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Explicações Naturais Dispensam o Sobrenatural?

 

Imagine a cena (século XIX): quatro pessoas estão numa charrete puxada por um cavalo jovem ainda não totalmente domesticado. O cavalo tem a fama de ser rebelde e pouco antes dessa viagem havia causado um grave acidente. Isso exige atenção redobrada do condutor, que mantém a rédea curta. Os viajantes, entre eles uma senhora, esposa do condutor, são cristãos e conversam sobre algum tema bíblico. De repente, a senhora exclama: “Glória!”. O cavalo para imediatamente e fica imóvel. A senhora se levanta e, olhando para cima, desce os degraus da carruagem. Ela tem uma visão das realidades do céu. Enquanto desce, apoia a mão firmemente no lombo do cavalo, que, surpreendentemente, permanece imóvel. Em condições normais, ele teria dado coices furiosos no momento em que alguém lhe tocasse. A senhora, ainda com olhos voltados para o alto, sobe um barranco à margem da estrada e de lá passa a descrever as belezas da Nova Terra.

O condutor da charrete crê que tanto a visão quanto o controle do potro são uma intervenção de Deus. Para mostrar isso aos outros dois companheiros de viagem, ele decide testar o cavalo. Primeiro, toca nele de leve com o chicote, mas  o  animal não se move – em outras situações, um coice seria a resposta. Depois açoita-o com força. Nenhuma reação. Outro açoite é aplicado, com força ainda maior. O cavalo permanece insensível e imóvel.
 

Com os olhos ainda voltados para cima e sem prestar atenção onde pisa, a senhora desce tranquilamente o barranco, apoia novamente a mão sobre o lombo do cavalo e sobe os degraus da carruagem. No momento em que se senta, a visão termina e o cavalo continua calmamente seu caminho, sem que o condutor dê nenhum comando para o reinício da viagem.*

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Tanto cristãos quanto não cristãos propõem explicações para o sobrenatural. Recentemente li este texto de J. Warner Wallace, diretor do PleaseConvinceMe (PorFavorMeConvença):

Recebo muitos e-mails de céticos. Grande parte destes e-mails está relacionada com milagres. As pessoas querem saber por que os cristãos são tão prontos em atribuir um evento (ou uma cura) à intervenção milagrosa de um Deus sobrenatural, principalmente quando parece que uma força natural pode ser oferecida como uma explicação. Afinal, Moisés relatou que “um forte vento oriental” soprou toda a noite antes da divisão do Mar Vermelho (Êxodo 14:21). Talvez esta ocorrência natural tenha sido simplesmente  interpretada como um milagre depois do fato. De forma semelhante, Thallus (historiador romano do primeiro século) atribuiu a escuridão na crucificação a “um eclipse do sol”, outra ocorrência razoável natural que pode ter sido mal interpretada como um milagre por aqueles que estavam inclinados em direção ao sobrenatural.
 
Os cristãos modernos também fazem afirmações sobre a intervenção sobrenatural de Deus e para muitos céticos estas reivindicações parecem injustificadas. Quando alguém afirma que Deus o curou de câncer, por exemplo, mas admite que foi submetido a um ano de quimioterapia e radiação, é difícil para os não-crentes atribuir a cura a Deus. Parece bem provável que a interação “natural” do tratamento foi o responsável. Quando os céticos encontram evidências de que as forças ou leis “naturais” estão em ação, eles rapidamente descartam qualquer alegação de atividade sobrenatural. Mas o envolvimento de forças “naturais” não impede a atividade de um Deus “sobrenatural”.
 

Deus pode usar as “Leis da Natureza”?

Minha cadela, Baily (não a da foto – imagem importada do MeuPetWeb), ocasionalmente implora por um de seus brinquedos. Quando um desses itens cobiçados se encontra na mesa da sala de jantar, ela fica muito frustrada. A estatura típica da raça Corgi proíbe Baily de fazer o salto necessário para a mesa. O choramingar incessante dela geralmente faz com que um de nós venha até a mesa e bata no brinquedo para que ele caia no chão e seja apanhado por ela. Sem a nossa intervenção como um agente livre, a força natural da gravidade jamais seria capaz de entregar o brinquedo à Bailey. Estritamente falando, pode-se dizer que a força da gravidade providenciou o brinquedo. Mas nós sabemos que a nossa intervenção pessoal foi necessária, mesmo que esta intervenção tenha utilizado a força da gravidade como meio para um determinado fim.
 
Deus certamente trabalha da mesma maneira. Deus sempre envolve o ambiente que ele criou de uma forma que emprega as leis físicas que refletem sua natureza. Com o passar do tempo, nós observamos e identificamos essas características divinas e lhes demos um título: “As Leis da Natureza”. Mas as leis que descrevem a interação entre os objetos materiais não excluem a existência ou intervenção de um agente livre que intercede para “lançar algo da mesa.” O livre-arbítrio de Deus envolve ativamente as leis que refletem sua natureza ordenada, unificada e consistente.
Um Deus “Supernatural” no mundo “Natural”
Mas como podemos, como observadores cristãos racionais​​, dizer a diferença entre uma série de ocorrências “desgovernadas”, “naturais” e uma série de eventos que foram guiados pela mão de Deus? Como podemos diferenciar entre um evento puramente “natural” e um milagre “divino” único? Bem, acho que devemos começar por reconhecer que todos os processos “naturais”, físicos no universo são sustentados por Deus (Hebreus 1:3, João 5:17). A física do universo é simplesmente um reflexo da participação ativa de Deus em sua criação.
 
É fácil separar o “divino” do “natural” e pensar o mundo em categorias e caixas. Contudo, esta não é a forma como as Escrituras cristãs descrevem a criação de Deus. Quando deixamos de ver as forças da natureza como a mão de Deus, acabamos justificando toda interação divina como uma forma de coincidência “natural”. Se fizermos isso por muito tempo, acabaremos por deixar de reconhecer aquelas situações em que o arbítrio de Deus é evidente; aqueles momentos em que Deus claramente teve de agir dramaticamente para “lançar algo da mesa.”

O relato que introduz este post pode até não servir de ilustração para o caso de milagres com a suposta “aparência” natural – o fato é por demais extraordinário -, mas Ellen White, a senhora que vivenciou aquela e várias outras experiências similares, escreveu bastante sobre saúde em geral, curas e o modo como Deus ordena e interage com suas próprias leis. Há muitas citações interessantes relacionadas com o assunto. E deixo aqui algumas, tiradas do seu excelente livro “A Ciência do Bom Viver”. A última citação serve de resposta antecipada a questão que muitos gostam de levantar contra os que creem: “Afinal, em caso de doença, devemos orar ou usar a devida medicação/solução?” (apenas mais um  óbvio “falso dilema”: o cristão não tem de escolher entre um e outro).

Deus está continuamente ocupado em manter e empregar como servos as coisas que criou. Opera por meio das leis da Natureza, delas Se servindo como instrumentos Seus. Elas não agem por si mesmas. A Natureza, em sua obra, testifica da presença inteligente e da atividade de um Ser que opera em tudo segundo a Sua vontade.        

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Não é por um poder a ela inerente que ano após ano a terra produz suas fartas colheitas, e continua sua marcha ao redor do Sol. A mão do Infinito está em perpétua operação, guiando este planeta. É o poder de Deus em contínuo exercício que mantém a Terra em equilíbrio em sua rotação. É Deus que faz o Sol se erguer nos céus. Abre as janelas do céu e dá a chuva.

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O mecanismo do corpo humano não pode ser plenamente compreendido; apresenta mistérios que desconcertam o mais inteligente. Não é em resultado de um mecanismo que, uma vez posto a funcionar, continua sua obra, que o pulso bate, e respiração se segue a respiração. Em Deus vivemos e nos movemos, e existimos. O coração palpitante, o pulso em seu ritmo, cada nervo e músculo do organismo vivo é mantido em ordem e atividade pelo poder de um Deus sempre presente. 

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A Bíblia nos mostra Deus em Seu alto e santo lugar, não em um estado de inatividade, não em silêncio e solidão, mas circundado por miríades de miríades e milhares de milhares de seres santos, todos esperando por fazer a Sua vontade. Por meio desses mensageiros, Ele está em ativa comunicação com todas as partes de Seus domínios. Por Seu Espírito está presente em toda parte. Por meio de Seu Espírito e dos anjos, ministra aos filhos dos homens. Acima das perturbações da Terra, está Ele sentado em Seu trono; tudo está patente ao Seu exame; e de Sua grande e serena eternidade, ordena aquilo que melhor parece a Sua providência. 

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A mão-de-obra de Deus em a Natureza não é o próprio Deus em a Natureza. As coisas da Natureza são uma expressão do caráter e do poder de Deus; não devemos, porém, considerá-la como Deus. […]Assim, ao passo que a Natureza é uma expressão do pensamento de Deus, não é a Natureza, mas o Deus da Natureza que deve ser exaltado.

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Temos a sanção da Palavra de Deus quanto ao uso de remédios…
Os que buscam a cura pela oração não devem negligenciar o emprego de remédios ao seu alcance. Não é uma negação da fé usar os remédios que Deus proveu para aliviar a dor e ajudar a natureza em sua obra de restauração. Não é nenhuma negação da fé cooperar com Deus, e colocar-se nas condições mais favoráveis para o restabelecimento. Deus pôs em nosso poder o obter conhecimento das leis da vida. Este conhecimento foi colocado ao nosso alcance para ser empregado. Devemos usar todo recurso para restauração da saúde, aproveitando-nos de todas as vantagens possíveis, agindo em harmonia com as leis naturais. Tendo orado pelo restabelecimento do doente, podemos trabalhar com muito maior energia ainda, agradecendo a Deus o termos o privilégio de cooperar com Ele, e pedindo-Lhe a bênção sobre os meios por Ele próprio fornecidos. 
* Adaptação do relato do capitão José Bates, relato preservado em The Great Second Advent Movement, de John Loughborough e citado em Histórias de Minha Avó (Stories of my Grandmother, de Ella M. Robinson). Os adventistas do sétimo dia creem no ensino bíblico dos dons espirituais (I Coríntios 12) e reconhecem no ministério de Ellen White a manifestação do dom de profecia.
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Livro do Mês: O Livro Amargo, de Denis Cruz

O Livro do Mês é O Livro Amargo, de Denis Cruz. Para participar do sorteio de um exemplar, basta seguir @Ler_pra_crer no Twitter e retuitar um ou mais tuítes com o link da promoção: http://kingo.to/186N. O sorteio será realizado dia 3 de julho (perfis fakes ou com características  excessivamente promocionais serão desconsiderados no sorteio).

Se o livro é uma novidade para você, reproduzo, a título de “apresentação”, o que a Fabiana Bertotti escreveu sobre ele no seu Cantinho:

Pense num livro bom! É este. Confesso que comecei a ler por pura simpatia ao escritor, mas ele logo me saiu da cabeça ao me comover com as histórias e dramas de Jerryl e Allice. Fala do passado sim, mas fala do presente sentimento de esperança que todos temos: esperança de amor, felicidade, fé plena de um momento grandioso que está prestes a acontecer. Se passa no século 19, e deste tempo traz o romantismo, os duelos e uma grande expectativa. Tem romance, tem conflito, tem mistério. Eu fui do riso às lágrimas e recomendo a todos. Não é só informação, não é só diversão, não é só leitura. Antes de tudo, é um grande espelho da esperança humana. O único defeito, na minha opinião, é não ter o dobro do tamanho. Acabei querendo mais. E uma dica: leia de uma vez só.

Uma entrevista com o Denis Cruz pode ser lida no site Criacionismo.

Mais detalhes sobre a obra e seu autor? Visite o blogue: denis-cruz.blogspot.com.br

Boa leitura!

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Livro do Mês: Mente Positiva, Dr.Julián Melgosa

Livro Mente Positiva

O Livro do Mês é um grande livro, em termos de tamanho (formato 28x 20) e de conteúdo e abrangência. Elaborado como um manual para desenvolver e manter um estilo de vida saudável, especialmente em relação com os cuidados da mente, aborda assuntos como o poder do pensamento, fobias, ansiedade, depressão, complexos, timidez, ira e agressividade, transtornos mentais e sexuais, traumas psíquicos, violência conjugal, famílias monoparentais, sexo saudável, consumismo, sentimento de culpa, potencialização da memória, anorexia nervosa, inteligência emocional saudável, entre outros. O autor, Dr Julián Melgosa, é doutor em Psicologia e ex-professor da Open University (Inglaterra). Atualmente dirige a Faculdade de Educação e Psicologia da Universidade Walla Walla (Washington, Estados Unidos).

Para participar do sorteio de um exemplar do livro, siga @Ler_pra_crer no Twitter e dê RT nos tuítes de divulgação com o link: [Sorteio “Livro do Mês”: Mente Positiva, Dr. Julián Melgosa. Sorteio Dia 2/5 http://kingo.to/14Nk  Siga @Ler_pra_crer e dê RT] O sorteio será no dia 2 de maio.

Sem pretensão de substituir orientações dos profissionais da área (para superar transtornos psicológicos, o paciente deve primeiramente buscar a ajuda de um médico ou psicólogo), o capítulo 12 trata da prevenção de doenças mentais e sugere uma lista de atividades simples e úteis à conservação da saúde emocional. Seguem alguns trechos:

A psicologia positiva diria que, pelas circunstâncias em que vivemos, não sentimos frequentemente as emoções positivas em nossa vida. As pessoas têm obsessão por empreendimentos que oferecem um extenso inventário de emoções negativas. Como resultado, a maioria das pessoas vive infeliz e pode acabar sofrendo transtornos mentais.

Em termos concretos, propomos uma série de atividades simples, mas de efeito marcante, que podem ser de grande benefício para todas as pessoas, especialmente para aquelas que desejam prevenir doenças mentais.

1. Seja otimista. Quando alguma coisa sair errada com você, pense nas possíveis soluções, não apenas em dados desesperadores que impeçam a superação do assunto…

2. Fortaleça sua autoestima. Ao se sentir inferior, você está diminuindo suas “defesas” contra as doenças mentais. Desenvolva o hábito de cada dia nutrir mais segurança naquilo que faz. Observe seus pontos fortes (que todos temos), pense em suas conquistas. Se não encontrar nada, fale com alguém de confiança para ajudá-lo a identificar essas coisas…

3. Procure apoio nas pessoas. Cultive o melhor relacionamento possível com seu cônjuge, seu chefe, seus companheiros e vizinhos. É importante o tratamento amável e cortês, como também demonstrar cooperação e respeito para com todos. Organize seu tempo para se dedicar mais à sua família de maneira amistosa. Evite ficar sozinho, ver televisão em excesso…Procure sair e usar seu tempo para conversar com outras pessoas.

4. Mantenha-se ativo. Praticamente todo tipo de desequilíbrio mental mantém forte resistência à qualquer atividade. Dedique tempo necessário ao seu trabalho. Depois, no horário de descanso, procure fazer outra atividade de natureza distinta (se seu trabalho é sedentário, pratique esportes ou realize exercícios físicos).

5. Enfrente a culpa. Se você tem sentimento de culpa, fundado ou infundado, procure agir rapidamente, pois esse sentimento é perigoso para a saúde mental. Se falou ou fez algo que magoou outra pessoa e a lembrança do fato relembra sua culpa, fale com a pessoa ofendida. Peça perdão com sinceridade e humildade… Às vezes, a pessoa ofendida não tem disposição para aceitar suas desculpas. Nesse caso, peça auxílio a Deus e confesse sua culpa. A Bíbliz diz que “se confessarmos os nossos pecados [culpas], Ele (Deus) é fiel e justo para perdoar os nossos pecados e nos purificar de toda injustiça” (1 João 1:9).

6. Cuide de sua saúde física. A saúde física e mental mantêm uma relação muito íntima… Esteja atento à sua dieta. Coma alimentos o mais natural possível. Faça exercício físico. Cuide de seu descanso noturno. Durma pelo menos sete a oito horas diariamente. Evite substâncias químicas. As drogas, álcool e o café, inclusive, alteram o sistema nervoso central e o estado de ânimo. Calcula-se que 15% de todos os casos de doenças mentais estejam associados ao uso de álcool ou drogas, ou tiveram alguma influência deles.

7. Seja humanitário. Participe de algum plano de apoio aos desamparados ou pessoas necessitadas. Isso lhe causará bem e trará satisfação aos favorecidos… Ao sentir que sua ajuda traz benefícios aos outros, verá que seus problemas diminuirão e até desaparecerão.

8. Mantenha uma atitude confiante. É uma das medidas mais proveitosas para conservar a saúde mental. Não seja pessimista quanto ao futuro. Relembre o passado, concentrando-se no que aconteceu de bom e não de ruim. Afaste o pensamento de desastres, desgraças e calamidades.

9. Procure os ambientes naturais. Os transtornos mentais encontram sua base de desenvolvimento em ambientes urbanos, enquanto a saúde integral se desenvolve em meio à natureza. Se as pressões do trabalho impedem que você viva fora da cidade, leve, então, a natureza à sua casa através de plantas, flores, um animal de estimação, etc. Quando tiver oportunidade, faça um passeio no campo, num parque ou montanha e desfrute com todos os sentidos o que a natureza lhe oferece.

10. Inclua em sua vida o aspecto espiritual. A dimensão espiritual pode ser fortalecida por meio da música, meditação, reflexão na vida de personagens exemplares; mas a espiritualidade mais completa é alcançada através da experiência religiosa na qual, pela fé, se admite a existência de Deus. Não de um deus cruel que se alegra com o castigo e sofrimento de suas criaturas, mas um Deus amoroso que ouve e responde às orações de Seus filhos. Por meio da oração e da aproximação com Deus, você obterá tranquilidade e paz mental.

 

 

 

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O Segredo da Vitória


Ao vencedor darei o direito de sentar-se comigo em Meu trono, assim como Eu também venci e sentei-Me com Meu Pai em Seu trono. Apocalipse 3:21

O tema da vitória é apresentado intensamente no livro de Apocalipse. Cada uma das mensagens às sete igrejas se encerra com uma promessa ao que vencer (Ap 2:7, 11, 17, 26; 3:5, 12, 21). Mas como podemos vencer? As forças espirituais arregimentadas contra nós parecem tão poderosas e nós somos tão fracos. Como podemos sair vitoriosos nessa batalha? Em nossa fraqueza encontra-se o segredo da vitória. Se nos submetermos ao Salvador e nos apoiarmos totalmente nEle, todas as forças do inferno serão afastadas de nós.

Prezado amigo, quero partilhar com você uma promessa que reconheço ser verdadeira, pois já a coloquei à prova vez após outra, e nunca falhou: “Coisa alguma é aparentemente mais desamparada, e na realidade mais invencível, do que a pessoa que sente seu nada, e confia inteiramente nos méritos do Salvador. Pela oração, pelo estudo de Sua Palavra, pela fé em Sua constante presença, a mais fraca das criaturas humanas pode viver em contato com o Cristo vivo, e Ele a segurará com mão que nunca a soltará” (Ellen G. White, A Ciência do Bom Viver, p. 182).

Note a tríplice fórmula da citação:

1. Oração. A vida do vencedor é de oração. A oração que vive e respira a presença de Deus, a oração proferida ou silenciosa, a oração em meio às tarefas e aos cuidados diários.

2. Estudo da Palavra. O estudo da Palavra de Deus e a vida vitoriosa andam de mãos dadas. O estudo da Bíblia com oração é capaz de nos fortalecer no Senhor e em Sua vontade. A leitura esporádica nos deixa fracos e vacilantes; contribui para o fracasso. E não ler significa que rapidamente cairemos presas do inimigo.

3. Fé na constante presença de Deus. Vivemos pela fé. A fé é a essência da vida cristã. Ao nosso redor, as forças do secularismo e do materialismo nos envolvem com seu poder, seduzindo-nos a lançar nossa sorte com elas e a “comer, beber e alegrar-nos”. Mas a fé diz “não”! Há mais abundância de vida do que nossos olhos podem enxergar. Existe outro mundo, o reino de realidade suprema, a presença de Deus. Essa vida passageira não é tudo o que existe. Deus nos criou para Ele!

Tente. Lance-se nos braços de Deus. Quanto mais fraco se sentir, maior será a força dEle em você. Jesus, o vitorioso, lhe concederá o poder da vitória.

Fonte: William G. Johnson. Jesus, a Preciosa Graça (Meditações Diárias)

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10 Razões Porque Alguns Casamentos Fracassam

1.Você escolhe a pessoa errada porque espera que ele/ela mude depois do casamento.
O erro clássico. A regra de ouro é: Se você não pode ser feliz com a pessoa como ela é agora, não se case. “Na verdade, pode-se esperar que alguém mude depois de casado… mudará para pior!”
Jeremias 13.23 “Porventura pode o etíope mudar a sua pele, ou o leopardo as suas manchas? Então podereis vós fazer o bem, sendo ensinados a fazer o mal.”
Portanto, quando se trata da espiritualidade, caráter, higiene pessoal, habilidade de se comunicar e hábitos pessoais de outra pessoa, capacidade de relacionamento, assegure-se de que pode viver com estes como são agora, ou então trate de ajudar seu futuro cônjuge, se você tem certeza que esse é o reservado por Deus para você e veja se há disponibilidade para mudanças, e alegria em fazê-las.

2. Você escolhe a pessoa errada porque se preocupa mais com a paixão que com o caráter.
A paixão acende o fogo, mas o bom caráter prepara e o mantém aceso. Esteja consciente da síndrome “Estar apaixonado”. “Estou apaixonado” significa “Sinto atração física.” A atração está lá, mas o que realmente atrai você? Você averiguou cuidadosamente o caráter dessa pessoa? Averiguou o seu próprio caráter que o motiva a aceita-los?
Aqui estão quatro traços de personalidade para serem definitivamente testados:
Humildade: Esta pessoa acredita que “fazer a coisa certa” é mais importante que o conforto pessoal? Está disposto a manter um relacionamento santo até o casamento? Combinaram em ficar reservado em todos os aspectos? E principalmente esta pessoa é temente e submissa a Deus?
Bondade: Esta pessoa gosta de ver e proporcionar o bem estar aos outros? Como ela trata as pessoas com as quais não tem de ser agradável? Ela faz algum trabalho voluntário? Faz justiça?
Responsabilidade: Posso confiar que esta pessoa fará aquilo que diz que fará? Afinal é uma pessoa de palavra? Como é esta pessoa

com seus pais? É responsável com seu trabalho, seus compromissos?
Felicidade: Esta pessoa gosta de si mesma? Ela aprecia a vida? É emocionalmente estável? É uma pessoa equilibrada?
Você Perguntou-se: Eu desejo ser como esta pessoa? Quero ter um filho com esta pessoa? Gostaria que meu filho se parecesse com ela?

3. Você escolhe a pessoa errada porque vocês não partilham metas de vida em comum e prioridades.
Existem três maneiras básicas de nos conectarmos com outra pessoa:
1. Compatibilidade. Nos entendemos?
2. Partilhamos interesses em comum? Nos importamos com as mesmas coisas?
3. Compartilhamos o mesmo objetivo de vida? Aquilo que se pretende alcançar quando se realiza uma ação; alvo, fim, propósito.
Assegure-se de que você compartilha o profundo nível de objetivos de vida em comum. Após o casamento, os dois crescerão juntos ou crescerão separados. Para evitar crescer separado, você deve encontrar sua alma gêmea. Ter os mesmos interesses e objetivos.
Esta é a verdadeira definição de “alma gêmea.” Uma alma gêmea tem o mesmo objetivo – duas pessoas que em última instância compartilham o mesmo entendimento ou propósito de vida, e, portanto possuem as mesmas prioridades, valores e objetivos.

4. Você escolhe a pessoa errada porque logo se envolve em namoro no padrão do mundo e sexualmente antes do casamento.
O envolvimento íntimo antes do compromisso de casamento torna-se um grande problema, porque muitas vezes impede uma completa exploração de aspectos importantes. O envolvimento íntimo tende a nublar a mente da pessoa. E uma mente nublada não está inclinada a tomar decisões corretas. É movida apenas pela paixão.
José soube que apesar de Maria estar grávida, ele jamais a tocou, ela estava desposada com ele, isto é, ligada intimamente no espírito, ou reservada, prometida em casamento ou noiva.
Não é necessário fazer um “test drive” para descobrir se um casal é intimamente compatível. Se você faz a sua parte e tem certeza que é intelectual e emocionalmente compatível, não precisa se preocupar sobre compatibilidade sexual. De todos os estudos feitos sobre o divórcio, a incompatibilidade sexual jamais foi citada como o principal motivo para as pessoas se divorciarem.

No verdadeiro meio cristão não se utiliza a pratica e nem a palavra namoro, mas procurando agradar e obedecer a Deus usa-se o termo e a pratica reservado.

5. Você casa com a pessoa errada porque não tem uma profunda compreensão emocional com esta pessoa.
Para avaliar se você tem ou não uma profunda compreensão emocional, pergunte: “Respeito e admiro esta pessoa?”
Isso não significa: “Estou impressionado por esta pessoa?” Nós ficamos impressionados por um carro de luxo. Não respeitamos alguém porque tem um carro, mas porque tem caráter e autoridade moral. Você deveria ficar impressionado pelas qualidades de criatividade, lealdade, determinação, sinceridade, alto padrão de moralidade, etc.
Pergunte também: “Confio nesta pessoa?” Isso também significa: “Ele ou ela é emocionalmente estável? Sinto que posso confiar nele/nela?”

6. Você se envolve com a pessoa errada porque escolhe alguém com quem não se sente emocionalmente seguro.
Faça a si mesmo as seguintes perguntas: Sinto-me calmo, relaxado e em paz com esta pessoa? Posso ser inteiramente eu mesmo com ela? Esta pessoa faz-me sentir bem comigo mesmo? Você tem um amigo realmente íntimo que o faz sentir assim? Assegure-se que a pessoa com quem vai se casar faz você sentir-se da mesma forma!
De alguma maneira, você tem medo desta pessoa? Você não deveria sentir que é preciso monitorar aquilo que diz por que tem medo da reação da outra pessoa. Se você tem receio de expressar abertamente seus sentimentos e opiniões, então há um problema com o relacionamento.
Um outro aspecto de sentir-se seguro é que você não sente que a outra pessoa está tentando controlá-lo. Controlar comportamentos é sinal de uma pessoa doente, é uma pessoa sádica(satisfação, prazer com a dor alheia). Esteja atento para alguém que está sempre tentando modificá-lo. Há uma grande diferença entre “controlar” e “fazer sugestões.” Uma sugestão é feita para seu benefício; uma declaração de controle é feita para o benefício ou satisfação de outra pessoa.

7. Você fica com a pessoa errada porque você não põe todas as cartas na mesa.


Tudo aquilo que o aborrece no relacionamento deve ser trazido à tona para entendimento. Falar sobre aquilo que incomoda é a única forma de avaliar o quão positivamente vocês se comunicam, negociam e trabalham juntos. No decorrer de toda a vida, as dificuldades inevitavelmente surgirão.

Você precisa saber antes de assumir um compromisso: Vocês conseguem resolver suas diferenças e fazer concessões que sejam boas para ambas as partes?
Nunca tenha receio de deixar a pessoa saber aquilo que o incomoda. Esta é também uma maneira para você testar o quanto esta pessoa se importa com você. Se não se importar, então não pode ser íntimo. Os dois devem caminham juntos.

8. Você escolhe a pessoa errada porque usa o relacionamento para escapar de problemas pessoais e da infelicidade.
Se alguém é infeliz quando solteiro, provavelmente será infeliz quando casado, também. O casamento não conserta problemas pessoais, psicológicos e emocionais. Na melhor das hipóteses, o casamento apenas os agravará.
Se alguém não está feliz consigo mesmo e com sua vida, aceite a responsabilidade de consertá-la agora. Você se sentirá melhor, e seu cônjuge lhe agradecerá.

9. Você escolhe a pessoa errada sem saber que ele/ela está envolvido em um triângulo.

Estar “triangulado” significa que a pessoa é emocionalmente dependente de alguém ou de algo, ao mesmo tempo em que tenta desenvolver um outro relacionamento. Uma pessoa que não se separou de seus pais é o exemplo clássico de triangulação. As pessoas também podem estar trianguladas com objetos, tais como o trabalho, drogas, a Internet, passatempos, esportes ou dinheiro.
Assegure-se de que você e seu parceiro estejam livres de triângulos, dependências ou vícios. A pessoa apanhada em um triângulo não pode estar emocionalmente disponível por completo para você. Você não será a prioridade número um. E isso não é base para um casamento.

10. Você não vive bem no casamento porque não tem sido um verdadeiro(a) servo de Deus.
Você erra por não estar com a vida consagrada, seu alguém de profunda intimidade com Deus na oração. Gostar de ler e obedecer sua palavra?
Como seu casamento vai bem se você não para ouvir o Senhor?
O Espírito de Deus vive realmente dentro de você, ou o visita de vez em quando, quando o Senhor pela sua misericórdia resolve lhe dar momentos de refrigério?

Fonte: Esposa Virtuosa.

Publicado no blog da  Rádio Novo Tempo: Casamentos fracassam porque…

 

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As “Más” Consequências de Ensinar o Cristianismo às Crianças

Em um livro dedicado ao público jovem, Harold Coffin escreveu que a medida máxima do valor de um sistema de crenças é o efeito e a influência que tem sobre a vida de seus adeptos. Quais seriam, então, os prováveis efeitos e a influência do modo como um sistema de crenças encara a educação das crianças, por exemplo?
 
Em um post em “homenagem” a Richard Dawkins — geneticista ateu que em um de seus livros defendeu a ofensiva proposição de que ensinar religião às crianças é “abuso infantil” —, Thomas A. Gilson reapresenta alguns dos resultados de importante pesquisa sobre os efeitos da educação religiosa na vida dos adolescentes americanos. O que segue é parte do que ele escreveu [a motivação do post vem da contínua e anti-intelectual recusa de Richard Dawkins de debater o conteúdo de seu livro com o apologista cristão William Lane Craig].
Segundo Thomas, o que Dawkins faz é astutamente comparar a educação religiosa com o abuso sexual, e sentenciar a primeira como sendo pior. Mas o famoso cientista tenta sustentar essa afirmação sem dados sistemáticos, apenas com algumas páginas de historietas, relatos de pessoas que sofreram nas mãos de educacores religiosos mal-orientados. Histórias como essas, infelizmente, podem ser encontradas, mas o que elas representam?
Se a formação religiosa deve ser tomada como abuso de crianças, então isso implica uma hipótese científica óbvia: crianças com educação religiosa devem mostrar alguns dos sintomas típicos das crianças abusadas. Estes sintomas são bem conhecidos. Eles incluem medo, ataques de pânico, distúrbios alimentares, depressão, baixa auto-estima, irritabilidade, dificuldade em se relacionar com os outros, abuso de substâncias, e assim por diante.
Há dados que permitem testar essa hipótese?
Christian Smith, sociólogo da Universidade da Carolina do Norte em Chapel Hill [agora em Notre Dame], conduziu um estudo amplo e autoritativo chamado Estudo Nacional da Juventude e Religião. Os resultados foram publicados no livro de 2005  Soul Searching: The Religious and Spiritual Lives of American Teenagers (Em Busca da Alma: A Vida Espiritual e Religiosa dos Adolescentes Americanos, em co-autoria com Melinda Lundquist Denton), pela editora da Universidade Oxford, a mesma universidade a que Dawkins está vinculado. 

Este estudo ordenou seus 3.290 participantes em níveis de envolvimento religioso: os Devotados, os Regulares, os Esporádicos e os Não-envolvidos. Como os agrupamentos religiosos  predominantes nos Estados Unidos são cristãos, os  “Devotados” e “Regulares” eram predominantemente cristãos — protestantes e católicos. Portanto, estes resultados podem muito bem ser tomados como relativos especificamente ao cristianismo (resultados para outras religiões são difíceis de determinar a partir dos dados).

Os adolescentes mais próximos do grupo “Devotados” e não do grupo “Não-envolvidos” eram os menos envolvidos em comportamentos negativos como:

  • Hábitos: fumar, beber, usar maconha, usar pornografia, jogos de “ação”/violência; assistir a filmes restritos;
  • Na Escola: notas baixas, turmas de recuperação, suspensões ou expulsões;
  • Atitudes: mau humor, rebeldia para com os pais;
  • Sexo: envolvimento físico precoce, incluindo número de parceiros e idade de primeiro contato sexual.

Os mais “Devotados” na escala apresentaram mais destes resultados positivos:

  • Bem-estar emocional: Satisfação com a aparência física, planejamento para o futuro, reflexão sobre o sentido da vida, sentimento de estar sendo cuidado, libertação da depressão, não se sentir sozinho e incompreendido, não se sentir “invisível”, não se sentir culpado com frequência, ter um senso de significado para a vida, relacionar-se bem com os irmãos;
  • Interação com os adultos: proximidade com os pais,  conexão com um bom número de adultos, sentir-se compreendido pelos pais, sentir que os pais dão atenção, sentimento de que têm a “quantidade certa de liberdade” dos pais;
  • Raciocínio moral e honestidade: Crença na moralidade estável e absoluta, menor tendência a adotar uma mentalidade de competição e de levar vantagem (“get-ahed”) ou a mentalidade de apenas buscar prazeres, menos propensos a mentir para os pais e trapacear na escola;
  • Compaixão: Consideração pelas necessidades dos pobres, cuidado com os idosos, preocupação com a questão da justiça racial;
  • Comunidade: Participação em grupos, doações financeiras, trabalho voluntário (inclusive com pessoas de diferentes raças e culturas), ajuda a pessoas desabrigadas, disposição para assumir liderança nas organizações.

As descobertas são esmagadoras. Página após página, gráfico após gráfico, em cada uma das 91 variáveis estudadas, quanto mais próximos os adolescentes ficaram da escala dos “Devotados”, mais saudável suas vidas se mostraram.

Esses são os resultados do “abuso infantil” de Dawkins, aquilo que ele reclama como sendo tão ruim para as crianças. Até o momento, este é o melhor estudo já publicado sobre o assunto. E o curioso é que esses dados já estavam disponíveis bem antes que Dawkins publicasse seu ataque. Ele teve ampla oportunidade de saber o que a ciência tinha a dizer.

H. Allen Orr escreveu: “[Dawkins] tem um conjunto predeterminado de conclusões a que ele está determinado a chegar. Consequentemente, [ele] usa qualquer argumento, ainda que débil, que parece levá-lo lá.” Em outras palavras, ele vê apenas o que quer ver. O irônico é que isso é o que ele acusa os crentes de fazer.
Fonte: Thinkingchristian.net