja e do evangelho, entre outros meios “criativos” de levar a mensagem.

“Jesus entrava em contato com as pessoas. Não se mostrava arredio e afastado daqueles que necessitavam Seu auxílio. Ele frequentava os lares, confortava os tristes, curava os enfermos, alertava os descuidados, e saía pelas vizinhanças fazendo o bem. E se seguimos os passos de Jesus, precisamos fazer como Ele fazia.”

“Unicamente os métodos de Cristo trarão verdadeiro êxito no aproximar-se do povo. O Salvador misturava-Se com os homens como uma pessoa que lhes desejava o bem. Manifestava simpatia por eles, ministrava-lhes às necessidades e granjeava-lhes a confiança. Ordenava então: ‘Segue-me’. João 21:19”

“Dirijo-me a cristãos que vivem em nossas grandes cidades: Deus vos fez depositários da Verdade, não para que a retenhais, mas para que a comuniqueis a outros.”

“Não devemos esperar que as almas venham a nós; precisamos procurá-las onde estiverem. Quando a palavra é pregada do púlpito, o trabalho apenas começou. Há multidões que nunca serão alcançados pelo evangelho se ele não lhes for levado.[…]Ide aos lares mesmos daqueles que não manifestam nenhum interesse.”

3. Ter bastante paciência. Pescar, dizem os aficionados, é uma arte que requer mesmo muita paciência. E o mesmo pode-se dizer do processo de evangelização, como se vê:

“Mas”, dirá alguém, “suponhamos que eu não consiga ser admitido nos lares do povo; suponhamos que se levantem contra as verdades que apresentamos. Não nos deveremos sentir dispensados de empenhar novos esforços por eles?” De modo nenhum. Mesmo que fechem a porta em vosso rosto, não vos retireis apressadamente e indignados, não fazendo novos esforços, por salvá-los. Pedi a Deus, com fé, que vos dê acesso a essas mesmas almas. Não cesseis vossos esforços, mas estudai e planejai até que encontreis algum outro meio de atingi-los. Se não tiverdes êxito mediante visitas pessoais, experimentai-o mandando-lhes o mensageiro silencioso da Verdade. Existe no coração humano tanto orgulho de opinião, que nossas publicações muitas vezes alcançam entrada onde o mensageiro vivo não o consegue.”

Um dos ateus mais aclamados do século XX, Antony Flew, que, à semelhança do amigo descrito na pergunta,  “não acreditava em nada”, passou quase toda sua vida acadêmica e profissional negando a existência de Deus. Só pouco tempo antes de falecer, reconheceu, por fim, que Deus Existe; Uma senhora em minha igreja orou durante 20 anos pela conversão do esposo. Os exemplos de rejeição, oposição e demora em responder ao convite de Deus são muitos. Nosso compromisso com Deus deve ser renovado cada dia para que, junto com nossa mensagem, nosso testemunho seja constante, verdadeiro e duradouro. Talvez um bom pensamento para ter em conta no nosso relacionamento com os que hoje ainda não creem seja o de que devemos ter em relação a eles um olhar semelhante ao de Cristo, no sentido de que o Salvador era capaz de ver em cada pessoa não o que ela era (e isso se aplica ao nosso próprio caso), mas o que ainda haveria de se tornar. Embora pudesse trazer aqui muitas citações sobre o assunto, esta, extraída do livro O Desejado de Todas as Nações, parece resumir o ideal que deveríamos ter como alvo:

“Eis”, disse Jesus, “que vos envio como ovelhas ao meio de lobos; portanto sede prudentes como as serpentes e simples como as pombas.” Cristo mesmo nunca suprimiu uma palavra da verdade, mas sempre a proferiu com amor. Exercia o máximo tato e cuidadosa, benévola atenção em Seu trato com o povo. Nunca foi rude, nunca proferiu desnecessariamente uma palavra severa, não ocasionou nunca sem motivo uma dor a uma alma sensível. Não censurava a fraqueza humana. Denunciava sem temor a hipocrisia, a incredulidade e a iniqüidade, mas tinha lágrimas na voz quando emitia Suas esmagadoras repreensões. Chorou sobre Jerusalém, a cidade amada, que O recusava receber a Ele, o Caminho, a Verdade e a Vida. Rejeitaram-nO a Ele, o Salvador, mas olhava-os com piedosa ternura, e com tão profunda dor, que Lhe partiu o coração. Toda alma era preciosa aos Seus olhos. Conquanto Se portasse sempre com divina dignidade, inclinava-Se com a mais terna consideração para todo membro da família de Deus. Via em todos os homens almas caídas que era Sua missão salvar.

Os servos de Cristo não devem agir segundo os naturais ditames do coração. Precisam de íntima comunhão com Deus a fim de que, sob provocação, o próprio eu não sobressaia, e despejem uma torrente de palavras inconvenientes, palavras que não são como o orvalho ou como a chuva suave que refrigera as ressequidas plantas. É isto que Satanás quer que façam, pois são esses os seus métodos. É o dragão que está irado; é o espírito de Satanás que se revela em zanga e acusação. Mas aos servos de Deus cumpre ser Seus representantes. Ele quer que usem apenas a moeda corrente no Céu, a verdade que Lhe apresenta a imagem e inscrição. O poder com que têm de vencer o mal, é o poder de Cristo. A glória dEle, a sua força. Devem fixar os olhos em Sua beleza de caráter. Podem então apresentar o evangelho com divino tato e suavidade. E o espírito que se conserva manso em face da provocação, dirá mais em favor da verdade, do que o fará qualquer argumento, por mais vigoroso que seja.”

Diante desta e de tantas outras demonstrações do amor de Deus, é natural que nos perguntemos como alguém pode ainda recusar o convite do evangelho. Na pergunta “como faço para evangelizar um ateu?” é possível enxergar aquela “angústia” natural que sentimos por resultado. E, dado o nosso desejo intenso de que este resultado seja positivo, a pergunta quase se converte em  “Como evangelizar um ateu de modo que ele deixe de ser ateu e se torne um cristão salvo por Cristo?” ou “Como ‘converter’ um ateu?” ou “Existiria um método irresistível para abordar, convencer e ‘converter’ grupos específicos de não-crentes?”

A realidade é que mesmo quando testemunhamos de forma correta, mesmo havendo evidências suficientes para quem queira crer, mesmo com todo o esforço despendido na evangelização: pregação, oração, tato e paciência durante o processo, aliado ao próprio trabalho do Espírito de Deus no coração, ainda assim não podemos “escolher” pelos nossos amigos. Eles serão sempre livres para tomar sua própria decisão.

E essa é a parte do processo que também precisamos compartilhar com Deus. Haverá ocasiões em que sorriremos juntos. Mas também haverá momentos de tristeza, dor e lamento: Quão terrível é achar-se junto ao esquife de alguém que rejeitou os apelos da misericórdia divina! Quão terrível dizer: Aqui está uma existência perdida!”. Oro para que, no caso de seu amigo, haja muitas lágrimas; mas de alegria.

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Da África: Quando Caiu Maná em Angola

O pão nosso de cada dia dá-nos hoje. Mateus 6:11

Em 1939 houve em Angola, África, uma severa seca, que afetou um de nossos postos missionários ali existentes. Como não houve colheitas, o alimento no posto começou a escassear, até que em abril se acabou.

O diretor da Missão estava ausente, de modo que a esposa convocou uma reunião de oração, e os cinquenta habitantes da Missão se reuniram para orar pedindo alimento, como Cristo ensinou no Pai Nosso.

Enquanto conversavam, depois da reunião, a filha do diretor saiu. Dentro em pouco voltou, toda agitada, com as mãos cheias de uma substância branca, que ela comia sofregamente.

Contou que vira três europeus que lhe disseram: “Menina, Deus respondeu as orações de vocês. Ele lhes mandou alimento. É o maná. Tome-o e coma!”

Todos os que haviam assistido à reunião de oração saíram da igreja e, com efeito, o chão estava coberto de uma substância branca, mas não havia pesssoa alguma à vista. Quando provaram aquela substância, era doce como mel, e extremamente saborosa.

O maná caiu por três dias, mas, diferentemente do maná dos tempos bíblicos, não se estragou. O pessoal da Missão encheu todas as panelas, tigelas e outras vasilhas que puderam achar. Esse alimento os susteve até à colheita.

Ninguém viu o maná cair. Quando o sol secava o orvalho, lá se apresentava ele. Só foi encontrado nos quarenta acres de terra cultivada da Missão. (Cada acre, ou jeira, tem 4.047 metros quadrados.)

O diretor da Missão voltou com tempo de testemunhar o milagre. Enviou uma vasilha contendo uma amostra do maná, com um relatório do caso, ao escritório da Divisão Sul-Africana.

Quando eu era menino, uma das minhas maiores sensações era ver uma amostra desse maná num vidrinho e ouvir a história, contada pelo Pastor E. L. Cardey*, que era naquele tempo missionário na África.

Em 1970 o Pastor Cardey informou minha mãe de que ele possuía ainda um pouco, num vidro hermeticamente fechado.

Relatado por James e Priscilla Tucker em Lições de Deus na Natureza – Inspiração Juvenil, p. 127. Casa, 2004.
Leia também: Milagres: O Verdadeiro e o Falso

*Em 1943, inspirado no sucesso do programa de rádio A Voz da Profecia — que passou a receber milhares de pedidos de lições bíblicas por correspondência assim que foi lançado nos Estados Unidos, em 1926, por H. M. S. Richards —, o Pastor E. L. Cardey se dispôs a começar um trabalho missionário semelhante na Cidade do Cabo – África do Sul.

Como à época não havia rádio disponível para ele, Cardey colocou anúncios nos jornais oferecendo um curso bíblico por correspondência, com 24 lições, para quem tivesse interesse em se inscrever. Para sua surpresa, ele recebeu trinta mil inscrições no primeiro ano! Hoje a escola bíblica por correspondência A Voz da Profecia na Cidade do Cabo oferece vários cursos (em Inglês, Zulu, Xhosa, Africâner e outros idiomas) e continua tendo milhares de alunos ativos.


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Jesus: a Fonte da Juventude

Foto imagem 'Credit River Ontario'

Hoje li:

Nossa vida deve estar ligada à vida de Cristo, dEle receber continuamente, participar dEle, o Pão vivo que desceu do Céu, e prover-se de uma fonte sempre fresca, que sempre produz copioso tesouro. Se tivermos o Senhor sempre diante de nós, e deixarmos o coração transbordar em ações de graças e louvores a Ele, teremos frescor contínuo em nossa vida religiosa. Nossas orações terão a forma de uma conversa com Deus, como se falássemos com um amigo. Ele nos falará pessoalmente de Seus mistérios. Freqüentemente advir-nos-á um senso agradável e alegre da presença de Jesus. O coração arderá muitas vezes em nós, quando Ele Se achegar para comungar conosco, como o fazia com Enoque.

Quando esta for em verdade a experiência do cristão, ver-se-lhe-ão na vida, simplicidade, mansidão, brandura e humildade de coração, que mostrarão a todos os que com ele mantêm contato, que esteve com Jesus e dEle aprendeu.

Naqueles que a possuem, a religião de Cristo revelar-se-á um princípio vitalizante e penetrante, uma energia viva, operante e espiritual. Manifestar-se-ão a força, o frescor e a alegria da juventude perpétua. O coração que recebe a Palavra de Deus, não é como um açude que se evapora, nem como uma cisterna rota que perde o seu tesouro. É como a torrente da montanha, alimentada por fontes inesgotáveis, cuja água fresca e borbulhante salta, de rochedo em rochedo, refrescando os cansados, os sedentos e os duramente oprimidos.

Ellen G. White. Parábolas de Jesus, p. 129-130

(Imagem: imagens.fotoseimagens.etc.br)


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Antes do “Filhinho, Dorme, Dorme em Paz.”

Logo depois que eu cheguei no colégio, chegou também um jovem da Bahia. Era o Jonas Monteiro de Souza. Ele tinha 18 anos de idade e era mais pobre do que eu. Possuía uma mala fabricada por ele e um boné que ele confeccionara de pêlo de gato-do-mato. Não tinha terno e nem roupa de cama. Mas o pior é que ele veio sem ser chamado.

Havia escrito diversas vezes pedindo uma vaga como aluno industriário, mas não recebia resposta. Então resolveu vir assim mesmo. O colégio não tinha vaga para ele, pois todas as vagas já estavam preenchidas. O diretor mandou-o embora, mas Jonas não tinha dinheiro para voltar. Pela fé, ele comprara a passagem para vir, pois tinha certeza de que seria aceito.

Resolveram dar um trabalho para ele até conseguir o dinheiro para voltar à Bahia. Acontece que ele fez o trabalho tão bem-feito e com tanta garra, que o professor Adolfo pediu ao diretor para aceitá-lo como industriário. Assim ele ganhou o estipêndio. Ao se matricular, fizeram um teste com ele e permitiram que ele começasse no sétimo ano complementar. Ele dominava bem o português e a matemática. Ele reivindicou ser da terra do grande Rui Barbosa. Creio que nós dois éramos os mais pobres que apareceram no colégio.

Ele terminou os seus estudos bem antes de mim. No namoro também passou na minha frente, pois namorou a filha da professora de português, e com ela se casou. Eu saí do colégio sem uma namorada.

Ele é o autor de dois hinos do Hinário Adventista, os números 90 e 451. E seu filho Ênio Monteiro de Souza é autor dos hinos 481, 487 e 580. O professor Jonas Monteiro, agora aposentado pelo governo, reside na cidade de Volta Redonda, RJ. Lecionou depois de aposentado aqui no IASP por algum tempo e fez o nosso hino oficial da Associação dos Obreiros Jubilados Adventistas de Hortolândia, tanto a letra como a música.

O que acabo de reproduzir é o relato do Pastor Geraldo Marski, retirado de sua meditação para os adolescentes Quando Tudo dá Certo, publicada em 2002, com inspiradoras histórias e episódios de sua vida e de amigos com quem conviveu ao longo dos muitos anos de estudo e de ministério (no livro, essa é a meditação do dia 16 de abril). Reproduzo esse relato como uma homenagem às nossas Mamães. Sim, porque um dos hinos de autoria do Jonas,  o de número 451 Recordação da Infância, que já foi tantas vezes cantado — e deve ter sido cantado hoje por muita gente com extrema emoção —, é justamente uma ode em homenagem às Mães:

Recordação da Infância

É doce agora relembrar os dias infantis

Em que a voz de minha mãe ouvia mui feliz: (coro)

………………..

Coro

Filhinho, dorme, dorme em paz;

Deus cuidará de nós.

Não chores mais e dorme bem,

Deus velará por nós.”

Sua fé me fez confiar em Deus,

Que não nos deixa a sós.

Apraz-me sempre repetir:

“Deus cuidará de nós.”

…………………

Tomando-me nos braços seus, bem junto ao coração,

Cantava para me aninar a maternal canção: (coro)

…………………

E quando estou em aflição, em desalento e dor,

Pareço ainda ouvir-lhe a voz dizer-me com amor: (coro)

Não só o hino, mas também a própria história vitoriosa do Jonas se torna uma homenagem, já que uma das maiores alegrias de uma mãe, se não a maior delas, deve ser ver manifesta nos filhos aquela influência para o bem e para a salvação que tanto lutam para imprimir neles quando ainda pequenos. Uma influência que pode ser tão duradoura quanto a eternidade.

Nesse dia, o pastor Marski concluiu sua meditação assim : Jonas Monteiro tinha a sorte e a felicidade de ter uma mãe cristã.

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Perdeu o Sermão? Qual é o Seu Problema?

Resumo* do sermão pregado pelo Pr. Alejandro Bullón  em 07 de novembro de 2009, na Igreja Adventista do 7º dia do Setor M Norte, em Taguatinga – DF

“…À quarta vigília da noite, foi Jesus ter com eles, andando sobre o mar…” Mateus 14:22-33

Naquela noite, no mar da Galiléia, os discípulos enfrentavam uma grande tormenta. Tudo parecia perdido até que Jesus apareceu. Quero lhes perguntar: Quando Jesus aparece na nossa vida, os problemas desaparecem? Sim ou não?

No momento em que Jesus apareceu aos discípulos, a tormenta acabou? (Congregação responde: “Não”).

Então, quando Jesus aparece, isso significa que os problemas desaparecem? (Congregação responde: “Não”).

Queridos. Quero que entendam uma coisa: Quando Jesus aparece, os problemas desaparecem. Ponto.

Como é isso, então?

Se o problema dos discípulos fosse a tormenta, ela teria desaparecido. Mas o problema dos discípulos não era a tormenta. O problema estava não fora deles, mas  dentro deles.

99% dos problemas que você tem não estão fora de você. Estão dentro de você.

Um dia uma senhora me ligou. “Pastor ela disse, ore por mim. Tenho um problema tremendo. Meu problema não tem solução.”

Perguntei: “Qual é o seu problema?”

“Pastor, devo 30 mil reais. Meu marido ganha  700 reais. Estou sendo ameaçada de morte se não pagar a quantia. Ele não sabe dessa dívida.”

Perguntei: “Por que não conta a ele?” Ela me respondeu: “Se eu contar, ele me mata.”

Parecia mesmo um problema sem saída. Se conta, morre. Se não conta, também morre.

“Pastor, me ajude. Ore por mim. Não tenho 30 mil reais.”

“Sim. Mas qual é o seu problema?”  voltei a perguntar.

“Pastor, como assim? Já lhe contei: devo 30 mil reais, meu marido não sabe…”

Ela só veio a entender minha insistência um pouco depois, quando comecei a explicar:  “este não é o seu problema. Se eu orasse pedindo que caísse do teto 30 mil reais, e isso acontecesse, seu problema estaria resolvido? Qual é, de fato, o seu problema?  Seu problema não é que está devendo. Seu problema é outro básico: é que não pode ganhar 10 e gastar 11. Seu problema é não controlar seus gastos.”

Em seguida, ela reconheceu:

“Pastor, de fato, sua pergunta e resposta foram muito sábias. Eu nasci no interior de um estado do nordeste do Brasil. Quando criança e adolescente a resposta padrão que ouvia em casa para quase todos os meus pedidos era: ‘não temos dinheiro’. Uma excursão? Não há dinheiro. Uma roupa nova? Não há dinheiro.  Com o tempo fui me acostumando a pedir dinheiro emprestado às pessoas. Isso chegou a um ponto em que eu devia à metade da cidade onde vivíamos. Mal conseguia sair nas ruas.

Um dia, tomei a decisão de partir. Consegui uma carona para São Paulo. Lá chegando, pensei: estou livre. Aqui ninguém me conhece. Começarei uma vida nova. Mas o fato é que, quando menos percebi, já tinha começado o mesmo processo de antes…”

Como poderia resolver o problema assim? Indo para o Japão para ficar devendo a todos os japoneses? Depois para a Rússia, a fim de se endividar também com  todos os russos?

Problemas que não estão fora de nós. Mas dentro. Quando Jesus chegou, resolveu o problema de Pedro: o medo, a falta de fé, de confiança. Ele começou, então, a andar sobre as águas. Quando Jesus entra no coração, Ele traz a solução e resolve o problema. Resolvido o problema do lado de dentro, você pode fazer proezas mesmo no meio da tempestade e da escuridão.

“Pastor, não tenho nenhum problema. Meu único problema, na verdade, é o mulherengo do meu ex-marido.”

Esta era outra senhora que me contava seu drama.

“Quando o conheci, ele não era ninguém. Não tinha estudos. Cheguei a pagar para que ele estudasse e fizesse uma faculdade. Até isso fiz. Mas hoje que já está formado, veja o que recebi como recompensa: ele fugiu, trocando-me por uma garota mais nova que eu.”

Pouco tempo depois, conheci o dito rapaz, que me confidenciou: “Pastor, vendo da perspectiva de hoje, eu tenho que reconhecer que ter ficado aqueles anos com minha ex-esposa foi um milagre. Sim, eu reconheço o quanto ela me ajudou em meus estudos. Serei sempre grato a ela por isso, mas em nossa convivência ela agia como se houvesse me comprado. Ela era extremamente controladora. Eu nunca podia fazer nada. A opressão foi tão intensa que a única alternativa que vi como solução foi sair de casa. Diferentemente do que ela afirma, não fugi com outra pessoa. Fiquei três anos sozinho antes de me unir à nova esposa com quem vivo  hoje.”

O curioso disso tudo é que para aquela ex-esposa o pedido de ajuda era: “Pastor, quero meu marido de volta.”

“Mas ele já está com outra pessoa…” ― eu argumentava. “Não importa. Deus não pode tudo? Que Ele faça qualquer coisa,  contanto que eu o tenha de volta.”

Querido. O seu problema também são os outros? Não teria sido menos doloroso ajoelhar-se e dizer a Deus: Senhor, por que sou assim tão controladora? Por que ajo como se fosse a proprietária do meu esposo? Podes mudar isso dentro de mim? (Continua)

* Ainda que narrado em primeira pessoa, não se reproduz aqui “ipsis literis” o sermão, mas somente o extrato e o encadeamento das idéias principais.
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SONHO (im)POSSÍVEL

231020080012Raspar ou não raspar a cabeça? Barry Black decidiu enfrentar esse dilema muito particular usando uma fórmula que já havia funcionado antes: a oração.

Como pastor e capelão, ele era uma pessoa pública, o que tornava o assunto uma questão de certa relevância, ainda que se tratasse apenas de uma opção estética.

Habituado a falar com Deus sobre mudanças importantes, ele orou:

“Senhor, por favor, dá-me um sinal. Se for da tua vontade que eu raspe a cabeça, quero ver 25 homens calvos hoje.”

Em geral, passavam-se dias sem que ele  visse sequer um homem sem cabelos na pequena cidade de Beaufort, Carolina do Sul.

Mas naquele dia, enquanto as horas passavam, Barry foi alimentando a suspeita de que talvez estivesse acontecendo uma convenção de carecas na cidade: ele viu os 25 homens calvos.

Anos depois desse episódio, narrado no livro “Sonho Impossível – como Deus conduziu Barry Black do gueto ao Senado norte-americano” (CASA, 253 páginas), ele seria incumbido de fazer uma oração, dessa vez não particular mas pública, como o primeiro capelão negro do Senado dos Estados Unidos.

Durante as entrevistas de seleção para o cargo, à pergunta de um dos senadores — “Como adventista do sétimo dia, quais são suas crenças teológicas?” — Barry, já com a experiência de ter sido também o primeiro capelão-chefe negro da Marinha americana, respondeu: “Senador, posso dizer ‘Amém’ para cada doutrina do Credo Apostólico.”

Barry foi o oficial encarregado do serviço fúnebre de John F. Kennedy Jr., cujo sepultamento foi feito no mar, e da cerimônia de ressepultamento do afro-americano Mathew Henson, codescobridor, ao lado de Robert Peary, do Polo Norte (Henson, na realidade o primeiro a chegar ao Polo, foi vítima de discriminação racial e não teve a honra de ter sido sepultado no Cemitério Nacional de Arlington, erro que só viria a ser corrigido anos mais tarde, nessa cerimônia oficiada por Barry).

Mais recentemente, nas solenidades que envolviam a visita inaugural de Barack Obama ao Senado como o primeiro Presidente negro da nação norte-americana (fato posterior à edição do livro), foi dado a Barry o privilégio de orar mais uma vez. Na ocasião, ele começou assim sua oração (tradução minha):

“Senhor de todas as nações, cujo reino está acima de todo reino terreno, Tu que julgas todas as soberanias inferiores, concede graça ao Presidente Barack Obama, ao Vice Presidente Joseph Biden e aos membros do Gabinete. Habilita-os com a sabedoria, a coragem e a força necessária para o nosso tempo. E livra-os de qualquer impudência moral que impeça a construção de um mundo de justiça, de paz e de retidão.”

Orar pelas autoridades, orar pelos doentes, orar por nós mesmos, orar uns pelos outros e até pelos que nos perseguem são determinações que encontramos na Palavra de Deus. Seja em público, seja em particular, como no exemplo de Barry, a oração deve ser, como o diz Ellen White, o “abrir o coração a Deus como a um amigo”.