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Biografia de herói que inspirou filme indicado ao Oscar é lançada no Brasil

 

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A editora Casa Publicadora Brasileira lançou, ainda no ano passado (2016), a versão em língua portuguesa da biografia de Desmond Doss escrita por Frances M. Doss, segunda esposa do veterano de guerra que inspirou o filme “Até o último homem”, indicado a 6 Oscars em 2017. Leia o artigo “Herói improvável”, publicano na Revista Adventista (e a Entrevista com o próprio Desmond Doss, de 1987).

CPB lança biografia do herói adventista da II Guerra Mundial.

Pequena resenha/apresentação da editora:

“Senhor, ajuda-me a salvar mais um.”

A artilharia pesada em Okinawa multiplicava as vítimas, mas não intimidou Desmond Doss, soldado e homem de fé. Com a coragem e a força da oração acima, ele se recusou a procurar abrigo e carregou, um por um, seus companheiros caídos até um local seguro. Em aproximadamente cinco horas ele resgatou todos os 75 feridos naquele ataque. Este e outros atos heroicos fizeram com que ele recebesse a mais alta distinção que se pode conferir a um soldado norte-americano: a Medalha de Honra.
Porém, sua história não termina em 1945. Houve muitas outras batalhas e vitórias para o homem conhecido como “o mais improvável dos heróis”. Este livro conta cada uma delas.
Da infância marcada por acidentes à bravura na Segunda Guerra Mundial, da trágica perda de sua esposa Dorothy às batalhas contra a surdez e o câncer, Desmond Doss viveu com devoção insuperável. Devoção a seu país, a suas convicções e, acima de tudo, a seu Deus.

Detalhes do produto

Formato: 14.0 x 21.0 cm
Número de páginas: 176
ISBN: 978-85-345-2353-0
Acabamento: Brochura

Fonte (e “site” para adquirir o livro): CPB

Observação: Assim como Desmond Doss, funcionários da Casa Publicadora Brasileira (editora adventista) guardam o sábado. A compra de produtos no “site” só é possível fora das horas do sétimo dia bíblico, que começa ao pôr do sol de sexta-feira e termina ao pôr do sol de sábado.

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John Lennox: Não Confunda o “Motor Ford” com o “Doutor Ford”

 

 

Alguns céticos do cristianismo são conhecidos por argumentar que o grande sucesso da ciência, ao revelar os mecanismos físicos do universo, deve nos levar a concluir que a hipótese “Deus” é totalmente desnecessária. “A ciência acabará por revelar as leis da natureza e, uma vez conhecidas essas leis, a necessidade de Deus terá desaparecido”. É o que pensam. Isso faz sentido? Não de acordo com o professor, filósofo e matemático da Universidade de Oxford John Lennox. Em seu livro “God’s Undertaker“, Lennox afirma: “Tal raciocínio envolve uma falácia lógica comum.”

Veja como ele ilustra a falácia nesta citação (tradução de trecho de um capítulo da obra “Beyond Opinion: Living the Faith We Defend“):

O sucesso da ciência às vezes leva as pessoas a pensar que, por podermos compreender os mecanismos do universo, podemos concluir com segurança que não houve um Deus que o projetou e o criou em primeiro lugar. Esse raciocínio comete um erro lógico, uma vez que confunde “mecanismo” com “agência”. Considere um motor de carro Ford. É concebível que alguém que estivesse vendo um desses motores pela primeira vez e não soubesse nada de ciência pudesse imaginar que há um “deus” (Senhor Ford) no interior do motor e que esse “deus” o faz funcionar. É claro que, se tal pessoa, posteriormente, viesse a estudar engenharia e desmontasse o motor, iria descobrir que não há um “deus” (Senhor Ford) no seu interior. Também veria que não havia necessidade de introduzir o Senhor Ford como uma explicação para o funcionamento do motor: sua compreensão dos princípios impessoais de combustão interna seria suficiente para isso. No entanto, se ela decidisse então que sua compreensão dos princípios de como o motor trabalha torna impossível acreditar na existência de um Senhor Ford que projetou esse motor em primeiro lugar, isso seria patentemente falso. Se nunca houvesse um Senhor Ford para projetar os mecanismos, nenhum desses mecanismos existiria para ser compreendido.

Como essa ilustração se aplica a Deus e ao universo?

Lennox (novamente em “God’s Undertaker”) explica:

É igualmente um erro de categoria supor que a nossa compreensão dos princípios impessoais segundo os quais o universo funciona torna tanto desnecessário como impossível acreditar na existência de um Criador pessoal que o projetou,  que o fez e o sustenta. Em outras palavras, não devemos confundir os “mecanismos” pelos quais o universo funciona com a sua “Causa” ou o seu “Sustentador”.

Hawking, Dawkins e outros cientistas ateus não conseguem entender este ponto filosófico básico. Um dia, se houver uma explicação física total e completa de como cada partícula do universo se comporta, se chegarmos a um conjunto de equações que explique cada mecanismo físico, a questão fundamental de onde essas equações vieram ainda precisará ser respondida. Os cientistas não terão eliminado a existência do “Doutor Ford”.

Fontes:
ThePoachedEgg.Net
ToughQuestionsAnswered

 

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Dez Respostas Rápidas para Clichês Ateístas

Você não precisa ler centenas de livros para discutir sua fé com um ateu. Algumas vezes, afirmações e questões que são apenas chavões curtos podem ser respondidas também de forma curta, com a mesma rapidez. Na “Conferência dos Evangelistas” (2014), em Londres, o Professor John Lennox ofereceu algumas respostas rápidas a algumas declarações comuns de ateus [aqui acrescentadas de alguns links para postagens correlatas deste blogue] .

1) Você não acredita em Zeus, Thor e todos os outros deuses. Eu apenas vou um passo/deus a mais do que você e rejeito o Deus cristão.

O problema com esta ideia é que “deuses” como Zeus e Thor não são comparáveis ​​com o entendimento bíblico de Deus.

“Há uma grande distinção entre todos os deuses antigos do oriente próximo e o Deus da Bíblia”, diz o Prof. Lennox. “Aqueles são produtos da massa e da energia primordial do universo. O Deus da Bíblia criou os céus e a terra.” [A Bíblia entre os mitos: que diferença!]

2) A ciência já explicou tudo, e ela não inclui Deus.

A ciência não pode responder a certos tipos de questões, tais como “o que é ético?” e “o que é belo?” Mesmo quando se trata de questões sobre o mundo natural, que a ciência explora e às quais, por vezes, pode responder, existem diferentes tipos de explicações para coisas diferentes.

“Deus não compete com a ciência como uma explicação do universo mais do que Henry Ford compete com a lei de combustão interna como uma explicação do automóvel”, diz o professor.

3) A ciência se opõe a Deus.

Há certas concepções de “deus” que podem ser opostas à ciência, mas não a do Deus cristão. Pode haver certos tipos de “deuses” que são inventados para explicar coisas que não entendemos, mas eles não são cristãos.

“Se nos é oferecida uma escolha entre ciência e ‘deus’… não se trata de um conceito bíblico de Deus”, diz o prof Lennox. “O Deus bíblico não é um deus das lacunas, mas um Deus de todo o conjunto. Os fragmentos que entendemos [pela ciência] e aqueles que não entendemos.”

“Entre muitos pensadores proeminentes, a ideia deles sobre Deus é completamente pagã. Se você definir Deus como sendo um ‘deus’ das lacunas, então você tem mesmo que oferecer uma escolha entre ciência e ‘deus’”. [Cristianismo, Ciência e o Obscurantismo do Século XXI]

4) Você não pode provar que há um Deus.

Este tipo de declaração ignora que existem diferentes tipos de “prova”.

“Você pode provar que existe um Deus?” pergunta o Prof. Lennox. “Em sentido matemático, não.  Mas provar qualquer coisa [ não apenas a existência de Deus] é muito difícil. A palavra ‘prova’ tem dois significados. Há o significado rigoroso em matemática, que é muito difícil de fazer e raro. Mas depois há o outro sentido – que é ‘provar’ além da dúvida razoável.

Esse é o tipo de ‘prova’ que podemos apresentar: argumentos para levar alguém para além da dúvida razoável. Por exemplo, os argumentos racionais, como os dos filósofos Alvin Plantinga e William Lane Craig [Ex.: O Argumento Moral e o Ajuste Fino do Universo], a experiência pessoal dos cristãos e o testemunho dos relatos dos evangelhos na Bíblia.” [Cinco Razões Por Que os Historiadores Levam os Evangelhos a Sério]

5) Fé é acreditar sem nenhuma prova.

A fé cristã nunca foi sobre não ter nenhuma prova: os evangelhos foram escritos para fornecer provas, como o início do evangelho de Lucas: “Muitos já se dedicaram a elaborar um relato dos fatos que se cumpriram entre nós, conforme nos foram transmitidos por aqueles que desde o início foram testemunhas oculares e servos da palavra. Eu mesmo investiguei tudo cuidadosamente, desde o começo, e decidi escrever-te um relato ordenado…” (Lucas 1:1-3).

O fim do evangelho de João diz: “Estas coisas foram escritas para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome” (João 20:31).

Mas acreditar sem provas é uma noção comum de “fé” hoje em dia. “Essa definição está no dicionário e é acreditada por muitos”, diz o Prof. Lennox. “Então, quando falamos sobre a fé em Cristo, eles acham que isso é porque não há nenhuma prova. [O fato, porém, é que o evangelho de João mostra que] o cristianismo é uma fé baseada em provas.” [Jesus é Evidência de que Deus Existe]

6) A fé é uma ilusão. Eu não acreditaria em Deus mais do que no coelhinho da Páscoa, no Papai Noel ou no Monstro de Espaguete Voador.

Essas idéias se tornaram populares por meio de pessoas como o professor Richard Dawkins. A única coisa a que se prestam é à zombaria [e, como se sabe, zombaria não é argumento].

“Declarações de cientistas nem sempre são declarações da ciência”, afirma o Prof Lennox. “Stephen Hawking diz: ‘A religião é um conto de fadas para pessoas com medo do escuro’. Eu digo: ‘O ateísmo é um conto de fadas para pessoas com medo da luz’.

“Nenhuma destas afirmações prova nada. Elas são todas reversíveis. O que está por trás de todas essas afirmações é a ideia freudiana do “wish fulfilment” [a de que acreditamos naquilo que esperamos ser verdade].  Do lado ateísta, vai funcionar muito bem desde que provido que não há nenhum deus . Mas se há um Deus [e sabemos que Ele existe e é a Causa primeira], então o ateísmo é que é “wish fulfilment”.

7) O cristianismo afirma ser verdade, mas há grande quantidade de denominações, e todas elas discordam umas das outras. Por isso, o cristianismo deve ser falso.

Por que a existência de denominações implica que o Cristianismo seja falso? Isso poderia implicar que os cristãos têm personalidades e culturas muito diferentes – ou mesmo que os cristãos não são bons em relacionar-se uns com os outros – mas não que o cristianismo não é verdadeiro.

“Há diferentes tipos de equipes no futebol, mas todos elas jogam futebol”, afirma o Prof. Lennox.

8) A Bíblia é imoral.

Se você quer questionar a moralidade da Bíblia, que base essa sua moralidade possui? Pode haver uma séria contradição no bojo das críticas ateístas. Dawkins escreveu: “Num universo de elétrons e genes egoístas, de forças físicas cegas e de replicação genética, algumas pessoas vão se machucar, outras pessoas vão ter sorte, e você não vai encontrar nenhuma rima nem razão para isso, nem qualquer tipo de justiça. O universo que observamos tem precisamente as propriedades que são de se esperar que ele tenha, dando-se a premissa de que não existe nenhum desígnio, nenhum propósito, nenhum mal, nenhum bem, nada além de impiedosa indiferença”.

Se isso é verdade, então por que ele questiona a moralidade de qualquer coisa? “Dawkins diz que a fé é má”, diz Lennox. “Mas, ao mesmo tempo, ele elimina as categorias do bem e do mal. Isso não faz sentido.” [Sete Erros Fatais do Relativismo Moral]

9) Com certeza você não toma a Bíblia literalmente?

Alguns ateus (e alguns cristãos) têm uma idéia muito preto e branco de como interpretar a Bíblia. Você tem que tomá-la ‘literalmente’ ou lançá-la longe, eles pensam. Isso é ignorar a realidade da linguagem e como ela reflete a verdade.

“Jesus disse: ‘Eu sou a porta’”, diz o Prof. Lennox. “Jesus é uma porta como uma porta ali? Não. Ele não é um porta literal, mas é uma verdadeira porta para uma verdadeira experiência com Deus. A metáfora representa a realidade. A palavra “literal” é inútil.”

10) Qual é a evidência para Deus?
Você pode debater a existência de Deus ad infinitum. Pode ser muito interessante, especialmente quando você entra em detalhes e explora o assunto em profundidade. Mas, para um ateu, ele pode estar perdendo o ponto essencial ou evitando a verdadeira questão [Ou certas reflexões: Mesmo que Eu Fosse um Ateu, Eu Seria um Cristão]. O Prof. Lennox aconselha fazer a pergunta mais importante:

“Suponha que eu pudesse dar evidência de Deus. ​​Você estaria preparado, agora, para se arrepender e confiar em Cristo?”

Claro que existem respostas mais profundas para todas esses clichês. Você pode encontrar muitas dessas respostas em vídeos de debates, como este entre Lennox e Dawkins:

http://www.youtube.com/embed/DxD-HPMpTto

Fonte: Christiantoday

 

 

 

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Declaração da Igreja Adventista sobre a Pré-candidatura de Ben Carson

Nota do editor (Megaphone Adv): A Divisão Norte-Americana da Igreja Adventista do Sétimo Dia lançou esta declaração sobre o anúncio de 4 de maio do Dr. Ben Carson, neurocirurgião aposentado e membro adventista, que vai buscar a nomeação do Partido Republicano à presidência dos Estados Unidos.
No momento em que o ciclo eleitoral de 2016 dos Estados Unidos começa, a Igreja Adventista do Sétimo Dia está ciente do aumento do interesse na candidatura presidencial do Dr. Ben Carson.
A história do Dr. Carson é bem conhecida para a maioria dos adventistas, e ele é um médico muito respeitado.
A Igreja Adventista tem uma posição de longa data de não apoiar ou se opor a qualquer candidato a cargo eletivo. Esta posição baseia-se igualmente sobre a nossa posição histórica da separação entre igreja e estado, e sobre a lei federal aplicável em matéria de isenção de impostos da igreja.
Enquanto os membros da igreja individualmente são livres para apoiar ou se opor a qualquer candidato a cargo como entenderem, é crucial que a igreja, como uma instituição, permaneça neutra em relação a todos os candidatos a cargos. Cuidados devem ser tomados para que o púlpito e toda a propriedade da igreja continuem a ser um espaço neutro quando se trata de eleições. Os funcionários da igreja também devem exercitar extremo cuidado para não expressar pontos de vista em sua competência denominacional sobre qualquer candidato a cargo, incluindo o Dr. Carson.
Também queremos lembrar aos nossos membros da igreja, pastores e administradores da posição oficial da Igreja sobre a separação entre igreja e estado. A igreja tem trabalhado diligentemente para proteger os direitos religiosos de todas as pessoas de fé, não importando sua filiação denominacional.
“Devemos, portanto, trabalhar para estabelecer a robusta liberdade religiosa para todos, e não devemos usar nossa influência para com os líderes políticos e civis, quer seja para avançar nossa fé ou inibir a fé dos outros. Os adventistas devem tomar responsabilidades cívicas seriamente. Devemos participar do processo de votação disponíveis para nós, quando possível de forma consciente, e devemos compartilhar a responsabilidade de construir nossas comunidades. Os adventistas não devem, no entanto, tornar-se preocupados com a política, ou utilizar o púlpito ou nossas publicações para promover teorias políticas.” (A partir de uma declaração oficial da Igreja Adventista do Sétimo Dia, adotada pelo Conselho de Relações Inter-religiosas/Intereclesiásticas da Igreja Adventista do Sétimo Dia em março de 2002)
 A Igreja Adventista do Sétimo Dia valoriza o Dr. Carson, como fazemos com todos os membros. No entanto, é importante para a igreja manter o seu apoio histórico de longa data da separação entre igreja e estado, para não defender ou se opor a qualquer candidato.
Com informações de Adventist Review
Fonte: Megaphone Adv
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Game “Profecias para Crianças”

Game Daniel 2

A Rede Novo Tempo de Comunicação criou recentemente um novo segmento de atuação visando atingir o público mais jovem, que já interage na Internet, mas que também domina outras tecnologias como a de jogos para computador e dispositivos móveis.

Pesquisas recentes demostram que mais 68% das pessoas que jogam tem menos de 18 anos[1]. Vários especialistas indicam que nos próximos anos os games provavelmente perderão o aspecto de ser um problema e ganharão status de ferramenta educacional. [2]

Diante dessa nova realidade a Novo Tempo está buscando apresentar a mesma mensagem de esperança que já é característica da NT, mas agora num formato diferenciado e numa linguagem mais compreensível para crianças e adolescentes.

Agora no início de 2015 estará sendo lançado o game Profecias para Crianças (em português e em espanhol) que tem como objetivo ensinar as mensagens proféticas da Bíblia de um jeito que as crianças possam entender mais facilmente. A primeira profecia será a de Daniel 2.  No game a criança poderá interagir com os atores da história e aprender o significado da estátua. Os usuários de dispositivos com Android já podem acessar pesquisando na loja de aplicativos Google Play por “Profecias para Crianças”. Para dispositivos Apple IOS estará disponível no ITunes.

“Ainda estamos na fase de adaptação e aprendizado, mas acreditamos que a medida em que formos evoluindo nessa área teremos mais jogos e com capacidade de atingir outras faixas etárias, mas sempre com o objetivo de levar a mensagem de  esperança e salvação”, afirma Carlos Magalhães responsável pelo departamento de Web da NT.

Se você quiser conhecer outros jogos experimentais da Novo Tempo, pode acessar http://novotempo.com/games

 Fonte: Novo Tempo

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A Verdade Seja Dita (Em Quem Você Tem Acreditado?)

A verdade importa? Em quem temos acreditado? Se todos os testemunhos, formais ou informais, em todas as eras da história, forem averiguados quanto a sua veracidade [e isso é perfeitamente possível além das limitações humanas], qual deverá ser o resultado? O que teremos “produzido” mais: verdades ou falsidades?

Na realidade, talvez seja ainda mais relevante nos perguntar quais as razões (ou as consequências) de escolher uma ou outra trilha de comportamento. Que grau de relevância tem um testemunho verdadeiro ou um testemunho falso na vida social?

A reflexão ganha importância especialmente quando temos o cristianismo (ou os opositores dele) em mente. Isso porque a religião cristã é histórica e está baseada no depoimento de testemunhas oculares.

Sabendo disso, alguns céticos, ao se insurgirem contra toda e qualquer evidência que corrobora “a fé que uma vez por todas foi entregue aos santos” (Jd. 3), chegam ao ponto de menosprezar o próprio valor do testemunho pessoal. Buscando fontes do Direito, por exemplo, podem selecionar autores que apenas repetem menções de desprezo moderno à prova testemunhal (sem apresentar análise equilibrada e aprofundada sobre o assunto). Ao citá-los como apoio para sua atitude de descrença, “esquecem-se” (?) de avisar que essa visão é “parcial” – não apenas na acepção de “partidarismo” religioso (ou anti-religioso) mas principalmente no sentido de “incompletude” do assunto no campo jurídico.

Felizmente, não é necessário fazer muito esforço para ter acesso a uma análise mais ampla da questão. Sem promover aqui nenhuma atitude de credulidade irrestrita e irrefletida – o que é vedado pelo princípio bíblico “Não deis crédito a todo espírito” (I João 4:1) , apresento, abaixo, transcrição de lição clássica sobre as bases da prova testemunhal, ao lado de pensamentos de juristas também clássicos ou contemporâneos sobre a questão. Isso para que ninguém seja limitado, em sua visão, pela manifestação unilateral ou desarmoniosa de mais essa espécie de “hiperceticismo seletivo”. As primeiras citações, embora curtas, já podem gerar rica reflexão (basta nos perguntar se concordamos com elas); a última, mais extensa e esclarecedora, adentra no interessante campo da presunção de veracidade (vale a pena ler).

Antes, porém, é preciso relembrar: como proposição geral, o testemunho cristão só pode ser classificado como verdadeiro ou como falso. Além disso, como destaca Daniel Wallace, professor de estudos do Novo Testamento no Dallas Theological Seminary, “a Bíblia é o único grande texto sagrado que se sujeita à verificação histórica. É o único que se coloca em risco”.

É importante, portanto, considerar o que foi testemunhado em termos amplos: [“Não vos demos a conhecer o poder e a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, seguindo fábulas engenhosamente inventadas, mas nós mesmos fomos testemunhas oculares da sua majestade” (2 Pedro 1:16);  “O que temos ouvido, o que temos visto com os nossos próprios olhos, o que contemplamos e as nossas mãos apalparam… O que temos visto e ouvido anunciamos também a vós outros” (I João 1:1-3) “Muitos houve que empreenderam uma narração coordenada dos fatos que entre nós se realizaram, conforme nos transmitiram os que desde o princípio foram deles testemunhas oculares” (Lucas 1:1-3)].

Ao fazerem as afirmações acima, os evangelistas ou autores dos livros que compõem a Bíblia não são reunidos no grupo de “culpados até que se provem inocentes”. Na realidade, o exame de seu testemunho deve começar na mesma condição da do homem médio, ou seja, sob a presunção de que as pessoas em geral percebem e narram a verdade. No caso específico, em acréscimo ao peso natural das próprias declarações desses escritores em favor da verdade e das marcas de sua honestidade (ver aqui), a pesquisa arqueológica, dentro das limitações do estudo histórico e da pertinência de cada contexto, tem acumulado dinamicamente um acervo cada vez  mais rico de evidências corroboradoras do registro bíblico  a descoberta do tanque de Betesda (narrativa de João 5), ilustrado na imagem acima, é um bom exemplo disso.

Obviamente, o testemunho cristão pode ser rejeitado. E isso não é surpreendente. Na realidade, os próprios evangelistas tornam explícita essa possibilidade, sem olvidar, porém, o registro das consequências:

“Aquele que o viu, disso deu testemunho, e o seu testemunho é verdadeiro. Ele sabe que está dizendo a verdade, e dela testemunha para que vocês também creiam” João 19:35

“Quem vos ouve, a mim me ouve; e quem vos rejeita, a mim me rejeita; e quem a mim me rejeita, rejeita aquele que me enviou.” Lucas 10:16

“Aquele que me rejeita e não acolhe as minhas palavras tem quem o julgue; a Palavra que proclamei, essa o julgará no último dia.” João 12:48

O que se depreende das linhas gerais do testemunho dos evangelhos, portanto, é que descrer dele e negá-lo é abraçar uma mentira e ficar à espera de julgamento. Voltamos, portanto, ao ponto inicial. A verdade importa? Em quem temos acreditado?

“Pois nós não podemos deixar de falar das coisas que vimos e ouvimos.” Atos 4:20

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Citações (Direito):
“A atestação dos homens é a prova universal de todos os fatos humanos.”
José da Cunha Narravo Paiva (Tratado Teórico e Prático das Provas no Processo Penal)
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“O número de fatos sujeitos à percepção imediata de cada indivíduo não é senão uma gota de água lançada no vaso, em paralelo daqueles de que somos informados pela referência de outrem.”
Bentham (Jeremy), citado por José da Cunha Narravo Paiva no mesmo livro (Tratado Teórico e Prático das Provas no Processo Penal).
[a inserir outras citações]

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A presunção da veracidade humana, inspirando fé na afirmação de uma pessoa, faz com que ela seja procurada e aceita como prova pessoal, do mesmo modo que a presunção da veracidade das coisas, inspirando fé na afirmação de uma coisa, faz com que ela seja procurada e aceita como prova real. Falando da presunção em geral, referimo-nos a ambas estas presunções particulares. Tornaremos a falar aqui da primeira, isto é, da presumida veracidade humana, reservando-nos para falar da segunda a propósito da prova material, isto é, da presumida veracidade das coisas.

O fundamento, portanto, da afirmação de pessoa em geral, e do testemunho em especial, é a presunção de que os homens percebam e narrem a verdade, presunção fundada por sua vez na experiência geral da humanidade, experiência que mostra como em realidade, no maior número dos casos, o homem é verídico: verídico, por tendência natural da inteligência, que encontra na verdade, mais fácil que a mentira, a satisfação de uma necessidade ingênita; verídico, por tendência natural da vontade, a quem a verdade aparece como um bem, e a mentira como um mal; verídico finalmente, porque esta tendência natural da inteligência e da vontade, é fortificada no homem social não só pelo desprezo da sociedade pelo mentiroso, mas também pelas penas religiosas e pelas penas civis que se erguem ameaçadoras sobre a sua cabeça.

Esta presunção da veracidade dos homens acompanha-nos em todas as evoluções internas do pensamento, como em todas as exteriorizações da atividade. Esta fé nas afirmações alheias desponta inconscientemente na nossa alma, ainda crianças, antes que a experiência das coisas e dos homens a venha confirmar; e, com o crescer dos anos, esta fé, tornando-se raciocinada e cautelosa, é a força da nossa virilidade e o tranquilo repouso da nossa velhice.

A criança que levanta o seu braço com o dedo estendido apontando para os céus ignotos, e balbucia o grande nome de Deus; a criança que se ajoelha sobre o pequeno leito, e de mãos postas começa a implorar cheia de confiança o seu bom anjo; a criança crê em Deus e no seu bom anjo, porque neles lhe falou a sua mãe. E quando, com os olhos e o espírito concentrados sobre o seu livrinho, soletra, dando um som às letras e às sílabas, julga que àquelas letras e àquelas sílabas devem por um consenso comum corresponder aqueles sons, porque o professor lho disse.

E mesmo avançando em idade e nos estudos, não é possível haver progressos intelectuais, quando se não adquira o impulso da fé nos outros. Quando se medita sobre as forças e sobre os fenômenos da natureza física, é necessário pois começar por ter fé na descrição das observações e das experiências alheias, antes de passar às experiências e observações próprias. Se se medita sobre as forças e sobre os fenômenos da natureza moral, estudando a humanidade na sua vida intelectual, social ou política, nas várias épocas e lugares, é necessário contudo atender-se ao testemunho dos outros, e ter fé nele.

Toda a vida do nosso pensamento nunca se separa completamente da fé na exposição do pensamento alheio: é acreditando nisto, e apoiando-se nisto, que o nosso pensamento vai mais longe e mais alto. Mas a fé nas afirmações alheias assiste-nos, não só na vida espiritual, mas principalmente em todas as ocorrências da vida prática. A maior parte das ações humanas, desde a infância à velhice, não tem por guia senão a fé nas afirmações alheias.

Relativamente ao primeiro período da existência, pode dizer-se que nele toda a vida não é mais do que um contínuo acreditar nos outros: do bem que não conhecemos e que procuramos alcançar, aos males que não conhecemos e procuramos evitar, sempre sob a fé da palavra alheia. E esta fé, que guia e regula as ações, não nos abandona com o crescer dos anos, mas torna-se antes cada vez mais cautelosa e raciocinada. São tão poucas as coisas e as pessoas que podemos conhecer por meio da nossa observação direta e pessoal, que a vida tornar-se-ia absolutamente impossível, se não prestássemos fé às observações alheias para regular as nossas ações, relativamente a todas as coisas e a todas as pessoas que não conhecemos diretamente. 

Sem a fé na veracidade alheia, nem mesmo a palavra, vínculo intelectual, moral e social das almas, teria já razão de ser: para que serviria a palavra, se não existisse a fé na coisa por ela significada? Suponhamos que uma alma já não tenha fé em coisa alguma; e ela não poderá senão ocultar-se estéril na prisão escura e taciturna da própria consciência. Suponhamos que um homem não tem fé alguma nos outros, e ele, vendo em todo o seu semelhante um inimigo, não saberá já como viver no consenso civil, e, tornando-se selvagem pela suspeita e pelo ódio, refugiar-se-á na solidão de uma floresta.

Acreditar e ser acreditado, a troca confiante dos pensamentos, das notícias, das reflexões, a reunião, enfim, de todas as observações individuais dispersas, em um tesouro comum e imenso, de onde todos recebem, e para o qual todos contribuem: eis a força latente, intelectual, que se chama civilização, e que faz subir incessantemente a sociedade humana a um nível mais alto: eis a força latente, moral, que se chama solidariedade, e que associa a si como irmãos, na grande unidade da família humana, milhares de existências individuais, dispersas no espaço e ao tempo. A presunção, portanto, de que os homens em geral percebem e narram a verdade, presunção que serve de base a toda a vida social, é também base lógica da credibilidade genérica de toda a prova pessoal, e do testemunho em particular.

(Nicola Malatesta. A Lógica das Provas em Matéria Criminal  domínio público)