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O Amor Pode Esperar

 Foge, também, dos desejos da mocidade. 2 Timóteo 2:22, ARC

 

Imagino que muitos de meus leitores sejam jovens solteiros, para quem, numa cultura de indulgência, o sexo pré-marital seja uma das maiores tentações. Se você leva a sério seu compromisso com Cristo, gostaria de fazer duas considerações. Primeira: você deve decidir com antecedência seu tipo de namoro. Se você deixar para decidir quando as emoções estiverem fora de controle, você já terá perdido a batalha. Segunda: lembre-se ainda de que estudos indicam que o sexo pré-marital aumenta consideravelmente a chance do sexo extraconjugal tanto para você como para o futuro cônjuge.

 Quais são os argumentos em geral usados para a defesa do sexo leviano?

“Todo mundo está fazendo.” Isso não é verdade. Mas, ainda que fosse, esse é um argumento precário. Suponhamos que 90% das pessoas desenvolvam úlceras. Deveria a Associação Médica reescrever os textos de medicina ou tentar persuadir os outros 10% de que úlcera é algo bom para a saúde?

“Sexo pré-marital foi aceito em muitas culturas. Assim, valores morais dependem da cultura.” O argumento é tão fraco como o anterior. Joseph Daniel Unwin, erudito inglês, estudou 80 civilizações dos últimos quatro mil anos. Ele impressionou-se com fato de que as escolhas sempre foram: promiscuidade sexual e declínio, ou disciplina sexual e criatividade. Segundo ele, qualquer sociedade é livre para escolher uma das alternativas, mas não há liberdade quanto aos resultados. A promiscuidade da década de 1960 está hoje cobrando um enorme preço das pessoas, famílias e governos.

 – “Sexo é uma necessidade como ar, água e alimento.” Você não pode viver sem ar, água e alimento. Mas, creia, você pode viver sem sexo. Respirar, beber e alimentar-se, usualmente, não ferem outras pessoas. Por outro lado, o sexo pré-marital é capaz de magoar profundamente e destruir vidas.

“Repressão sexual prejudica o psiquismo.” O sociólogo Herbert J. Miles, PhD, estudioso da sexualidade humana, indica que não há qualquer evidência séria de que a abstinência do sexo pré-marital seja prejudicial à vida emocional normal ou que seja perigoso para o sucesso no casamento. A verdade é precisamente o oposto. O sexo praticado de modo contrário à orientação divina deixa marcas físicas, emocionais e espirituais. “Fugi da prostituição.” 1 Coríntios 6:18, ARC.

Os argumentos em defesa do sexo descomprometido entre jovens são vários e, sem dúvida, têm exercido considerável impacto. Essa lógica distorcida tem três fortes aliados: (1) inexperiência e curiosidade da juventude, (2) força da propaganda e (3) o poder da inclinação sexual. Além dos argumentos discutidos acima, analise ainda o engano de outras teorias que tentam validar o sexo pré-marital:

 – “Muitas autoridades recomendam.” Escolha qualquer curso de conduta que você queira seguir e você encontrará “autoridades” para endossar sua escolha. Cada autoridade tem predisposições pessoais. É importante que você determine “quem” disse isso e “por quê”.

 – “Se você não transigir, há outros que o farão.” Se um candidato a ser seu companheiro de vida se utilizasse desse tipo de conversa, estaria automaticamente desqualificado. Ao vê-lo partir, você não terá perdido nada.

 – “Precisa-se experimentar o casamento para ver se há compatibilidade.” Esse é o argumento “experimente antes de comprar”. A questão é realmente simples: Como você pode testar o casamento se você não tem casamento? Como você vai testar o casamento num relacionamento em que faltam os elementos básicos do matrimônio: compromisso, determinação para se resolver as dificuldades e vontade incondicional? Na realidade, o namoro é uma fase de experiência em que o teste deve começar pela observação séria do caráter, da convivência familiar, da responsabilidade com a vida, do trabalho, entre outras responsabilidades. Se você fizer do sexo o “teste” para o casamento, estará escolhendo a base errada para uma construção dessa magnitude.

 – “Um simples papel não fará diferença.” Essa é a conversa de quem não quer compromisso sério. De fato, o que importa não é o “papel”, mas o que ele representa: compromisso, lealdade e determinação. O que aconteceria a um aluno que fosse apenas “ouvinte” ou “visitante” em algumas aulas na universidade? Com que determinação ele enfrentaria os exames, leituras, trabalhos, estágios e exigências? Na primeira dificuldade, estaria fora. Não há nada mágico no papel, mas a confiança, o respeito mútuo, a dedicação sem limites e a comunicação verdadeira são possíveis apenas em um ambiente de envolvimento. A cerimônia do casamento e o compromisso social e legal que estão envolvidos desenvolvem a disposição para um relacionamento exclusivo e duradouro.

 Lembre-se: o amor pode esperar, mas a concupiscência é impaciente.

Fonte: Amin A. Rodor (Encontros com Deus. Meditações Diárias, 2014)

 

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Mesmo que Eu Fosse um Ateu, Eu Seria um Cristão

Ou, para ser mais claro, eu seria um admirador, um apoiador do Cristianismo.
Mas isso não faz sentido nenhum…Você não acredita que existe um Deus, mas iria apoiar a crença que defende que Ele existe?

Sim, eu seria um ateu que espera haver um Deus como o que os cristãos descrevem. Eu não necessariamente acredito que o meu time irá ganhar o campeonato este ano, mas eu posso esperar… Eu posso comprar ingressos e torcer. E ainda que eu fosse um ateu, gostaria de fazer isso porque acredito que qualquer pessoa de bom coração (se ela não pode acreditar) pelo menos esperaria que fosse verdade. Eu creio que qualquer pessoa de bom coração, depois de ler como Jesus se comportou e como tratou os outros, esperaria que o Deus desse Jesus fosse verdadeiro… mesmo que ela não acredite agora.

Embora eu pudesse não acreditar, eu esperaria que em algum lugar lá fora, haveria alguma coisa consciente que se preocupa, alguma coisa consciente com vontade de confortar e com poder para fazer isso. Mesmo que eu fosse ateu,  esperaria que algum dia houvesse um acerto de contas para aqueles que fazem o bem mesmo sem ganhar nada e para aqueles que fazem coisas horríveis e ainda vivem todos os seus dias no conforto. Esperaria que o cara que se recusou a mentir sobre o seu vizinho e perdeu seu lugar com o poderoso iria algum dia ser recompensado pelo sacrifício. Esperaria que a mãe que perdeu seus filhos um dia iria vê-los novamente. Esperaria que os homens que exterminassem uma aldeia, ignorassem a fome para que eles pudessem se manter no poder e, sem piedade, tornassem difícil para os pobres sair da exclusão… Que aqueles que descuidadamente causassem separação e divórcio, aqueles que criticassem e agredissem seus cônjuges e filhos, aqueles que atacassem outras pessoas fisicamente e verbalmente para alimentar sua vaidade e ego… Esperaria que chegasse um dia em que com JUSTIÇA pagassem por isso, ou pelo menos sentissem e mostrassem arrependimento.

Mesmo que eu fosse ateu e acreditasse que quando uma pessoa viesse a morrer, aquilo seria o fim da recompensa ou castigo para sempre, eu ainda esperaria que um dia, em uma imprevista reviravolta de eventos que levassem as pessoas de volta à sua consciência anterior, toda essa justiça iria acontecer… Os sofredores e os injustiçados seriam confortados, e os cruéis, impiedosos e egoístas enfrentariam uma justa retribuição.

Esperaria também que uma pessoa que cometesse erros e se sentisse triste por causa  deles pudesse ser perdoada e trilhar seu caminho na companhia de pessoas boas que nunca tivessem cometido os erros que você poderia ter feito. Esperaria que uma pessoa não  fosse rotulada para sempre por um erro que tivesse cometido.

Mesmo que eu não acreditasse que toda essa justiça e todo esse bem fossem acontecer, eu ainda esperaria que acontecessem. Eu acredito que qualquer pessoa de bom coração esperaria isso.

Mas como você pode esperar algo que você não acredita que seja possível?

Bem, a única coisa que a história e a ciência TÊM nos ensinado é que não temos ideia do que é realmente possível. O que acontece na realidade e continua a acontecer não deixa de confundir e surpreender a humanidade. Assim, assumir que você sabe o que é e o que não é possível é uma demonstrável falácia. Mas esperar pelo que você acha difícil acreditar é humano; e o que você espera diz muito sobre quem você realmente é.

Fonte: OntheroadtoGod

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O ABC da Salvação: Explicando Como Fomos/Somos Salvos

“Onde encontro as passagens da Bíblia que mostram que Jesus morreu em lugar dos pecadores?” Feita por quem aparentemente pouco conhecia sobre a mensagem do evangelho, uma pergunta assim tão oportuna para apresentar o “Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” me fez recordar estas palavras:

Muitas pessoas há que querem saber o que fazer para serem salvas. Querem uma explicação simples e clara dos passos indispensáveis para a conversão e nenhum sermão deve ser feito sem que nele se contenha uma porção especialmente destinada a esclarecer o caminho pelo qual os pecadores podem atingir a Cristo para se salvarem.

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Os pastores devem apresentar a verdade de maneira clara e singela. Há, entre seus ouvintes, muitos que precisam de uma positiva explanação dos passos exigidos na conversão. As grandes massas do povo são mais ignorantes a esse respeito do que se supõe. Entre os formados das escolas superiores, os eloquentes oradores, hábeis estadistas e homens em elevadas posições de confiança, muitos há que dedicaram suas faculdades a outros assuntos, e negligenciaram as coisas de maior importância. Quando homens tais fazem parte de uma congregação, o orador muitas vezes põe em jogo todas as suas faculdades para produzir um discurso intelectual, e deixa de revelar a Cristo. Não mostra que o pecado é a transgressão da lei. Não torna patente o plano da salvação. Aquilo que teria tocado o coração dos ouvintes, seria apontar-lhes Cristo morrendo para pôr a redenção ao seu alcance. (Ellen White)

O trecho que segue, extraído do livro “O Sacerdócio Expiatório de Jesus Cristo”, de Frank. B. Holbrook,  cita algumas das passagens requeridas na pergunta, além de apresentar uma explicação breve e simples do processo da salvação, com base na “parábola do santuário” – os rituais estabelecidos por Deus para o santuário israelita. Antes, porém, um esclarecimento sobre as palavras “tipo” e “antitípico”: “tipo” é aquilo que é usado como prefiguração (ex.: no santuário, o sacrifício do cordeiro era um “tipo” que apontava para o futuro sacrifício de Cristo); “antitípico” é aquilo que consuma ou cumpre o simbolismo do “tipo”, tornando realidade aquilo para o qual o “tipo” apontava.

Os escritores bíblicos são enfáticos:

“NEle [en] não existe pecado” (I João 3:5).”

Aquele que não conheceu [ginosko] pecado” (II Cor. 5:21).”

[Ele] não cometeu pecado” (I Pedro 2:22). E o próprio Cristo desafiou Seus críticos: “Quem dentre vós Me convence de pecado? (João 8:46).

É evidente que Cristo, o sacrifício antitípico, era tudo quanto o tipo exigia: era “sem defeito”, ou seja, sem pecado. Alguns argumentam que Cristo veio à Terra com inclinação egocêntrica e egoísta exatamente como nós, com a diferença de ter resistido a seus apelos. Acontece que não existe nas Escrituras a menor sugestão de que a vontade de Cristo tivesse propensão natural para ser ou agir independentemente do Pai. A parábola do santuário ajuda-nos a corrigir esta teologia aberrante quando enfatiza as qualidades impolutas do prometido Redentor. Somente um Salvador sem pecado poderia efetuar morte expiatória capaz de prover salvação para o mundo.

Matar um animal com as próprias mãos causava profunda impressão no ofertante. O animal era inocente; jazia passivamente diante dele. Quando cortava a garganta da vítima, o ofertante sabia que em realidade era seu pecado que estava provocando a morte daquela criatura inocente. “E porá a mão sobre a cabeça da oferta pelo pecado e a imolará” (Lev. 4:29). Nessa representação diante do altar, o israelita penitente reconhecia também o juízo divino sobre o pecado. Em cada vítima sacrifical moribunda, e na própria morte de nosso Senhor, vemos demonstrado o juízo de Deus sobre o pecado: a morte. “O salário do pecado é a morte” (Rom. 6:23). “A alma que pecar, essa morrerá” (Eze. 18:4). Um Deus santo não pode considerar a transgressão levianamente, pois o pecado é uma rebelião firmemente arraigada contra tudo que é bom, nobre e verdadeiro dentro da própria natureza da Divindade. Santidade e pecaminosidade não podem coexistir. Para reinar harmonia moral no Universo, é preciso erradicar o pecado. O princípio do egoísmo é incompatível com o princípio do amor altruísta. Por conseguinte, o juízo divino sobre os que permanecem impenitentes e obstinados numa atitude de rebelião é a morte eterna e eterna separação (cf. Apoc. 20:14 e 15; 21:8).

Salvação pela substituição: já toquei neste ponto quando falei sobre a transferência de responsabilidade. É preciso, porém, dizer algo mais. Vamos citar novamente a passagem fundamental do Antigo Testamento sobre o significado dos sacrifícios cruentos: “Porque a vida da carne está no sangue. Eu vo-lo tenho dado sobre o altar, para fazer expiação pela vossa alma, porquanto é o sangue que fará expiação em virtude da vida. [ … ] Porque a vida de toda carne é o seu sangue” (Lev. 17:11-14). O sangue do animal transportava e simbolizava sua vida. Por isso, seu sangue derramado sacrificialmente significava sua vida sacrificada, ou seja, sua vida oferecida em favor daquele que oferecia o sacrifício. “O texto, portanto, de acordo com sua clara e óbvia significação, ensina a natureza vicária do rito do sacrifício. Vida é oferecida por vida, a vida da vítima pela vida do ofertante.” Quando o pecador arrependido punha a mão sobre a cabeça da vítima que levara e confessava seus pecados, o animal (em figura) tornava-se seu portador de pecados. Pela morte subseqüente, pagava o castigo do pecado merecido pelo ofertante. É claro, pois, que a morte do animal portador de pecados substituía a morte legítima do ofertante. Através da “janela” da parábola do santuário, percebemos que a morte sacrifical de Jesus Cristo é uma morte substitutiva. Ele seria o portador de pecados da humanidade. Sofreria o castigo dos nossos pecados, expiando-os e reparando-os por Sua morte. Disso testificam tanto os tipos como as Escrituras. Eis algumas passagens importantes que confirmam esta verdade:

1. “Antes de tudo, vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu pelos [hyper] nossos pecados, segundo as Escrituras” (I Cor. 15:3).

2. “Carregando [anaphero] ele mesmo [Cristo] em Seu corpo, sobre o madeiro, os nossos pecados” (I Ped. 2:24).

3. “Pois também Cristo morreu, uma única vez, pelos pecados, ajusto pelos [hyper] injustos (I Ped.3:18).

4. “[Cristo] Se manifestou uma vez por todas, para aniquilar, pelo sacrifício de Si mesmo, o pecado.

[ … ] Assim também Cristo, tendo-Se oferecido uma vez para sempre para tirar [anaphero, literalmente “carregar”] os pecados de muitos, aparecerá segunda vez” (Heb. 9:26-28).

5. “Aquele [Cristo] que não conheceu pecado, Ele [Deus] O fez pecado por [hyper] nós; para que, nEle, fôssemos feitos justiça de Deus” (lI Cor. 5 :21).

Não devemos interpretar mal a linguagem sacrifical dessas passagens. Assim como o sacrifício era “sem defeito”, assim também Cristo era pessoalmente sem pecado sem mancha nem culpa. E assim como o pecado e a culpa do penitente eram transferidos figuradamente para o sacrifício, assim também o pecado e a culpa da humanidade foram imputados a Cristo. Foi desse modo que Cristo carregou nosso pecado e nossa culpa, morrendo como nosso grande portador de pecados e substituto, embora Ele próprio fosse, tanto na vida como na morte, imaculado e irrepreensível.

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Sexo: a Verdade Nua e Crua

 
 
Josh McDowell é autor de muitos livros na área de apologética cristã e teologia, e muitos desses livros me ajudaram quando da minha transição do darwinismo para o criacionismo bíblico. Justamente por isso, fiquei surpreso quando um amigo me indicou o livro A Verdade Nua e Crua (CPAD), escrito por McDowell e Erin Davis. “Josh escrevendo sobre sexo?”, pensei, com certa estranheza. Claro que nada o impedia de escrever sobre isso, mas o que me deixou empolgado foi imaginar Josh usando toda a capacidade argumentativa dele para tratar de um tema dominado pelo relativismo e pela desinformação. Mais do que depressa, comprei o livro e li-o em poucas horas (sim, o livro é pequeno; tem apenas 150 páginas). Não me decepcionei. É apologética aplicada aos relacionamentos e à sexualidade, com informações consistentes e argumentos imbatíveis – a menos que o leitor persista na teimosia e resolva colher as consequências da atitude “nada a ver” assumida por muitos jovens. Mas, se você é mais sensato que isso e se preocupa com sua saúde espiritual, sexual, relacional e física, não deve deixar de ler o livro e colocar seus conselhos em prática.
 
Outro detalhe me deixou muito feliz ao conhecer A Verdade Nua e Crua: muitas das informações que ele traz sobre a neuroquímica cerebral relacionada com o sexo eu só havia encontrado num livro ainda não traduzido para o português (confira minha resenha aqui). Tá certo que Hooked (o ótimo livro a que me refiro) é ciência pura do começo ao fim e explica detalhadamente o funcionamento de neurotransmissores como a ocitocina, a vasopressina, a dopamina e a noradrenalina, mas o livro de Josh não deixa por menos, dispensa os detalhes que provavelmente cansariam o leitor “médio” e extrai a essência das pesquisas científicas. Enfim, traz o suficiente para convencer muitos céticos e gente que anda em cima do muro, quando o assunto é sexo.
 
A Verdade Nua e Crua tem 39 capítulos que, na verdade, são respostas breves a perguntas relacionadas a amor, sexo e relacionamento. Logo de início, os autores afirmam que “o mundo reconhece que há fortes razões para se abster do sexo, mas Deus não nos chama apenas à abstinência. Ele nos chama à pureza. […] [E] pureza é uma virtude. Não é simplesmente a escolha de evitar o sexo. É um compromisso de viver de acordo com o projeto de Deus. Pureza significa dizer não ao sexo, mas só para que você possa experimentá-lo no relacionamento de amor conjugal que Deus criou” (p. 15, 16).
 
No capítulo 2, os autores procuram mostrar que a Bíblia tem uma visão positiva do sexo. Citam Provérbios 5:19, em que Salomão fala sobre um encontro físico que satisfaz e inebria; citam também o livro de Cantares, repleto de descrições sensuais de cenas de amor entre um homem e uma mulher; e Paulo, que recomenda o sexo com frequência entre pessoas casadas. Assim, “os versículos que costumam retratar o sexo sob um aspecto negativo de fato não são sobre sexo. Estão relacionados ao mau uso do sexo fora do projeto de Deus. […] Deus não é contra o sexo. Ele é tão a favor disso que deseja que todo homem e toda mulher experimentem o sexo de acordo com Seu projeto original” (p. 18, 19).
 
No capítulo 3, os autores falam do “hormônio do amor”, a ocitocina, neurotransmissor liberado pelo cérebro durante o ato sexual e/ou intimidades físicas, e que produz sentimentos de empatia, confiança e profunda afeição. “O propósito é criar um profundo laço ou vínculo humano”, explicam. “Mas há um detalhe”, completam. “Pesquisas provam que o projeto de Deus para a intimidade alcança seu melhor entre marido e mulher, sem outros parceiros sexuais.”
 
Exemplo citado pelos autores: um levantamento da Universidade de Chicago revelou que casais monogâmicos casados registram os níveis mais altos de satisfação sexual. Segundo o levantamento, 87% de todos os casais monogâmicos casados relataram que são “extremamente” ou “muito” satisfeitos com seu relacionamento sexual, e 85% se declararam “extremamente” ou “muito” satisfeitos emocionalmente. “Em outras palavras, a ocitocina está fluindo no cérebro de muitos casais casados!” (p. 22). Josh e Erin destacam ainda que os menos satisfeitos física e emocionalmente são os solteiros e casados que têm vários parceiros sexuais. “Quando esperamos até o casamento para fazer sexo, estabelecemos um nível de intimidade inigualável” (p. 22). Talvez por isso o número de separações seja maior entre casais cujas mulheres tiveram vida sexual ativa antes do matrimônio.
 
Conclusão do capítulo: “Mulheres que iniciam precocemente a atividade sexual e aquelas que têm vários parceiros são menos satisfeitas na vida sexual do que as mulheres que se casam com pouca ou nenhuma experiência sexual. O jornal USA Today chamou essa pesquisa de ‘vingança das senhoras da igreja’” (p. 23).
 
O órgão sexual mais poderoso
 
No capítulo 6, Josh e Erin falam um pouco mais do órgão sexual mais poderoso, o cérebro. Segundo eles (baseados em amplas pesquisas), o “cérebro não se torna automatizado para fazer escolhas rápidas e prudentes sobre sexo até que você esteja na faixa dos vinte anos. Neurocientistas descobriram que o cérebro de adolescentes ainda estão amadurecendo em outras áreas também. Uma das últimas partes do nosso cérebro a amadurecer é o sistema responsável por juízos sensatos e [por] acalmar emoções descontroladas. É chamada de córtex pré-frontal. […] O sistema límbico [local em que ficam as emoções brutas] lida com urgências e desejos. Só o córtex pré-frontal é capaz de fazer escolhas coerentes com base em consequências futuras. Pense sobre isso desta forma: se o sistema límbico é um leão faminto, o córtex pré-frontal é um domador de leões bem treinado” (p. 33, 34).
 
Os autores reafirmam que “a mudança de funcionamento do sistema límbico para o córtex pré-frontal não costuma estar completa até os 25 anos […], mas jovens nesse estágio de desenvolvimento estão tomando decisões sobre sexo que terão consequências para o resto de suas vidas. […] [Não é à toa] que quase dois terços dos estudantes sexualmente ativos gostariam de ter esperado” (p. 34).
 
Essa informação mostra que os adolescentes precisam do aconselhamento de adultos nos quais eles possam confiar. E quando esses adultos devem ter se mostrado dignos dessa confiança? Exatamente na infância desses adolescentes. Família é tudo!
 
A mídia, de modo geral, não está nem aí para essas coisas (como também não está para os riscos do álcool, por exemplo). Fala apenas em “sexo seguro” com preservativos (Josh voltará a esse assunto mais à frente). Mas “ninguém desenvolveu um preservativo para a mente. Só Deus é capaz de proteger nosso órgão sexual mais poderoso até que tenhamos aquele relacionamento no qual somos capazes de desfrutar plenamente os prazeres mentais, emocionais e físicos que o sexo pode dar” (p. 35).
 
No capítulo 7, os autores aprofundam o tema da neuroquímica. Eles explicam que “o cérebro feminino recebe altas doses de ocitocina sempre que há toque e abraços. A vasopressina é um hormônio que faz a mesma coisa no cérebro masculino [isso é tratado em profundidade em Hooked]. No contexto de um relacionamento de amor e compromisso, o cérebro libera níveis crescentes de ocitocina e vasopressina para manter a segurança dos laços emocionais. Deus projetou nosso corpo para reagir fisicamente à intimidade em longo prazo, e essa resposta acontece no cérebro [permita-me um testemunho: depois de 15 anos de casados, minha esposa e eu experimentamos muito mais intimidade hoje do que antes; cada ano que passa o casamento fica mais gostoso]. Quando trocamos de parceiros continuamente, os níveis de ocitocina diminuem e o cérebro não funciona como esperado na liberação de ocitocina. Atividade sexual promíscua gasta a produção de vasopressina no cérebro masculino, tornando os homens insensíveis ao risco de relacionamentos de curto prazo. Sexo casual, sem compromisso, pode mudar seu cérebro literalmente no sentido químico” (p. 37). Ou seja, pessoas que não se preservam para o casamento ou que mantêm múltiplos relacionamentos prévios (“ficam”) estão prejudicando o futuro relacionamento com a pessoa com quem decidirão passar o resto da vida.
 
No contexto da química cerebral relacionada ao sexo, além da ocitocina e da vasopressina, há também o hormônio do “bem-estar” chamado dopamina (depois a gente fala da noradrenalina). “Se a ocitocina é a substância que nos diz que estamos apaixonados, a dopamina diz: ‘Preciso de mais!’ Pesquisadores detectaram níveis elevados de dopamina no cérebro de casais recém-apaixonados. A dopamina estimula o desejo provocando uma torrente de prazer no cérebro” (p. 37).
 
Só que a dopamina é “neutra”. Ela é liberada, independentemente de a causa ser construtiva/correta ou destrutiva/incorreta. Ela age como uma droga e o cérebro sempre vai pedir mais. Daí por que Salomão fala em “embriaguez” com a esposa (Pv 5:19). Se o sexo for praticado unicamente com o cônjuge, o(a) companheiro(a) fica literalmente “viciado” no cônjuge. Mas e se não for?
 
Josh e Erin explicam: “Cada vez que você passa para outro relacionamento, precisa ter um pouco mais de contato sexual a fim de satisfazer o desejo do seu cérebro por dopamina [motivo pelo qual geralmente em um novo relacionamento as intimidades partirão de onde foram interrompidas no relacionamento anterior], e o efeito dos laços emocionais começa a se desestabilizar. Além disso, pelo fato de a dopamina provocar uma intensa sensação de prazer, casais sexualmente ativos com frequência substituem os sentimentos de afeição por essa sensação de excitação. Seus relacionamentos se deterioram rapidamente quando começam a buscar mais dopamina em vez de verdadeira intimidade” (p. 37, 38).
 
Assim, vale a pena esperar e se preservar porque, “quando o sexo é reservado para o casamento, nosso cérebro ainda recebe doses de substâncias neuroquímicas que tornam o sexo tão excitante, e nosso cérebro pode, então, processar essas substâncias [ocitocina, vasopressina e dopamina] de maneira a promover relacionamentos e reações saudáveis” (p. 38).
 
Lembra-se da noradrenalina? Se a ocitocina e a vasopressina são “substâncias do amor” e a dopamina do prazer, a noradrenalina é a “substância da memória”. Quando experimentamos algo muito emocional e sensorial, a noradrenalina é liberada pelo cérebro e fixa essa recordação na memória. “Como os encontros sexuais são bastante emocionais e sensoriais, seu cérebro responde com uma dose dessa substância e fixa cada experiência em sua mente”, explicam os autores. E afirmam ainda que, “quando não esperamos até o casamento para fazer sexo, trazemos mentalmente nossos outros parceiros sexuais para o leito conjugal” (p. 39), tornando difícil obedecer à recomendação de Hebreus 13:4.
 
O perigo real das DSTs
 
Os capítulos 8 a 18 tratam de um tema delicado e extremamente preocupante: o aumento da incidência das doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) e suas consequências devastadoras. É para assustar mesmo, porque a mídia popular – mais uma vez – tenta colocar panos quentes sobre um tema grave, com a desculpa de que as pessoas têm mais é que “curtir” a vida. Filmes, novelas, livros e revistas ensinam um estilo de vida desregrado e glamourizam isso, sem mostrar o que acontece depois, com uma frequência muito acima do que as campanhas pelo “sexo seguro” estão dispostas a admitir.
 
Vamos aos fatos: “Nos anos 1960, médicos tratavam de duas principais DSTs – sífilis e gonorreia. Essas duas doenças podiam ser curadas com uma vacina. Hoje, os médicos reconhecem 25 DSTs principais, das quais 19 não têm cura. Nos anos 1960, um em cada 60 adolescentes sexualmente ativos contraia uma DST. Por volta dos anos 1970, esse número passou para um em cada 47. Hoje, um em cada quatro adolescentes sexualmente ativos está infectado” (p. 40). É isto mesmo o que você leu: um em cada quatro! E mais: “Em dois anos a partir de sua primeira relação sexual, metade dos adolescentes são infectados com pelo menos um das três DSTs comuns” (p. 40).
 
A DST mais comum é o HPV, ou papiloma vírus humano, transmitido facilmente e nem sempre evitado por preservativos. O dado estarrecedor é que 80% por cento de todas as mulheres terão HPV quando estiverem com 50 anos e 70% dos homens envolvidos sexualmente contraem HPV. Nos últimos cinco anos, o HPV matou mais mulheres do que a aids, geralmente em decorrência do câncer do colo uterino – e o número de mortes causadas por esse tipo de câncer tem aumentado assustadoramente entre mulheres jovens. Além disso, estima-se que 30 a 40% dos partos prematuros e mortes de bebês resultam de DSTs. “Se você escolher fazer sexo fora do casamento durante a adolescência, seu risco de infecção é de pelo menos 25% a cada ano. Se tivesse pelo menos uma chance em quatro de ser atingido por um raio, ninguém sairia durante uma tempestade” (p. 62). Sexo seguro?
 
No capítulo 11 são apresentadas correlações entre DSTs e adolescência, isso porque dois terços de todas as DSTs ocorrem com pessoas abaixo dos 25 anos; de cada cinco norte-americanos com HIV, três foram infectados na adolescência; os adolescentes são dez vezes mais suscetíveis do que adultos à doença inflamatória pélvica (DIP); em 2005, 50% dos casos de clamídia era em adolescentes; em 2002, a gonorreia era doença infecciosa mais registrada entre pessoas de 15 a 24 anos.
 
Mas por que os adolescentes são tão suscetíveis às DSTs? Para Josh e Erin (baseados em pesquisas), são duas as respostas: biologia e comportamento.
 
As razões biológicas para a alta susceptibilidade dos jovens em relação às DSTs estão relacionadas especialmente às mulheres. “No revestimento do colo uterino, uma jovem tem grande quantidade de células chamadas ‘células colunares’. Essas células estão expostas ao longo de todo o revestimento do colo uterino. À medida que a jovem cresce, essas células colunares são cobertas por células epiteliais escamosas. Essas células começam a formar camadas e, por fim, cobrem completamente as células colunares. Mas esse processo não está completo até que a mulher esteja em torno dos 25 anos” (p. 50, 51). Mas qual é o problema? Este: as células colunares são muito receptivas (como uma esponja) e qualquer doença que entrar em contato com elas acabará se fixando ali (as células colunares são mais de 80% mais receptivas a infecções do que as células epiteliais escamosas).
 
Assim, “uma garota de 15 anos tem uma em oito chances de desenvolver doença inflamatória pélvica (DIP) simplesmente fazendo sexo, ao passo que uma mulher de 24 anos tem apenas uma chance em oitenta na mesma situação. […] Em geral, uma adolescente é 80% mais vulnerável a contrair DST do que alguém acima dos 25 anos” (p. 50, 51). E, para piorar, as adolescentes tendem a escolher parceiros sexuais mais velhos que, teoricamente, tiveram outras experiências sexuais com mais probabilidade de estar infectados (mais de 87% dos casos de DSTs não apresentam sintomas).
 
Pelo que se pode ver, a mulher frequentemente sai em maior desvantagem quando o assunto é sexo promíscuo. Ela deveria, portanto, ser mais firme e dizer não, levando em conta tudo o que está em jogo, no presente e no futuro. E o homem com H maiúsculo também deve dizer não, a fim de proteger a pessoa a quem ama (mesmo que ainda nem conheça essa pessoa).
 
Josh e Erin apontam uma “coincidência” interessante: as mudanças no colo do útero de uma mulher acontecem na mesma fase da vida em que o cérebro passa do sistema límbico (emoções brutas) para o córtex pré-frontal (tomada de decisões morais). “Está claro que Deus nos preparou para o máximo do sexo quando esperamos pelo seu tempo” (p. 51), concluem.
 
Além de a suposta proteção dos preservativos ser isto mesmo: suposta (já que eles não protegem assim tão eficazmente contra as DSTs), “não há um preservativo ou anticoncepcional no mercado que possa protegê-lo da influência do sexo em seu corpo, cérebro ou coração. Deus deseja nos dar segurança verdadeira com Seu projeto sem sexo fora do casamento. Somente o plano divino para sua vida sexual oferece 100% de proteção. […] Abstinência antes do casamento e fidelidade durante o casamento são as únicas formas de garantir que você não será infectado por uma DST” (p. 55, 70).
 
O ex-cirurgião geral Everett Koop disse para Josh: “Você precisa adverti-los [os jovens] de que [a promiscuidade entre adolescentes] é algo assustador. Hoje, se você mantiver relações sexuais com uma mulher, não está se relacionando apenas com ela, mas com cada pessoa com quem essa mulher possa ter mantido relações sexuais nos últimos dez anos [muitas DSTs podem ficar incubadas por esse tempo], e com todas as pessoas com quem elas se relacionaram” (p. 86).
 
Por isso, embora isso pareça fora de moda, os pais devem orientar seus filhos a não namorar muito cedo. “Pesquisas provam que quanto mais cedo os jovens começam a namorar, mais são propensos a se tornarem sexualmente ativos” (p. 117). Veja só:
 
– Entre os que começam a namorar aos 12 anos, 91% fizeram sexo antes de concluir o ensino médio.
 
– Dos que retardaram o namoro até os 15 anos, 40% perderam a virgindade no ensino médio.
 
– Dos que esperaram até os 16 anos para começar a namorar, apenas 20% fizeram sexo antes da graduação.
 
No capítulo 13, os autores mencionam duas histórias tristes e representativas. Uma delas é a da menina que foi sexualmente ativa durante o ensino médio. Ela nunca apresentou sintomas de DST e nunca fez exames. Vários anos depois, encontrou o homem dos sonhos dela. Eles se casaram e tentaram começar uma família, mas ela não conseguia engravidar. Quando foi ao médico, a mulher descobriu que tinha DIP, causada por clamídia. Ela teve que voltar para casa e contar para o marido que eles nunca teriam filhos.
 
A outra história é de um rapaz que perdeu a virgindade aos 15 anos com uma garota a quem pensava amar. Dez anos mais tarde, ele aprendeu o que é o verdadeiro amor ao encontrar a mulher de sua vida e se casar com ela. Ela se casou virgem. Após vários anos de casados, a esposa descobriu que estava com câncer de colo do útero, provavelmente causado pelo HPV que o marido lhe havia transmitido sem saber. Embora ela tenha escolhido esperar, foi forçada a pagar um alto preço porque ele não esperou.
 
Quer se proteger e a quem você vai amar pelo resto da vida? Não pratique sexo antes do casamento. Espere por ele/ela. Depois de casado, vocês terão muitos anos de vida sexual ativa e de sexo realmente seguro, puro e intenso. Espere mais um pouco.
 
Saúde mental e pornografia
 
Como se não bastasse o perigo alarmante das DSTs, há também os riscos do sexo não marital para a saúde mental. E é sobre isso que Josh e Erin falam no capítulo 19, com mais dados impressionantes como estes:
 
– Adolescentes sexualmente ativas são 300% mais propensas a cometer suicídio do que adolescentes virgens.
 
– Meninos sexualmente ativos na adolescência são 700% mais propensos ao suicídio do que os rapazes que esperam.
 
– Mais de 25% das meninas sexualmente ativas entre 14 e 17 anos disseram que se sentem deprimidas, comparadas a 7,7% das virgens.
 
– Aproximadamente dois terços dos adolescentes que fizeram sexo dizem que desejariam ter esperado. “A culpa de ter cedido algo que não pode ser recuperado pode durar mais do que qualquer outra consequência” (p. 75).
 
A Dra. Freda McKissic Bush, do Medical Institute for Sexual Health, citada por Josh e Erin, diz que “com quanto mais pessoas você mantiver relações [sexuais], mais dificuldade terá para formar relacionamentos saudáveis no futuro, quando estiver pronto para estar com uma só pessoa” (p. 74).
 
Vale ou não a pena esperar? “O sexo após o casamento equivale à segurança. O sexo fora do casamento leva à insegurança, culpa, vergonha, depressão, desespero e sofrimento. […] Todos os que praticam o sexo antes do casamento estão roubando de seu futuro cônjuge uma área singular de crescimento juntos como casal” (p. 75, 91).
 
Sobre a pornografia (assunto tratado no capítulo 37), os autores comentam que o prazer gerado pela contemplação de imagens pornográficas também está relacionado com a dopamina, o que acaba viciando as pessoas e fazendo com elas se tornem dependentes de mais “doses” para obter prazer. A noradrenalina agirá “prendendo” as imagens no cérebro, o que também causará problemas no relacionamento sexual com o cônjuge.
 
Assim, desde cedo é preciso haver cuidado com a exposição a imagens de conteúdo sexual. “Pesquisadores […] observaram que adolescentes expostos a muito conteúdo sexual na TV […] são duas vezes mais propensos a fazer sexo no ano seguinte do que os expostos a pouco conteúdo [dessa natureza]” […], e que “a pornografia […] induz os jovens a buscar experiências sexuais” (p. 129).
 
Resumo de todos os males: “Sexo fora do casamento expõe as pessoas a doenças; coloca-as em risco de ter filhos sem se casar; afeta de modo negativo sua capacidade de criar vínculos; e pode levar à depressão, insegurança e aumento da tendência ao suicídio. Monogamia mútua no contexto do casamento lhe dá a liberdade para desfrutar dos prazeres do sexo sem nenhuma das consequências citadas” (p. 96). Você quer livre ou escravo? Feliz ou infeliz? A escolha é sua.
 
Errei, e agora?
 
A Bíblia diz que “tudo [Deus] fez formoso em seu tempo” (Ec 3:11, grifo meu). Mas, e se você se adiantou e fez antes do tempo o que deveria ter esperado para desfrutar somente no contexto matrimonial? E se você nasceu num ambiente desfavorável e somente conheceu os princípios bíblicos depois de ter cometido erros e caído em pecado? Não há mais esperança para você? A fixação de memórias pela noradrenalina é um mal inapagável? Graças a Deus, não.
 
Em João 1:9, lemos: “Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça” (grifo meu). O primeiro passo, portanto, consiste em admitir que sua atividade sexual antes e fora do casamento é pecado. Não se trata de um “erro” ou um “deslize”. Não. É pecado. Depois é só confessar a Deus e pedir de coração a purificação.
 
Em 2 Coríntios 5:17, lemos: “Se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo” (grifo meu). Quando aceita Jesus como Salvador, a pessoa renasce e deixa para trás as “coisas velhas”. Ela pode dizer como Paulo: “Esquecendo-me das coisas que para trás ficam e avançando para as que diante de mim estão, prossigo para o alvo” (Fp 3:13, 14). Claro que algumas consequências do comportamento irresponsável podem acompanhar você por toda a vida – uma doença, a esterilidade ou mesmo um filho –, mas o perdão e a purificação lhe são garantidos por Deus.
 
“Nossa cultura [evolucionista] ensina que o homem não é diferente dos animais no sentido de que o sexo é uma necessidade que precisamos satisfazer. A fim de seguir rumo à libertação do pecado sexual, é preciso entender que você não é um animal. Você foi feito à imagem de Deus (Gn 1:26), logo seu desejo por sexo não é como a experiência dos animais. Sua maior necessidade é por um relacionamento de intimidade com Deus. Essa é uma importante verdade. Se você tem procurado o sexo em vez de Deus para satisfazer sua maior necessidade, é provável que tenha enfrentado derrotas, porque está tentando suprir uma necessidade espiritual com um prazer físico. […] Peça que Ele satisfaça os anseios do seu coração” (p. 136).
 
Leia A Verdade Nua e Crua e coloque em prática seus conselhos. Seu presente e seu futuro agradecem.
 
 
Nota: A edição em língua portuguesa de The Bare Facts, publicada pela CPAD, tem apenas um defeito: os editores se esqueceram de colocar as referências do livro. Como os autores mencionam muitas pesquisas e publicações importantes, úteis para os leitores que queiram aprofundar seus conhecimentos, esse lapso acaba sendo “grave”, infelizmente. Já comuniquei a editora sobre isso e espero que numa futura edição o problema seja resolvido.[MB]
 
Fonte:  Michelson Borges (Criacionismo)
 
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Livro do Mês: O Sacerdócio Expiatório de Jesus Cristo, de F. B. Holbrook

O Livro do Mês é O Sacerdócio Expiatório de Jesus Cristo, de Frank B. Holbrook. Para participar do sorteio de um exemplar, siga @Ler_pra_crer no Twitter e divulgue o link da promoção, acompanhado da hashtag #rpsp: [Livro do Mês: O Sacerdócio Expiatório de Jesus Cristo. Sorteio 7 de agosto. Siga @Ler_pra_crer e dê  RT http://kingo.to/19JC #rpsp%5D

A “inspiração” para a escolha veio do sucesso do projeto “Reavivados por Sua Palavra“, que tem promovido a leitura sistemática de um capítulo da Bíblia por dia (milhares de pessoas estão envolvidas globalmente; acompanhe a campanha no Twitter – hashtag #rpsp). Pelo calendário do projeto, neste mês de julho entramos no livro de Levítico (hoje, por exemplo, o capítulo lido foi o 16).

Muitos não sabem que “Amarás o teu próximo como a ti mesmo” é uma citação de Levítico (Lev. 19:18). Estudar a mensagem deste livro é fundamental para os que desejam crescer na graça e no conhecimento de Cristo. Embora o livro a ser sorteado não seja um estudo específico apenas de Levítico, as detalhadas prescrições apresentadas no terceiro livro da Bíblia  de como deveriam ser oficiados os serviços do santuário, por exemplo , fazem parte daquilo que Holbrook chama de “parábolas rituais” destinadas a nos ensinar o evangelho e a ampliar nossa compreensão de Jesus Cristo e do plano divino para salvar pecadores. Altamente qualificado, Holbrook foi um grande estudioso do tema, tendo sido diretor associado do Biblical Research Institute (Instituto de Pesquisa Bíblica) e também secretário da Comissão de Estudos Sobre Daniel e Apocalipse. Além de farto material sobre o assunto do santuário, o livro traz estas preciosidades nos apêndices: o ABC da Salvação Pessoal, o Princípio Dia-Ano, os Santuários de Israel e, por fim, Diagramas Proféticos. A seguir algumas palavras introdutórias do próprio Holbrook:

Meu pai, embora tenha sido criado católico romano, entrou para a Igreja Metodista logo nos primeiros anos de sua vida adul­ta. Esta era a denominação que sua noiva frequentara na infância. Foi assim que tive a sorte de ser criado em um lar cristão e frequen­tar, nos meus primeiros oito anos de vida, a Escola Dominical e ou­tros cultos realizados por uma grande congregação metodista de Washington, D.C.

Enquanto eu frequentava a Escola Dominical e aprendia mais so­bre Jesus, algumas perguntas começaram a formar-se em minha mente juvenil. Se Jesus era tão bondoso e amável e ajudava a tanta gente, por que havia voltado para o Céu? Por que não ficara um pouco mais na Terra? O que estaria Ele fazendo agora no Céu? Ape­sar dos muitos anos de convívio com outros cristãos, meus pais ja­mais tinham ouvido um sermão sobre a segunda volta de Cristo, muito menos qualquer exposição sobre o motivo por que Jesus ha­via ascendido ao Céu ou sobre o que estaria fazendo lá atualmente!

Somente depois de haver começado a estudar diligentemente os ensinos da Igreja Adventista do Sétimo Dia é que meus pais real­mente descobriram a maravilhosa verdade sobre o sacerdócio de Je­sus Cristo no santuário celestial. Subitamente, a luz começou a raiar em nossa mente. Há uma nítida ligação entre o santuário terrestre e o celeste (tipo e antítipo); por isso, conhecer o primeiro lançaria luz sobre a natureza do ministério celestial do Salvador no segun­do. Esse conceito trouxe o Céu para mais perto da Terra, e pela pri­meira vez os céus emudecidos que ocultavam o Salvador da nossa vista, por assim dizer, começaram a falar. Através de meticuloso es­tudo, poderíamos agora reconstituir nos rituais típicos do santuário terrestre as reais atividades redentivas efetuadas por nosso Sumo Sacerdote nas realidades superiores!

Desde então, estudar ininterruptamente o Cristo vivo e exaltado na função de nosso Sumo Sacerdote tornou-se o interesse central de nossa família […] Minha oração é que, nas páginas a seguir, o leitor possa considerar o assunto com atenção e assim confirmar e aprofundar sua fé no ministério redentivo de Cristo no Céu. “Santos irmãos, que participais da vocação celestial,  considerai atentamente o Apóstolo e Sumo Sacerdote da nossa confissão, Jesus” (Heb. 3:1).

Boa leitura!

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Ben Carson, Emory e a Moralidade da Evolução

Dr. Ben Carson

Em artigo publicado no The Baltimore Sun, Richard Weikart, professor de História na California State University, explica por que o protesto esboçado na Universidade de Emory contra Ben Carson, o proeminente neurocirurgião que contesta a teoria da evolução, é equivocado (Weikart é autor do livro From Darwin to Hitler: Evolutionary Ethics, Eugenics, and Racism in Germany).

Antes de passar ao texto do Dr. Richard, acredito ser útil, para efeito de contextualização, ressaltar algumas palavras usadas por Ben Carson na entrevista que teria sido a fonte da “consternação”:

“By believing we are the product of random acts, we eliminate morality and the basis of ethical behavior.” (Ao crer que somos o produto de “atos do acaso”, eliminamos a moralidade e o fundamento do comportamento ético.)

Ultimately, if you accept the evolutionary theory, you dismiss ethics, you don’t have to abide by a set of moral codes…, you determine your own conscience based on your own desires. (Em última análise, se você aceita a teoria da evolução, dipensa a ética, não precisa defender um conjunto de códigos morais e determina sua própria consciência baseada nos próprios desejos.)

Segue, então, o que o professor Weikart escreveu sobre o assunto:

Quase 500  professores e estudantes da Emory University expressaram sua consternação em razão de que o orador de segunda-feira não segue a linha ideológica deles quando se trata de biologia evolutiva. Sim – suspiro –, Ben Carson, o renomado neurocirurgião da Universidade de Johns Hopkins, não acredita na teoria evolutiva. Não só isso: os professores de biologia de Emory e apoiadores também acusam o Dr. Carson de cometer um crime de pensamento, porque ele supostamente “iguala a aceitação da evolução com falta de ética e moralidade”.

Como sou um historiador que estudou e publicou sobre a história da ética evolucionista, fiquei bastante surpreso com a “consternação” dos membros da Universidade Emory  sobre a crença do Dr. Carson de que a evolução mina a ética e a moralidade objetiva. No verão passado, eu assisti a uma grande conferência interdisciplinar da Universidade de Oxford sobre “A Evolução da Moralidade e a Moralidade da Evolução”. Assim, estou bem ciente de que há uma variedade de pontos de vista na academia sobre o tema. No entanto, muitos evolucionistas, desde a época de Darwin até o presente (incluindo um bom número nessa conferência  em Oxford), têm argumentado e ainda estão discutindo precisamente o ponto que o Dr. Carson levantou: eles afirmam que a moralidade evoluiu e, portanto, não tem existência objetiva.

Um dos oradores na conferência de Oxford era o proeminente filósofo da ciência Michael Ruse, que afirmou em um artigo de 1985 em coautoria com o biólogo de Harvard E.O.Wilson: “Ética como a entendemos é uma ilusão imposta a nós por nossos genes para nos levar a cooperar.” Por que os biólogos de Emory tentam fazer com que o Dr. Carson pareça um  tolo por afirmar que a evolução enfraquece a ética, enquanto um dos biólogos evolucionistas e um dos principais filósofos da ciência admitem que a evolução destrói qualquer moralidade objetiva? O professor Wilson em seu livro “Consilience”, argumentou: “Ou preceitos éticos, como justiça e direitos humanos, são independentes da experiência humana, ou então eles são invenções humanas.” Ele rejeitou a primeira explicação, à qual chamou de ética transcendentalista, em favor da última, que chamou de ética empirista.

Todo o campo da sociobiologia, que é um campo vigoroso da biologia fundada pelo Sr. Wilson na década de 1970, pressupõe que a moralidade é o produto de processos evolutivos e tenta explicar a maioria dos comportamentos humanos, descobrindo a sua alegada vantagem reprodutiva na luta evolutiva pela existência (mesmo alguns evolucionistas consideram algumas dessas histórias do tipo “contos de fada” especulativas ou mesmo simplesmente ridículas). Sociobiólogos, e seus colegas no campo relacionado da psicologia evolutiva, explicaram que muitos comportamentos pecaminosos, variando do adultério ao infanticídio, ao aborto, à guerra, ao homossexualismo – e muitos, muitos outros –, evoluíram porque conferiram vantagens reprodutivas  àqueles que praticam esses comportamentos. Por outro lado, eles também argumentam que os comportamentos altruístas, como ajudar os pobres, curar os enfermos e cuidar das pessoas com deficiência, são simplesmente comportamentos que ajudaram nossos antepassados a transmitir os seus genes para a próxima geração.

A idéia, no entanto, de que a evolução mina padrões morais objetivos dificilmente é uma descoberta recente da sociobiologia. Em “Descent of Man”, Charles Darwin dedicou muitas páginas para discutir a origem evolutiva da moralidade, e ele reconheceu o que isso significava: a moralidade não é objetiva, não é universal, e pode mudar ao longo do tempo. Darwin certamente acreditava que a evolução tinha implicações éticas.

Ben Carson, então, dificilmente deveria ser denunciado por argumentar que a evolução tem implicações éticas e que isso prejudica a moralidade. Se os professores da Universidade Emory querem argumentar que a evolução não tem implicações éticas, eles são livres para fazer esse argumento (eu me pergunto quantos deles realmente acreditam nisso). No entanto, se o fizerem, eles precisam reconhecer que não estão apenas argumentando contra “ignorantes” anti-evolucionistas, mas estão argumentando contra muitos de seus adorados colegas  na biologia evolutiva, incluindo o próprio Darwin.

Os graduandos da Emory University devem se sentir honrados em receber um discurso do Dr. Carson. Além do óbvio – sua técnica cirúrgica e perícia médica revolucionárias, que lhe renderam uma posição em um dos hospitais acadêmicos mais prestigiados nos Estados Unidos –, sua história de vida de superação da pobreza e sua dedicação posterior à filantropia servem de exemplo e inspiração. Sua disposição de abraçar corajosamente idéias que ele considera verdade, apesar do ridículo que lhe é direcionado, deve contar como outro ponto a seu favor.

 
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12 Razões Por Que Não Poderíamos Viver sem o Natal

Uma dúzia de razões por que não poderíamos viver sem o Natal.
Em Cristo Jesus temos:
1. A Verdade 
“Tu dizes que eu sou rei. Eu para isso nasci, e para isso vim ao mundo, a fim de dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade ouve a minha voz.” João 18:37
2. A vitória contra o mal
“Para isto o Filho de Deus se manifestou: para desfazer as obras do diabo.”
1 João 3:8
3. O convite da graça
“Os sãos não necessitam de médico, mas, sim, os que estão doentes; eu não vim chamar os justos, mas, sim, os pecadores ao arrependimento.” Marcos 2:17
4. A salvação
“Porque o Filho do homem veio buscar e salvar o que se havia perdido.”
Lucas 19:10
5. O resgate
“Porque o Filho do homem também não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate de muitos.” Marcos 10:45
6. A adoção
“Mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, para remir os que estavam debaixo da lei, a fim de recebermos a adoção de filhos.” Gálatas 4:4-5
7. A vida eterna
“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” João 3:16.
8.  A vida espiritual
“Nisto se manifesta o amor de Deus para conosco: que Deus enviou seu Filho unigênito ao mundo, para que por ele vivamos.” 1 João 4:9
9. A vida plena
“O ladrão não vem senão a roubar, a matar, e a destruir; eu vim para que tenham vida, e a tenham com abundância.” João 10:10
10. Restauração e elevação
“E Simeão os abençoou, e disse a Maria, mãe do menino: Eis que este é posto para queda e para levantamento de muitos em Israel, e para ser alvo de contradição.” Lucas 2:34.
11. A liberdade
“O Espírito do Senhor está sobre mim, porquanto me ungiu para anunciar boas novas aos pobres; enviou-me para proclamar libertação aos cativos, e restauração da vista aos cegos, para pôr em liberdade os oprimidos.”Lucas 4:18
12. Aceitação e misericórdia
“Digo pois que Cristo foi feito ministro da circuncisão, por causa da verdade de Deus, para confirmar as promessas feitas aos pais; e para que os gentios glorifiquem a Deus pela sua misericórdia…” Romanos 15:8-9