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Todas as Coisas Cooperam para o Bem…

Considerações importantes sobre uma das mais extraordinárias promessas da Bíblia (Pr. Ranieri Sales – UNASP – Universidade Adventista de São Paulo)

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Livro do Mês: Em Guarda, de William Lane Craig

Em guarda

O Livro do Mês é “Em Guarda” (participe aqui e no Twitter do sorteio de um exemplar). Como diz a apresentação, “trata-se de um manual de treinamento conciso, escrito por William Lane Craig, um dos mais renomados defensores da fé cristã na atualidade. O livro é repleto de ilustrações, notas explicativas e esquemas para ajudar na memorização dos melhores argumentos para a defesa de sua fé com razão e precisão.

Com um estilo envolvente, Craig oferece quatro argumentos plausíveis para a existência de Deus, defende a historicidade da ressurreição de Jesus e aborda o problema do sofrimento. Além disso, mostra por que o relativismo religioso não consegue responder ao nosso desejo de compreender as questões últimas da vida…”

Para participar do sorteio, retuíte  a mensagem  com o link: “Sorteio Livro do Mês: Em Guarda, de William Craig. Responda à pergunta http://kingo.to/1exm e dê RT.”   A pergunta que deve ser respondida aqui no blog é: de acordo com a forma bíblica de considerar o tempo (Leia Gênesis 1:5,13,19,23 e 31, Levítico 23:32, Lucas 23:44 e 54), a que horas terminará (ou terminou) o último dia do ano de 2013 na cidade em que você se encontra? [Aqui em Brasília, por exemplo, o pôr-do-sol (momento que marca o início e o fim de cada dia de acordo com a Bíblia) está previsto para ocorrer às 19h47. Consulte o Clima Tempo para obter o hora aproximada do pôr-do-sol em sua região. O sorteio será realizado a qualquer momento a partir de amanhã, desde que tenhamos no mínimo três participantes.]

2013 já começou. Feliz Ano Novo!

Seguem alguns trechos da obra:

Ao apresentar argumentos e evidências neste livro, procurei ser simples sem ser simplista. Levei em consideração as objeções mais fortes aos meus argumentos e propus respostas a elas. Em certos momentos, o conteúdo lhe parecerá novo e difícil. Nessas horas, encorajo você a ir devagar, um pedacinho por vez, pois assim fica mais fácil de digerir. Pode ser que ajude formar um pequeno grupo para estudar o livro e discutir seus argumentos. E, por favor, não se sinta constrangido, caso discorde de mim em certos pontos. Quero que você pense com sua própria cabeça.

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Desde os primeiros tempos homens que desconheciam completamente a Bíblia chegaram à conclusão, com base no desenho do universo, que deve existir um Deus.

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O homem não precisa apenas da imortalidade para que haja um sentido último para viver: ele precisa de Deus e da imortalidade. E se Deus não existir, então ele não tem nem uma coisa nem outra.

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Quando publiquei pela primeira vez meu trabalho sobre o argumento cosmológico kalam, em 1979, percebi que os ateístas atacariam a segunda premissa do argumento, que diz que o universo começou a existir…

Qual não foi minha surpresa, então, ao ouvir ateístas refutando a primeira premissa com o intuito de escapar do argumento! Por exemplo, Quentin Smith, da Universidade Western Michigan, respondeu afirmando que a posição mais racional a se defender era que o universo veio “do nada, pelo nada e para o nada”…

Essa simplesmente é a crença do ateísmo. Na verdade, acredito que isso representa um salto de fé bem maior do que crer na existência de Deus. Pois isso, como sempre digo, literalmente falando pior do que mágica. Se essa é a alternativa para quem não crê em Deus, então aqueles que não creem não podem jamais acusar aqueles que creem de irracionalidade, pois o que poderá ser mais evidentemente irracional do que isso?

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“Eu vou à igreja” – disse, meio sem jeito.

“Isso não é o bastante, Bill. Você tem que ter Jesus no coração”.

Para mim aquilo já tinha ido longe demais. “Por que Jesus iria querer morar no meu coração?”

“Porque Ele te ama, Bill.”

Aquilo me atingiu como um raio. Lá estava eu, tão cheio de raiva e ódio, e ela dissera que havia alguém que me amava de verdade. E não era ninguém menos do que o Deus do universo! Aquele pensamento me deixava estupefato. E pensar que o Deus do universo me amava, a mim, Bill Craig, esse vermezinho perdido naquele pontinho de poeira chamado planeta Terra. Era demais para mim!

Aquilo foi para mim o início do mais agonizante período de busca por que já passei. Eu tinha um Novo Testamento e o li de capa a capa. Quanto mais eu lia, mais encantado ficava com a pessoa de Jesus. Havia uma sabedoria em seus ensinamentos que jamais havia encontrado e uma autenticidade em sua vida que não era típica daquelas pessoas que eu havia conhecido, que se diziam cristãs, naquela igreja que eu estava frequentando…

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Fico tremendamente grato porque o Senhor, em sua providência, me levou primeiro a fazer um doutorado em filosofia antes de estudar a ressurreição de Jesus, pois é de fato a filosofia e não a  história o que alimenta o ceticismo dos críticos radicais da ressurreição.

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Livro do Mês: Mente Positiva, Dr.Julián Melgosa

Livro Mente Positiva

O Livro do Mês é um grande livro, em termos de tamanho (formato 28x 20) e de conteúdo e abrangência. Elaborado como um manual para desenvolver e manter um estilo de vida saudável, especialmente em relação com os cuidados da mente, aborda assuntos como o poder do pensamento, fobias, ansiedade, depressão, complexos, timidez, ira e agressividade, transtornos mentais e sexuais, traumas psíquicos, violência conjugal, famílias monoparentais, sexo saudável, consumismo, sentimento de culpa, potencialização da memória, anorexia nervosa, inteligência emocional saudável, entre outros. O autor, Dr Julián Melgosa, é doutor em Psicologia e ex-professor da Open University (Inglaterra). Atualmente dirige a Faculdade de Educação e Psicologia da Universidade Walla Walla (Washington, Estados Unidos).

Para participar do sorteio de um exemplar do livro, siga @Ler_pra_crer no Twitter e dê RT nos tuítes de divulgação com o link: [Sorteio “Livro do Mês”: Mente Positiva, Dr. Julián Melgosa. Sorteio Dia 2/5 http://kingo.to/14Nk  Siga @Ler_pra_crer e dê RT] O sorteio será no dia 2 de maio.

Sem pretensão de substituir orientações dos profissionais da área (para superar transtornos psicológicos, o paciente deve primeiramente buscar a ajuda de um médico ou psicólogo), o capítulo 12 trata da prevenção de doenças mentais e sugere uma lista de atividades simples e úteis à conservação da saúde emocional. Seguem alguns trechos:

A psicologia positiva diria que, pelas circunstâncias em que vivemos, não sentimos frequentemente as emoções positivas em nossa vida. As pessoas têm obsessão por empreendimentos que oferecem um extenso inventário de emoções negativas. Como resultado, a maioria das pessoas vive infeliz e pode acabar sofrendo transtornos mentais.

Em termos concretos, propomos uma série de atividades simples, mas de efeito marcante, que podem ser de grande benefício para todas as pessoas, especialmente para aquelas que desejam prevenir doenças mentais.

1. Seja otimista. Quando alguma coisa sair errada com você, pense nas possíveis soluções, não apenas em dados desesperadores que impeçam a superação do assunto…

2. Fortaleça sua autoestima. Ao se sentir inferior, você está diminuindo suas “defesas” contra as doenças mentais. Desenvolva o hábito de cada dia nutrir mais segurança naquilo que faz. Observe seus pontos fortes (que todos temos), pense em suas conquistas. Se não encontrar nada, fale com alguém de confiança para ajudá-lo a identificar essas coisas…

3. Procure apoio nas pessoas. Cultive o melhor relacionamento possível com seu cônjuge, seu chefe, seus companheiros e vizinhos. É importante o tratamento amável e cortês, como também demonstrar cooperação e respeito para com todos. Organize seu tempo para se dedicar mais à sua família de maneira amistosa. Evite ficar sozinho, ver televisão em excesso…Procure sair e usar seu tempo para conversar com outras pessoas.

4. Mantenha-se ativo. Praticamente todo tipo de desequilíbrio mental mantém forte resistência à qualquer atividade. Dedique tempo necessário ao seu trabalho. Depois, no horário de descanso, procure fazer outra atividade de natureza distinta (se seu trabalho é sedentário, pratique esportes ou realize exercícios físicos).

5. Enfrente a culpa. Se você tem sentimento de culpa, fundado ou infundado, procure agir rapidamente, pois esse sentimento é perigoso para a saúde mental. Se falou ou fez algo que magoou outra pessoa e a lembrança do fato relembra sua culpa, fale com a pessoa ofendida. Peça perdão com sinceridade e humildade… Às vezes, a pessoa ofendida não tem disposição para aceitar suas desculpas. Nesse caso, peça auxílio a Deus e confesse sua culpa. A Bíbliz diz que “se confessarmos os nossos pecados [culpas], Ele (Deus) é fiel e justo para perdoar os nossos pecados e nos purificar de toda injustiça” (1 João 1:9).

6. Cuide de sua saúde física. A saúde física e mental mantêm uma relação muito íntima… Esteja atento à sua dieta. Coma alimentos o mais natural possível. Faça exercício físico. Cuide de seu descanso noturno. Durma pelo menos sete a oito horas diariamente. Evite substâncias químicas. As drogas, álcool e o café, inclusive, alteram o sistema nervoso central e o estado de ânimo. Calcula-se que 15% de todos os casos de doenças mentais estejam associados ao uso de álcool ou drogas, ou tiveram alguma influência deles.

7. Seja humanitário. Participe de algum plano de apoio aos desamparados ou pessoas necessitadas. Isso lhe causará bem e trará satisfação aos favorecidos… Ao sentir que sua ajuda traz benefícios aos outros, verá que seus problemas diminuirão e até desaparecerão.

8. Mantenha uma atitude confiante. É uma das medidas mais proveitosas para conservar a saúde mental. Não seja pessimista quanto ao futuro. Relembre o passado, concentrando-se no que aconteceu de bom e não de ruim. Afaste o pensamento de desastres, desgraças e calamidades.

9. Procure os ambientes naturais. Os transtornos mentais encontram sua base de desenvolvimento em ambientes urbanos, enquanto a saúde integral se desenvolve em meio à natureza. Se as pressões do trabalho impedem que você viva fora da cidade, leve, então, a natureza à sua casa através de plantas, flores, um animal de estimação, etc. Quando tiver oportunidade, faça um passeio no campo, num parque ou montanha e desfrute com todos os sentidos o que a natureza lhe oferece.

10. Inclua em sua vida o aspecto espiritual. A dimensão espiritual pode ser fortalecida por meio da música, meditação, reflexão na vida de personagens exemplares; mas a espiritualidade mais completa é alcançada através da experiência religiosa na qual, pela fé, se admite a existência de Deus. Não de um deus cruel que se alegra com o castigo e sofrimento de suas criaturas, mas um Deus amoroso que ouve e responde às orações de Seus filhos. Por meio da oração e da aproximação com Deus, você obterá tranquilidade e paz mental.

 

 

 

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Por que as Falhas da Teoria da Evolução Não Importam (para os Evolucionistas)

A partir de sua experiência em debater com evolucionistas, Cornelius Hunter expõe nesta postagem por que as falhas da teoria da evolução não importam (para os evolucionistas).

Quando Charles Darwin apresentou sua teoria da evolução, ele explicou como ela poderia ser testada:

“Se se pudesse demonstrar a existência de algum órgão complexo que não pudesse de maneira alguma ser formado através de modificações ligeiras, sucessivas e numerosas, minha teoria ruiria inteiramente por terra. Só que jamais consegui encontrar esse órgão” (A Origem das Espécies, Trad. Eugênio Amado. Belo Horizonte, Villa Rica, 1994, p. 161).

Embora fornecer um teste de falsificação pareça científico, esta foi apenas mais uma medida protecionista de Darwin. Em ciência, as teorias devem ser testadas com base em critérios realistas, e não em negativas universais. Como poderia um cientista, que é cético em relação a noção de que toda a biologia surgiu espontaneamente por si só, provar que uma estrutura biológica “não poderia ter sido formada por ligeiras, numerosas e sucessivas modificações”?

A biologia está cheia dessas estruturas, mas há uma sutileza. Darwin estava exigindo que o cético provasse que tais estruturas “não poderiam” ter evoluído. Dado o uso liberal de “estórias” imaginativas pelos evolucionistas, esta exigência parece praticamente impossível.

Darwin não estava procurando por exemplos que mostram que a evolução seja improvável. Ele não disse “provavelmente não” evoluíram. Ele disse que “não poderiam” evoluir. Darwin estava erguendo muros altos em torno da sua idéia.

No entanto, a estratégia defensiva de Darwin estava fadada ao fracasso. A idéia é tão cientificamente falha que nem mesmo sua própria “Linha Magnot” pôde salvá-lo. Hoje, a questão não é se há uma estrutura que “não poderia” ter evoluído, mas sim qual dos milhares e milhares de exemplos na biologia devemos escolher? Nos últimos anos, as proteínas têm proporcionado ainda outro exército de exemplos em que mesmo os próprios números evolucionistas mostram uma ordem de magnitude de 27 entre as expectativas e a realidade.

O que é interessante a respeito disso tudo não é que a evolução seja cheia de falhas, mas a defensiva universal entre os evolucionistas. Na verdade, os evolucionistas não apenas negam que haja qualquer problema, eles insistem que a evolução é um fato sem sombra de dúvida.

Alguns se perguntam por que a falha da própria “Linha Magnot” de Darwin deixou a evolução ilesa. Como pode a evolução ser a pior teoria de todos os tempos, no entanto ainda continuar a manter o seu status de “fato”?

A resposta é que a evolução é considerada um fato porque os evolucionistas sabem que o mundo não poderia ter sido concebido de forma inteligente. Segundo a linha de pensamento evolucionista, o mal, a ineficiência e a deselegância do mundo demandam uma força criativa inconsciente. Como um carro esportivo de luxo com seu volante na traseira, este mundo não faz sentido. Nenhum designer capaz de criar este mundo poderia ter intencionado um mundo assim.

Mas é claro que intenção não é uma quantia científica. O pensamento evolucionista decorre de conhecimento secreto, não de conhecimento público. Seu fundamento é a gnosis, não a scientia.

E, assim, como a evolução se sai à luz da ciência empírica importa muito pouco. Isso é tema para pesquisa. Pela retórica evolucionista, cai na categoria de como a evolução ocorreu, não se a evolução ocorreu. Nenhuma quantidade de evidência empírica, pública pode mudar o fato particular/secreto da evolução. A gnosis sempre triunfa sobre a scientia.

Tudo isso significa que não se pode argumentar com os evolucionistas a partir da evidência científica. O que um designer poderia ou não intencionar não pode ser aprendido a partir de um experimento científico. Isso não deriva de descobertas empíricas. Em vez disso, a evolução é derivada de crenças religiosas e pessoais que não estão abertas ao debate. Os evolucionistas acusam os céticos de sua teoria de preconceito religioso quando eles mesmos são os que infectaram a ciência com um cavalo de Tróia metafísico.

Tudo isso significa que as previsões da evolução e suas falsificações significam muito pouco para os evolucionistas. Para eles, se uma previsão ou um teste, como proposto por Darwin acima, acaba por ser falseado, isso simplesmente significa que o teste foi mal concebido. O pensamento é: talvez a evolução precise ser modificada, mas não pode ser refutada.

Como explicou Lakatos, as sub-hipóteses podem ser descartadas. Elas são o cinturão protetor que protegem o núcleo teórico. O núcleo teórico da evolução é a criação por meios naturais. Os detalhes particulares não importam tanto. A seleção pode ser substituída por deriva, o gradualismo pode ser substituído por saltacionismo, mutação aleatória pode ser substituída por adaptação pré-programada, a árvore evolutiva pode ser substituída por uma rede, mesmo a descendência comum pode ser substituída. Mas o naturalismo não pode ser substituído.

Assim, quando uma previsão vai mal, a culpa é da sub-hipótese, não do núcleo teórico. O naturalismo nunca pode ser questionado, independentemente das evidências.[…] “Religion drives science, and it matters.”

Fonte: Darwin’s God
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Vídeo Maravilhoso! Tendo uma Visão da Cosmovisão

Celestial War between Jesus and Satan

Faz alguns meses, a equipe do Amazing Facts teve a feliz iniciativa de criar um documentário de poucos minutos com uma visão do grande conflito e do drama humano, extraída das Escrituras Sagradas. Trata-se de um resumo da cosmovisão básica adventista. O vídeo é tão especialmente didático e pertinente em seu conteúdo que me apresso em tornar esta apresentação a mais curta possível para que você tenha logo o privilégio de vê-lo aqui .

Oro para que, assistindo a ele, muitos sejam iluminados com o “evangelho eterno” (Apoc. 14:6) e tomem sua decisão ao lado de Jesus Cristo, o Cordeiro de Deus, Testemunha Fiel e Verdadeira, Rei dos reis e Senhor dos senhores. Amém! Maranata! Ora, vem Senhor Jesus! (Apocalipse 22:20)

 

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O Grande Quadro e a Bondade de Deus

 

 

Pergunta e resposta que  encontrei no Christian-Thinktank  . Glenn M. Miller, o autor do site, é quem responde. 

Pergunta:

Você não se cansa de dar todas essas explicações e desculpas para todas as coisas “ruins” no Antigo e no Novo Testamentos? Se houvesse uma, duas ou três delas, talvez não seria tão ruim. Mas há tantas, e quando alguém começa a tentar dar desculpas para todas, um “grande quadro” começa a surgir, e não é um belo quadro […] parece-me que você não percebe o “grande quadro” quando você fornece essas respostas detalhadas a perguntas muito específicas. As pessoas têm lançado um monte de razões para duvidar da bondade de Deus, e um monte de passagens perturbadoras. […] Não posso deixar de pensar que você perdeu a capacidade de ver a “floresta” por ter muito trabalho para lidar com cada “folha” e com cada “árvore”.

Resposta:

Curiosamente, foi na verdade o “grande quadro” que me deu maior confiança em lidar com esses tipos de perguntas.

Antes de todos estes estudos, eu tinha uma “grande quadro” – vago e amargo –  dessas questões, por não tê-las estudado de perto, e, portanto, eram “questões importunantes” e coisas que me incomodavam (perguntas para as quais eu esperava encontrar respostas um dia).

Mas depois que comecei a entrar nos detalhes, comecei a ver que de perto as questões pareciam muito diferentes e revelavam coisas melhores, provavelmente não percebidas por um leitor casual. Eu comecei a ver como algumas das acusações eram simples difamação, daqueles que constroem ambiguidades de forma negativa.

Percebi como muitas das questões mais estereotipadas (por exemplo, os escravos, as mulheres, a punição) tinham belíssimas estruturas escondidas sob a superfície (por exemplo, o impulso anti-escravidão, a visão muito progressista e a proteção das mulheres, o núcleo humano e construtivo da legislação).

Eu vi como todo o conjunto foi concebido para apoiar a celebração da comunidade (por exemplo, os sacrifícios), a compaixão para com os desfavorecidos (por exemplo, os dízimos, as leis), a liberdade individual e a alegria (por exemplo, a redenção e a reconciliação). Eu ficava constantemente admirado com o tempo que Deus esperava antes de visitar pessoas com juízos, e como Ele lhes implorava persistentemente por honestidade, fidelidade e bondade.

Eu também vi um padrão interessante: quanto mais cruelmente e impiedosamente as pessoas tratavam umas às outras, mais os profetas falavam de julgamento e da ira de Deus (em vez de sua “benção”). O Antigo Testamento contém uma porcentagem surpreendentemente grande (dado que Deus não tem prazer em punição e advertências) de linguagem forte da parte de Deus sobre julgamento, punição etc, e embora todos esses oráculos de juízo possam ser literalmente lidos em voz alta em menos de uma semana de tempo, eles variavam em freqüência, duração, intensidade e vivacidade em relação com o “nível” das atrocidades reais das pessoas a quem foram dirigidas.

Em outras palavras, se Israel tivesse praticado a Lei internamente, amando a Deus e uns aos outros verdadeiramente, todos os “oráculos de juízo” teriam sido anunciados apenas contra as nações invasoras. Tivesse Israel cumprido a tarefa que lhe foi designada, de ser um reino de sacerdotes – modelando a beleza de uma cultura onde Deus habita no coração dos adoradores – ensinando às nações Sua Lei, e intercedendo uns pelos outros diante do Senhor, poderia não ter havido NENHUM “oráculo de juízo”.

Assim, grande parte das situações desagradáveis e das fortes reprovações que encontramos na Bíblia se deve diretamente aos atos, atitudes e hábitos desagradáveis que NÓS manifestamos uns aos outros.

Embora algumas vezes receoso a princípio, quando me aprofundei no assunto, percebi que as “razões para duvidar da bondade de Deus” evaporaram, e eu fui deixado com o seu oposto – razão para confiar em sua sabedoria e graça, e admiração pela bondade de Seu coração. Mesmo em casos muito difíceis, havia ainda mais do que razão suficiente para dar a Deus “o benefício da dúvida”. E muitas dessas acusações eram baseadas em compreensões falhas da história bíblica (normalmente) ou inadequado ou não equilibrado entendimento teológico (muitas vezes).

O que emergiu foi um outro “grande quadro”, diferente daquele que você sugere: O padrão destes supostos “crimes” de Deus (supostamente a me dizer algo sobre Deus), terminou, depois de um estudo aprofundado, por ser apenas um padrão de acusações injustificadas (a me dizer algo sobre os acusadores).

A “floresta” é muito, muito visível para mim – a linha de tendência é muito clara. Em um contexto histórico cheio de atrocidade e desespero, a história da interferência de Deus na história entrecruza este mundo “doloroso, aqui e agora” e traz a ele vida, luz, calor, graça e transformação.

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Perdeu o Sermão? Qual é o Seu Problema?

Resumo* do sermão pregado pelo Pr. Alejandro Bullón  em 07 de novembro de 2009, na Igreja Adventista do 7º dia do Setor M Norte, em Taguatinga – DF

“…À quarta vigília da noite, foi Jesus ter com eles, andando sobre o mar…” Mateus 14:22-33

Naquela noite, no mar da Galiléia, os discípulos enfrentavam uma grande tormenta. Tudo parecia perdido até que Jesus apareceu. Quero lhes perguntar: Quando Jesus aparece na nossa vida, os problemas desaparecem? Sim ou não?

No momento em que Jesus apareceu aos discípulos, a tormenta acabou? (Congregação responde: “Não”).

Então, quando Jesus aparece, isso significa que os problemas desaparecem? (Congregação responde: “Não”).

Queridos. Quero que entendam uma coisa: Quando Jesus aparece, os problemas desaparecem. Ponto.

Como é isso, então?

Se o problema dos discípulos fosse a tormenta, ela teria desaparecido. Mas o problema dos discípulos não era a tormenta. O problema estava não fora deles, mas  dentro deles.

99% dos problemas que você tem não estão fora de você. Estão dentro de você.

Um dia uma senhora me ligou. “Pastor ela disse, ore por mim. Tenho um problema tremendo. Meu problema não tem solução.”

Perguntei: “Qual é o seu problema?”

“Pastor, devo 30 mil reais. Meu marido ganha  700 reais. Estou sendo ameaçada de morte se não pagar a quantia. Ele não sabe dessa dívida.”

Perguntei: “Por que não conta a ele?” Ela me respondeu: “Se eu contar, ele me mata.”

Parecia mesmo um problema sem saída. Se conta, morre. Se não conta, também morre.

“Pastor, me ajude. Ore por mim. Não tenho 30 mil reais.”

“Sim. Mas qual é o seu problema?”  voltei a perguntar.

“Pastor, como assim? Já lhe contei: devo 30 mil reais, meu marido não sabe…”

Ela só veio a entender minha insistência um pouco depois, quando comecei a explicar:  “este não é o seu problema. Se eu orasse pedindo que caísse do teto 30 mil reais, e isso acontecesse, seu problema estaria resolvido? Qual é, de fato, o seu problema?  Seu problema não é que está devendo. Seu problema é outro básico: é que não pode ganhar 10 e gastar 11. Seu problema é não controlar seus gastos.”

Em seguida, ela reconheceu:

“Pastor, de fato, sua pergunta e resposta foram muito sábias. Eu nasci no interior de um estado do nordeste do Brasil. Quando criança e adolescente a resposta padrão que ouvia em casa para quase todos os meus pedidos era: ‘não temos dinheiro’. Uma excursão? Não há dinheiro. Uma roupa nova? Não há dinheiro.  Com o tempo fui me acostumando a pedir dinheiro emprestado às pessoas. Isso chegou a um ponto em que eu devia à metade da cidade onde vivíamos. Mal conseguia sair nas ruas.

Um dia, tomei a decisão de partir. Consegui uma carona para São Paulo. Lá chegando, pensei: estou livre. Aqui ninguém me conhece. Começarei uma vida nova. Mas o fato é que, quando menos percebi, já tinha começado o mesmo processo de antes…”

Como poderia resolver o problema assim? Indo para o Japão para ficar devendo a todos os japoneses? Depois para a Rússia, a fim de se endividar também com  todos os russos?

Problemas que não estão fora de nós. Mas dentro. Quando Jesus chegou, resolveu o problema de Pedro: o medo, a falta de fé, de confiança. Ele começou, então, a andar sobre as águas. Quando Jesus entra no coração, Ele traz a solução e resolve o problema. Resolvido o problema do lado de dentro, você pode fazer proezas mesmo no meio da tempestade e da escuridão.

“Pastor, não tenho nenhum problema. Meu único problema, na verdade, é o mulherengo do meu ex-marido.”

Esta era outra senhora que me contava seu drama.

“Quando o conheci, ele não era ninguém. Não tinha estudos. Cheguei a pagar para que ele estudasse e fizesse uma faculdade. Até isso fiz. Mas hoje que já está formado, veja o que recebi como recompensa: ele fugiu, trocando-me por uma garota mais nova que eu.”

Pouco tempo depois, conheci o dito rapaz, que me confidenciou: “Pastor, vendo da perspectiva de hoje, eu tenho que reconhecer que ter ficado aqueles anos com minha ex-esposa foi um milagre. Sim, eu reconheço o quanto ela me ajudou em meus estudos. Serei sempre grato a ela por isso, mas em nossa convivência ela agia como se houvesse me comprado. Ela era extremamente controladora. Eu nunca podia fazer nada. A opressão foi tão intensa que a única alternativa que vi como solução foi sair de casa. Diferentemente do que ela afirma, não fugi com outra pessoa. Fiquei três anos sozinho antes de me unir à nova esposa com quem vivo  hoje.”

O curioso disso tudo é que para aquela ex-esposa o pedido de ajuda era: “Pastor, quero meu marido de volta.”

“Mas ele já está com outra pessoa…” ― eu argumentava. “Não importa. Deus não pode tudo? Que Ele faça qualquer coisa,  contanto que eu o tenha de volta.”

Querido. O seu problema também são os outros? Não teria sido menos doloroso ajoelhar-se e dizer a Deus: Senhor, por que sou assim tão controladora? Por que ajo como se fosse a proprietária do meu esposo? Podes mudar isso dentro de mim? (Continua)

* Ainda que narrado em primeira pessoa, não se reproduz aqui “ipsis literis” o sermão, mas somente o extrato e o encadeamento das idéias principais.